O Governo Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), investe na inclusão de crianças com deficiência nas escolas municipais, garantindo a todos o direito à educação, com práticas pedagógicas especializadas. No total, Congonhas possui 107 alunos incluídos, que recebem atendimento no Núcleo de Apoio Educacional, têm acesso às salas de recursos multifuncionais e contam com professores de apoio e cuidadores. O 1º Encontro de Inclusão, realizado nessa terça-feira, 5, na E.M. Engenheiro Oscar Weinschenck, debateu o assunto e reuniu toda a comunidade escolar e contou com a participação da professora e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Thays Medeiros. Na data também foi celebrado o Dia Mundial da Acessibilidade.

A secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende, ressaltou que, entre as cidades da região, Congonhas é a única que oferece atendimento especializado para os alunos incluídos. “Falar de inclusão é fundamental, em uma cidade que prioriza a qualidade de vida. Temos muito o que melhorar e esse é um trabalho que se faz a muitas mãos, com o Governo Municipal, os pais e os profissionais da educação”, completou. A secretária também apresentou a estrutura da rede municipal de ensino, que conta com 33 escolas, sendo que 22 funcionam em tempo integral, e os serviços oferecidos pela SME.

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A Pedagoga do Núcleo de Apoio a Inclusão da Superintendência Regional de Ensino de Conselheiro Lafaiete, Lucimara de São José, elogiou o 1º Encontro de Inclusão, que realizou o debate não só com  os profissionais da educação, mas também com as famílias e com os próprios alunos. Durante sua palestra, ela explicou o que é e como se faz a inclusão nas escolas. “No processo de receber e acolher pessoas com deficiência, não podemos pensar na deficiência em si, em como acolho um cego, surdo, uma pessoa que tenha autismo ou uma deficiência física. Não podemos pensar no geral. Quando pensamos em inclusão temos que pensar na pessoa, não na deficiência”, ressaltou.

Pai de um aluno portador de autismo, Luis Alberto Resende disse que “a inclusão é uma coisa nova. Nós, pais de crianças especiais, professores, educadores, pedagogas, enfim, todas as pessoas envolvidas no sistema de inclusão, estamos fazendo história. Quando meu filho foi diagnosticado com autismo, ele tinha dois anos e meio. Eu tenho muito orgulho do meu filho. Ele não é melhor nem pior que ninguém, é uma criança saudável, alegre e feliz”.

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Atendimento educacional

Além de prestar o Serviço de Apoio à Inclusão, atendendo aos alunos com deficiência incluídos na rede municipal, o Núcleo de Apoio Educacional presta, entre outros, atendimento clínico nas áreas de fonoaudiologia, psicologia e terapia; orientação aos pais e aos profissionais das escolas; atendimentos na área pedagógica; e marcação de exames e consultas médicas. Até outubro deste ano, foram realizados, aproximadamente, 9.500 atendimentos clínicos e pedagógicos.

A coordenadora do Núcleo de Apoio Educacional, Márcia D’el Carmo Rodrigues, ressalta que a SEME trabalha para que a inclusão seja um processo natural não só nas escolas, mas em toda a sociedade. “O processo de inclusão ainda está acontecendo, pois cada aluno possui necessidades diferentes. A todo momento temos que repensar e debater com as escolas. E é esse trabalho de inclusão que almejamos cada vez mais”, completou.

A pedagoga do Núcleo, Marluce Geralda da Costa, também reforçou que a inclusão precisa acontecer, sendo que não se pode partir do princípio de que todas as pessoas possuem as mesmas deficiências e necessidades: “Estamos construindo caminhos. Não existe nada pronto. O trabalho da Secretaria Municipal de Educação e das escolas demonstra isso de maneira muito clara. Estamos aqui para refletir que a inclusão não é só escolar. Em todos os lugares as pessoas precisam de acessibilidade”.

A rede municipal de ensino também conta com 12 salas de recursos multifuncionais e 16 professores em atendimento às 33 escolas da rede. Além disso, são 22 professores de apoio, sendo que dois são intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e 17 cuidadores.

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O Centro de Referência da Mulher em parceria com as diretorias de Trabalho e Renda e o SINE, ligados à SDS, a Diretoria de Educação para o Trabalho, da SME, a coordenação dos cursos do PRONATEC, da SEDAS, além do SEBRAE e EMATER desenvolvem um programa que promove a inclusão de mulheres em condições de vulnerabilidade, atendidas pelo próprio CRM, pelas três unidades do CRAS, pelo CREAS e beneficiárias do Bolsa Família, nos mercados formal ou informal de trabalho. As inscrições deste grupo já se encerraram, para que as mulheres assistidas possam receber a atenção devida.

Nesta quinta-feira, 24, as participantes receberam orientações de profissionais do CRM, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e da EMATER. Em sua conversa com as mulheres inscritas no programa, o assessor da SDS, Nathan Moreira, afirmou que “uma boa ferramenta para inserção de mulheres com pouca experiência no mercado de trabalho é a formação de cooperativa. O sucesso do projeto depende do empenho e organização das cooperadas. Desta forma, elas receberão benefícios legais, como o direito à aposentadoria já que é recolhido o INSS, além de poderem contar com uma renda mensal ou aumentá-la. A cooperativa pode prestar serviço a empresas públicas e privadas, mas cada uma deve oferecer um só tipo de serviço, como por exemplo produção de alimentos ou serviços domésticos".

Em seguida, as mulheres se dividiram em grupos, conforme o interesse e aptidão de cada uma, para se informarem sobre os ramos da beleza, da culinária e serviços e do artesanato. Mas o programa irá contribuir para que cada uma siga o caminho que melhor lhe convier. Para Daiana T. Gomes da Silva, 30, do Dom Oscar, “esta é uma oportunidade de crescimento”. Ela e Gleice E. O. Gomes, 27, também do Dom Oscar, pretendem ser comerciantes. “Queremos criar uma loja de roupas. Conseguimos um fornecedor que nos oferece bons preços. Então buscamos auxílio neste programa”, diz Gleice.

Segundo a facilitadora de Políticas para as Mulheres de Congonhas, Rosa Moreira da Cruz, o programa já possui algumas conquistas. “Conseguimos espaço para instalação de barracas de alimentos e artesanato na Feira Livre (que funciona aos sábados no galpão em frente à Rodoviária). Além disso, já iniciamos uma aproximação com  o comércio e a indústria, o que tem possibilitado a inclusão de mulheres no mercado de trabalho, o que ocorre também através do SINE”, afirma.

Próximos passos

programa que promove a inclusão de mulheres em condições de vulnerabilidade formará grupos produtivos, de acordo com o perfil das participantes, para que elas constituam cooperativas e associações.

 

Fonte: Prefeitura Municipal de Congonhas

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