A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, no dia 28 de dezembro, a portaria Nº 314 que autoriza a Prefeitura de Congonhas a implantar a passarela de travessia de pedestres sobre a BR-040,

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Dez postos avançados do Corpo de Bombeiros serão inaugurados em Minas Gerais. Congonhas, na região Central do Estado será a primeira cidade a receber a unidade,

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Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, na tarde de ontem, dia 16, o balanço de operações realizadas no feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Segundo a PRF, foram registrados 151 acidentes, com 178 feridos e seis mortes nas estradas mineiras durante este feriado de 12 de outubro.

Ainda segundo a PRF, domingo foi o dia mais violento. Foram registradas três mortes na volta para a capital, sendo um atropelamento na BR 040, perto da cidade de Alfredo de Vasconcelos, e duas mortes em uma colisão frontal, também na BR-040, na altura de Curvelo.

A polícia também emitiu 6.533 multas por excesso de velocidade, enquanto as multas por ultrapassagens proibidas somam 471. Foram fiscalizados 9.645 veículos.

A PRF informou ainda que não há dados comparativos de 2016, porque, no ano passado, o feriado não foi prolongado.

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O feriado de 7 de setembro foi sangrento nas estradas mineiras. De quarta-feira a domingo foram registradas 32 mortes em acidentes. O número é mais que duas vezes maior do que o do último recesso, de Corpus Christi, quando 15 pessoas perderam a vida. No ano passado, o Dia da Independência caiu em uma quarta-feira, por isso não houve operação especial nas rodovias. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira pelas polícias Rodoviária Federal e Militar Rodoviária. 

Nas rodovias federais foram registradas 13 mortes em 139 acidentes. Outras 156 pessoas ficaram feridas. Um dos acidentes mais graves ocorreu no sábado. Os dados mostram que nas estradas estaduais o feriado foi mais violento. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), foram registradas 19 mortes e 190 feridos.

Fonte: Estado de Minas


Você sabia que, ao descartar corretamente o lixo doméstico, está se preocupando com a segurança e a saúde dos garis? É preciso ter cuidado para que objetos pontiagudos e cortantes não provoquem acidentes de trabalho. Só neste ano, cinco coletores se acidentaram em Congonhas e tiveram que se afastar de suas atividades por alguns dias. Com medidas simples, a população pode evitar que acidentes afetem a vida desses profissionais, que são comprometidos com o bem-estar dos congonhenses e que ajudam a manter nossa cidade limpa e organizada.

Trabalhando há oito meses como gari, José Daniel, se cortou com um caco de vidro durante a coleta. "Levei pontos e tive que ficar afastado por sete dias. Peço que a população descarte o lixo corretamente para evitar que isso aconteça com a gente", reforça. Já Denilson Martins, que trabalha como coletor há mais de dois anos, se furou com uma seringa. "Meu recado é para que a população colabore, deixando o lixo separado, para evitar que a gente se machuque", pede.

A Localix, contratada pela Prefeitura via licitação, faz a coleta de lixo úmido, reciclável e hospitalar, além de fazer varrição e capina em vias públicas. Segundo a técnica de segurança do trabalho da empresa, Daiane Pereira de Jesus, todos profissionais usam Equipamento de Proteção Individual (EPI). Os coletores usam luvas, botas, bonés e uniformes que cobrem os braços e as pernas.

Os garis são orientados a tomar medidas de segurança, mas os moradores também têm um papel fundamental. "Alguns procedimentos são tomados pelos profissionais, como manter os braços afastados para que o lixo não encoste no corpo. Mas a população deve descartar o lixo corretamente. Além disso, pode deixar um alerta, avisando que tem algum objeto cortante ali", aponta Daiane.

Seja consciente!

Cacos de vidro, lâminas, agulhas, palitos de churrascos, entre outros objetos cortantes e pontiagudos, podem provocar sérios acidentes aos coletores. Assim, embale esses objetos em jornais e os coloque em garrafas pet ou em caixinhas de leite. Já para descartar latas de conserva basta empurrar a tampa para dentro.

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O acidente entre dois carros que matou quatro pessoas de uma mesma família ontem, na BR-135, em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, acende o alerta para os riscos nas rodovias no fim das férias escolares. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que as colisões nas estradas sob jurisdição da corporação se agravaram de janeiro a 17 de julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da diminuição no número de acidentes, a quantidade de mortes aumentou 8,1%. Especialistas ressaltam que a irresponsabilidade dos motoristas, revelada em atitudes como transitar em alta velocidade, pode ser uma das explicações para a alta.

Os números da PRF mostram que do início do ano até o último dia 17 foram registrados 6.428 acidentes nas estradas federais mineiras, menos que as 7.120 ocorrências de igual período do ano passado. A quantidade de vítimas graves também caiu: foram 1.688 em 2016 e 1.343 neste ano. O número de feridos teve alta de 5.272 para 5.296 nos últimos sete meses. Já as mortes saltaram de 405 para 438.

O crescimento no número de óbitos indica que os acidentes vêm se tornando mais letais, e eleva a preocupação das autoridades diante do retorno das férias escolares, período de aumento do fluxo de veículos nas estradas. Levantamento do Estado de Minas mostra que o alerta tem justificativa. Somente neste mês, pelo menos 31 pessoas perderam a vida em BRs que cortam o estado (veja abaixo as ocorrências mais graves).

O professor de engenharia Márcio Aguiar, especialista em transporte e trânsito, diz que a maioria dos acidentes tem ligação com a imprudência. “Está relacionado ao aumento de velocidade. As concessionárias (das vias privatizadas) têm notado um número menor de veículos nas rodovias, devido à recessão no país. Com isso, a estrada fica mais vazia e a velocidade aumenta. Nas rodovias concessionadas há bom estado do asfalto, e isso também faz os condutores seguirem viagem com velocidade elevada”, completou.

O policial rodoviário federal Fábio Jardim, assessor de imprensa da PRF, afirma que as estatísticas mostram que os acidentes estão mais violentos. “Percebemos um aumento de ocorrências com múltiplas vítimas, envolvendo ônibus e vans, e também com colisões frontais. A grande maioria é causada pela conduta do motorista. Têm havido, pontualmente, ocorrências devido ao sono na direção dos veículos. Vêm acontecendo também acidentes em retas, com tempo bom e pista seca, sem chuva, onde veículos colidem frontalmente e, consequentemente, ocorrem as mortes”, afirma.

Essa é exatamente uma das possibilidades levantadas para o grave acidente na BR-135, em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, ontem, por volta das 6h40. Testemunhas contaram aos policiais que um carro invadiu a contramão e atingiu o outro, que seguia no sentido contrário. “Um Ford Fiesta seguia no sentido Curvelo/Belo Horizonte, quando a condutora, segundo informações de testemunhas, cochilou ao volante e invadiu a pista contrária. Em seguida, atingiu de frente um Up”, explicou o tenente César Brito, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Com o impacto, as quatro pessoas que estavam no Fiesta, com placa de Betim, morreram na hora. Segundo a PMRv, as vítimas eram da mesma família. No Up de Belo Horizonte, quatro pessoas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o Hospital Imaculada Conceição, em Curvelo. “O veículo tinha saído de Lagoa Santa e seguia em direção a Pirapora. Nele estavam um casal, a filha adolescente e uma amiga”, informou o militar.

Também ontem, o motorista de um Duster morreu no Km 151 da BR-459, na zona rural de Piranguinho, no Sul de Minas, ao perder o controle do carro na saída de uma curva. De acordo com os primeiros levantamentos, o condutor invadiu a contramão e bateu de frente com um caminhão. Três pessoas ficaram feridas. Em Caeté, na BR-381, a colisão entre duas carretas no início da noite de causou outra morte.

VOLTA DAS FÉRIAS Neste último fim de semana de julho, a previsão é de estradas cheias por causa do fim do recesso escolar. Por isso, a PRF alerta os motoristas para terem atenção nas rodovias. “Tenham paciência, atenção com os congestionamentos e outras interdições nas rodovias. Façam o planejamento com antecedência, para que durmam bem antes de viajar, verifiquem a parte mecânica do veículo e dirijam com responsabilidade. Além disso, prestem atenção à conduta dos outros”, sugeriu o agente Fábio Jardim.

O professor Márcio Aguiar acrescenta que os condutores devem evitar a ansiedade de tentar chegar rapidamente em casa. “A velha história de todo final de férias é que tem uma tendência de as pessoas quererem chegar rápido e, por isso, cometerem infrações. Mas é preciso atenção, pois as rodovias brasileiras, de forma geral, não têm um estado muito bom. O volume de veículos de carga é muito grande. Então, é importante avaliar o horário de saída. Evitar viajar à noite, que é mais perigoso, devido à sinalização precária, prestar atenção à chuva e à neblina. E, em viagens mais longas, procurar fazer paradas a cada duas horas para se alimentar e ingerir líquidos”, completou.


Cinco acidentes graves

2 de julho
Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, um i30 invadiu a contramão no km 769 e bateu de frente com um Celta. Com o impacto, o primeiro veículo caiu em uma ribanceira. Nele estavam quatro pessoas, sendo que três morreram. Somente o condutor sobreviveu. Já no Celta estavam cinco pessoas, sendo uma grávida. Três morreram, além do feto. A Polícia Civil apura se o condutor do i30 participava de um racha no momento da batida.

2 de julho
Acidente entre um carro e um caminhão matou duas pessoas no km 577 da BR-040, em Itabirito, na Região Central. Imagens das câmeras de segurança da praça de pedágio mostraram o momento em que um Ford Ka se aproximou. A porta traseira do lado do motorista se abriu e fechou rapidamente. O motorista, então, fez o retorno e, alguns metros à frente, bateu numa carreta. Os ocupantes do veículo de passeio morreram.

14 de julho
Um acidente entre uma carreta e uma moto na BR-381, na altura de Nova Era, matou duas pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram que o condutor da motocicleta perdeu o controle em uma curva e caiu na via com o garupa. Logo atrás do veículo vinha uma carreta de transporte do Sedex, que não conseguiu parar a tempo e atropelou as duas vítimas, que morreram.

16 de julho
Acidente que envolveu moto, carreta e carro matou sete pessoas. Segundo a versão do condutor da carreta à Polícia Rodoviária Federal, ele seguia em direção a Governador Valadares quando foi surpreendido pela moto desgovernada no sentido contrário da BR-116, na contramão de direção. Ele teria tentado evitar a batida, mas não conseguiu e acertou uma Parati que também estava no sentido contrário, em direção a Teófilo Otoni.

26 de julho
Dois carros bateram de frente próximo ao km 640 da BR-135, em Curvelo, por volta das 6h40, e quatro pessoas morreram. Testemunhas contaram à Polícia Militar Rodoviária (PMRv) que um Ford Fiesta que seguia no sentido Curvelo/Belo Horizonte invadiu a contramão e atingiu um Up, que seguia no sentido contrário. Testemunhas contaram que a motorista do Fiesta pode ter cochilado ao volante.

26 de julho
Três pessoas ficaram feridas e uma morreu na batida entre um carro e um caminhão no km 151 da BR-459, na zona rural de Piranguinho, no Sul de Minas. De acordo com os primeiros levantamentos, o motorista da Renault Duster perdeu o controle numa saída de curva, invadiu a contramão e bateu de frente com o veículo de carga. O condutor morreu. Também ontem, batida entre carretas na BR-381 deixou um morto.


Cargas são outro pesadelo

Além dos riscos de acidentes, os motoristas devem se preocupar com outra situação recorrentes nas estradas mineiras. Ontem, pela sexta vez neste ano, um acidente com veículo carregado com produtos perigosos provocou o fechamento de uma rodovia por horas, levando transtornos aos condutores. Uma carreta carregada com um tanque de oxigênio tombou ontem na BR-356, na Serra de Itabirito, na Região Central do estado. Por causa do risco de explosão, a rodovia foi totalmente interditada por aproximadamente cinco horas. O congestionamento chegou a cinco quilômetros em ambos os sentidos.

O acidente aconteceu por volta das 12h30. O caminhão seguia no sentido Itabirito/Belo Horizonte quando o motorista perdeu o controle da direção. “O motorista alegou problemas no sistema de frenagem. Ele sofreu ferimentos leves e foi levado a uma unidade de saúde de Itabirito pelo Corpo de Bombeiros. Já recebeu alta”, explicou o sargento Cristian Mendes, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

A carreta, a serviço da empresa White Martins, tombou fora da pista, em uma área de terra. Mas a interdição ocorreu por motivo de segurança. “O oxigênio, em contato com combustível, gasolina ou diesel, pode ocasionar explosões. Por isso, para efeito de segurança, fizemos o isolamento como determina a ficha técnica de emergência”, afirmou o militar. A área do tombamento foi isolada em 100 metros.

A empresa responsável pelo veículo, com auxílio do Corpo de Bombeiros, conseguiu fazer a retirada do material sem riscos. Segundo os militares, no acidente, foi feita a abertura repentina de uma válvula de alívio que vazou e, por pouco, não atingiu o óleo derramado, o que geraria uma reação explosiva. Depois das providências de segurança a pista foi liberada por volta das 17h.

Fonte: Estado de Minas

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Nos últimos 6 dias, a BR 040, entre Carandaí e Congonhas, em menos de 33 km, registrou 5 acidentes com 3 morte e pelo menos 11 feridos. Um homem de aproximadamente 40 anos de idade perdeu a vida na noite desta Sexta (2) no km 668 da BR 040 em Carandaí ao ser atropelado enquanto seguia a pé pela rodovia.

Por volta de meia noite, um homem, morador da cidade de Carandaí, identificado a principio apenas como “ Gercino” foi atropelado por um Honda CRV no KM 668 próximo de um local conhecido como “ Pesk Pag do cueca”.

O automóvel era guiado por um motorista residente na cidade de Barbacena e seguia sentido Belo Horizonte e arremessou o pedestre por cerca de 24 metros, vindo o corpo a parar do outro lado da rodovia, em um matagal.

Após o acidente, o motorista chamou o socorro e aguardou as equipes da Via 040 chegarem ao local, porém nada pode ser feito uma vez que foi constatado o óbito do pedestre.


Fonte: Carandaí Online

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O feriado prolongado de Tiradentes terminou com 15 mortos nas rodovias estaduais que cortam Minas Gerais, de acordo com a Polícia Militar. O número é o mesmo registrado no feriado de Tiradentes de 2016, quando também morreram 15 pessoas em acidentes nas MGs.

Em relação ao número de acidentes, houve redução de 34,38% no número de batidas sem vítimas, 26,53% nas colisões com vítimas e 27,63% no número total de acidentes ocorridos nas rodovias mineiras cujo policiamento é feito pelo estado. A Polícia Militar não informou o número absoluto de acidentes, apenas os percentuais das reduções.

O número de feridos caiu 18,88%. Foram 202 vítimas de ferimentos no feriado prolongado de 2017 contra 249 no Tiradentes de 2016. Em todo o estado foram apreendidas 31 armas de fogo e 430 pessoas foram autuadas por dirigirem sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

A Polícia Militar também divulgou um balanço de ações específicas do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), unidade que faz o policiamento apenas nas rodovias estaduais da Grande BH. O batalhão desenvolveu 2.380 operações de fiscalização durante o feriado, com 2.817 condutores submetidos ao teste do etilômetro e 52 pessoas presas por beber após dirigir.

Além disso, 39.076 veículos foram inspecionados e seis carros roubados foram recuperados. Ao todo 178 pessoas foram presas por todos os tipos de crimes. Os radares do batalhão ainda captaram 2.692 imagens de veículos acima da velocidade durante o feriado.

Fonte: Estado de Minas

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Vinte e seis pessoas morreram em acidentes nas rodovias estaduais e federais em Minas Gerais durante o feriado da Semana Santa neste ano. Os dois balanços foram divulgados na tarde desta segunda-feira (17) e levaram em conta ocorrências entre a quinta-feira (13) e o domingo (16).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, nas estradas federais que cortam o estado foram 18 óbitos. Ainda de acordo com a PRF, 144 pessoas ficaram feridas, em um total de 146 acidentes nas estradas federais. Foram três mortes a mais que na Semana Santa de 2016, de acordo com a corporação.

Já a Polícia Militar Rodoviária registrou 8 mortos e 181 feridos nas estradas estaduais. Nos dois números há redução em relação ao ano passado, quando a PM registrou 16 mortes e 247 feridos.

O acidente com mais mortes aconteceu na quinta-feira (13), na BR-381, em Periquito, no Leste de Minas. Em uma batida de frente cinco pessoas morreram. De acordo com a PRF, o acidente aconteceu devido a uma ultrapassagem em local proibido.

Fonte: G1

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Menos acidentes, menos mortes. Minas Gerais fechou 2016 com 14,3 mil acidentes nas estradas federais que cortam o estado, número 7,7% menor que em 2015, com resultado direto sobre a mortalidade nessas rodovias: foram 822 óbitos, queda de 14% em comparação com o ano anterior.

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Nos dois casos, as estatísticas são as mais baixas em pelo menos 10 anos – a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não tem dados anteriores a 2007 (veja quadro). A PRF atribuiu a redução à combinação de multas mais caras para ultrapassagens proibidas, trabalho de fiscalização e melhorias nas condições das estradas. Já especialistas em trânsito avaliam que a redução foi provocada sobretudo pela menor circulação de veículos de carga por causa da crise econômica.

No ranking das estradas mais violentas, a BR-381 mais uma vez ocupou a primeira colocação em mortes: foram 192 óbitos em 4,6 mil acidentes nos trechos entre Belo Horizonte e a divisa com São Paulo e entre a capital mineira e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Na segunda posição aparece a BR-116 (Rio-Bahia), que ultrapassou a BR-040 e registrou 138 mortes, contra 127 da estrada que liga BH ao Rio de Janeiro e também a Brasília. Fecham o ranking das cinco rodovias federais que mais mataram no ano passado a 262 (102 óbitos) e a 365 (65 óbitos).

O inspetor Aristides Júnior, assessor de comunicação da PRF em Minas, citou fatores que contribuíram para a queda da violência nas BRs, como reajustes nos valores de multas, melhorias em rodovias e funcionamento de mais radares móveis da PRF e fixos em estradas concedidas, mas apontou a conscientização dos motoristas como principal razão para a queda na violência nas BRs.

“A colaboração dos motoristas é o mais importante. E quando as multas começam a chegar, há um impacto na conduta. A expectativa é reduzir ainda mais em 2017, com a consolidação dos aumentos (nos valores) das infrações”, disse. Ele lembrou ainda ações de educação da PRF, como o cinema rodoviário, e operações com o uso dos radares móveis – apenas em uma ação realizada em dezembro na BR-040, em Juiz de Fora (Zona da Mata) 1,2 mil motoristas foram flagrados acima da velocidade permitida em 24 horas.

acidentes estradas mineiras


RECESSÃO Por sua vez, o mestre em sociologia e especialista em educação e segurança no trânsito Eduardo Biavati avalia que não foram feitos investimentos em 2016 que justificassem mudança de padrão estrutural das rodovias ou melhoria considerável da fiscalização eletrônica. Ele considera que a redução de acidentes e mortes em Minas Gerais é parte de uma tendência vista em outras regiões do país e que tem relação com a crise econômica.

“A variável unificadora dessa situação toda ainda é o momento de retração econômica, que aplicou uma grande restrição aos orçamentos domésticos. É muito evidente que para as famílias ficou caro o deslocamento rodoviário por conta do combustível e ficou inviável o transporte de carga”, diz Biavati. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que, de janeiro a novembro de 2016, houve diminuição na venda de combustíveis das distribuidoras para os postos em Minas, com queda média mensal de 2,8% em cada um dos 11 meses em comparação com o mesmo período de 2015.

A diminuição da atividade econômica também é um fator preponderante para o resultado verificado nas BRs mineiras, segundo o diretor-executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista. “A crise gerou uma queda de demanda. A economia menos aquecida é sinal de menos produtos sendo comercializados e grande parte deles, no Brasil, é movimentada por caminhões”, afirma.

Batista acredita, no entanto, que alguns fatores também contribuíram para a redução da violência nas BRs mineiras, como melhorias nas estradas e investimentos para qualificação dos caminhoneiros e avaliação das condições de saúde desses motoristas. Ele citou, por exemplo, cursos ministrados no sistema Sest/Senat. E ressaltou que a pesquisa CNT de rodovias apontou, em Minas Gerais, alta no percentual de estradas do estado consideradas ótimas ou boas: o índice passou de 46,4% em 2015 para 57,9% em 2016.

Parte dessa melhoria tem relação com a privatização de estradas mineiras. Atualmente, as BRs 381 (entre BH e São Paulo), 262 (entre BH e Campo Florido, no Triângulo Mineiro), 040 (entre Juiz de Fora e Brasília), 153 e 050 (trechos completos, no Triângulo Mineiro) estão sob a administração da iniciativa privada. “A diminuição dos mortos é louvável, mas ainda não há o que comemorar, pois os números do trânsito no Brasil são números de guerra”, lembra Batista. Para ele, a solução passa por melhorias de infraestrutura de grande impacto, como a duplicação das estradas, eliminando as pistas simples e as possibilidades de colisões frontais, tipo de acidente que mais mata.

Fonte: Estado de Minas

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