Em decorrência de um caso de epizootia em primata confirmada para febre amarela na localidade rural de Três Barras em Lafaiete, a Prefeitura por meio da Secretaria de Saúde intensificará a vacinação a partir da próxima segunda-feira, 15/01. Diante de tal confirmação, o município passa a se enquadrar na categoria 03 (municípios com casos/óbitos humanos ou epizootias confirmadas para febre amarela).

A população poderá ser vacinada na Unidade Central de Vacinação e em qualquer unidade de ESF (Estratégia de Saúde da Família), de acordo com as orientações do Ministério da Saúde. A vacina contra a febre amarela encontra-se disponível em todas as 25 unidades de ESF e Unidade Central de Vacinação, entre o horário de 07 às 17 horas.

Já na zona rural a vacinação será realizada de casa em casa e estará disponível também nos postos de saúde das localidades de Gagé, Buarque de Macedo, Rancho Novo, Almeidas, São Vicente e São Gonçalo a partir da próxima terça-feira. Nas localidades de Três Barras, Vargem Grande e Mato Dentro a vacinação será realizada de casa em casa com verificação do Cartão de Vacinação também a partir da terça.

Fonte: Fato Real

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Alerta vermelho em 21 municípios mineiros onde foram registradas mortes de macacos infectados pelo vírus da febre amarela. O estado de atenção recai ainda sobre 26 cidades onde os óbitos de primatas estão em investigação e outras 50 em que as causas não foram determinadas por não ter havido coleta de amostras. Intensificação da vacinação e fechamento de parques estão entre as medidas adotadas para conter o avanço da doença. Cobertura vacinal ainda é desafio em parte de Minas Gerais.

febre amarela alerta

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu alerta também para 14 regionais de saúde quanto à necessidade de investigação de rumores de morte de macacos e da intensificação da vacinação nos municípios com coberturas abaixo de 95%. São elas: Belo Horizonte, Barbacena (Região Central), São João Del-Rei (Campo das Vertentes), Alfenas, Varginha, Pouso Alegre, Passos (Sul de Minas), Divinópolis (Centro-Oeste), Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina (Zona da Mata), Uberaba, Uberlândia e Ituiutaba (Triângulo Mineiro).

Em BH, estão fechados o Parque das Mangabeiras, Mirante e Parque da Serra do Curral, na Região Centro-Sul da cidade. A recomendação ocorreu devido ao resultado positivo para febre amarela em um macaco morto encontrado no Parque das Mangabeiras no fim do ano passado. Embora outros centros de turismo e lazer ou áreas usadas para trilhas estejam abertos à visitação, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que somente devem entrar nas áreas de mata da capital pessoas que estejam vacinadas contra febre amarela.

Por meio de nota, a secretaria ressaltou que até o momento não foi registrado caso de febre amarela com transmissão no município e que dois moradores contraíram a doença, mas fora da capital. Em 2017, foram vacinadas mais de 716 mil pessoas, alcançando uma cobertura vacinal de 83% – ainda abaixo da meta estadual, de 95%. Em Minas, a cobertura saiu de 47% no ano passado para 81%. Apenas cinco das 28 regionais de saúde bateram a meta, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela SES – ou seja, 82% têm o desafio da imunização pela frente. A menor cobertura está na regional de Pouso Alegre (66,4%).

O fechamento de área de visitação foi medida adotada também em São João Del-Rei, no Campo das Vertentes. Em julho do ano passado, foram encontrados dois macacos mortos, confirmados em novembro com o vírus da febre amarela na região da Gruta Casa de Pedra. Localizado entre São João e Tiradentes, o complexo recebe turistas de todo o país. Foram achados primatas mortos também em duas comunidades rurais, de Goiabeiras (caso em investigação) e Valo Novo, onde não foi possível recolher material para análise. “Ter um caso confirmado já é o suficiente para que sejam adotadas medidas de controle de vacinação”, afirma a enfermeira do Setor de Vigilância Epidemiológica da prefeitura da cidade, Eliene Jaqueline de Andrade Freitas.

No entorno da gruta e nas duas comunidades está sendo feita vacinação de casa em casa, mas há recomendação de imunização para todo o município. A enfermeira conta que as atividades da Casa de Pedra foram reduzidas já em setembro. Além de medidas individuais, como fornecer repelentes e estimular o uso de blusas com manga comprida, no local passou-se a exigir o cartão de vacina para comprovação de imunização e assinatura de termo de responsabilidade para entrar na área. Em dezembro, por orientação da prefeitura e da SES, o local fechou as portas por tempo indeterminado. “Em Madre de Deus de Minas, no limite com São João, também foi confirmada a morte de macaco por febre amarela. São medidas que esperamos sejam temporárias, mas extremamente importantes na proteção da população”, afirma Eliene.


MOBILIZAÇÃO O medo da doença tem mobilizado as cidades. Mesmo aquelas onde não houve registro nem da doença nem de óbito de primatas, o alerta é grande. Em Ubá, a Secretaria Municipal de Saúde começou a varredura na zona rural, percorrendo todas as residências e intensificando a vacinação nessas regiões. A cidade é polo de uma regional com 31 municípios e está na zona de atenção decretada pela SES.

Em Uberaba, animais estão sendo monitorados nas áreas urbana e rural, depois de um caso de primata morto pela febre amarela. Também foram ampliados dias e horários para aplicação da vacina e intensificadas as mobilizações junto à população. Das 24 mortes de macacos registradas de janeiro a julho do ano passado, em 13 foram recolhidas amostras. Dessas, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) liberou oito resultados, sendo que um deles deu positivo para a doença.

Em Alfenas, houve apenas rumores de morte de macacos, segundo a prefeitura, mas foi o suficiente para desencadear uma série de ações e aguardar orientações da SES que serão dadas a partir de amanhã. O Setor de Vigilância Ambiental informou que, entre as medidas, estão o mapeamento das localidades com presença de primatas, prioridade e acompanhamento de vacinação em áreas com presença de macacos. O monitoramento de mortes dos animais está sendo feito por meio de parcerias firmadas com universidades, órgãos governamentais e da sociedade civil. A prefeitura também intensificou a rotina de vacina e distribuição de repelentes para os profissionais que trabalharam nas ações e áreas de risco. A cidade é a principal de um cordão de 26 municípios. A regional tem cobertura vacinal de 75,3%.

Fonte: Estado de Minas

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A Secretaria Municipal de Saúde informa a população que ocorreu a morte de um macaco na região próxima a Cruz das Almas no dia 7 de novembro.

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Mesmo sem registrar nenhum novo caso de febre amarela desde junho deste ano, a doença ainda é preocupação em Minas Gerais. Mortes de macacos, que antecedem a infecção do vírus em humanos, ainda acontecem no Estado. Desde julho, foram registrados casos de óbitos de primatas em 97 municípios mineiros. Deste total, oito foram confirmados com a enfermidade. Ainda estão sendo investigados ocorrências em 18 cidades. Em outras 30 a causa da morte ainda é indeterminada, pois não houve a coleta de amostra de material genético. Continua depois da publicidade

Proteção contra febre amarela em Minas é insuficiente
Minas Gerais não registra um novo caso da doença desde junho deste ano. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), o último paciente que contraiu febre amarela no estado começou a sentir os sintomas em 9 de junho. Desde dezembro de 2016, foram registrados 475 casos da doença, e 162 mortes.

A enfermidade, em sua forma silvestre, teve o seu pior surto no país desde 1980, segundo o Ministério da Saúde. Foram mais 261 pessoas mortas em decorrência da moléstia, e mais de 770 infectadas, desde dezembro do ano passado. Somente Minas teve o correspondente a 62% do total de óbitos do país.

Fonte: Estado de Minas

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Novo boletim epidemiológico da febre amarela revela um impacto ainda maior do surto da doença registrado neste ano que já era tratado como pior desde 1980. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) até essa segunda-feira foram registradas 1.696 notificações da enfermidade. Destes, 475 casos foram confirmados. Alta também pode ser vista no número de mortes. Foram 162 óbitos confirmados por febre amarela.

O surto da doença perdeu força ao longo dos meses. De acordo com a SES, o grande número de notificações de febre amarela aconteceu em janeiro, entre dos dias 8 de 21. A partir da semana seis, que corresponde a 5 a 11 de fevereiro, houve uma redução significativa no número de notificações. O último caso confirmado neste ano, o paciente começou a sentir os sintomas em 9 de junho.

O novo boletim foi divulgado nesta terça-feira depois que mortes de macacos pela doença foram confirmadas em Além Paraíba, na Região da Zona da Mata, na última semana. O último balanço tinha sido divulgado em 26 de junho. De lá, para cá, houve um aumento de 47,8% nas notificações, 6,5% nos casos confirmados. Já em relação as mortes, a alta foi de 8,1% nas notificações, e de 1,8% nos óbitos confirmados.

Segundo a SES, o aumento das notificações em relação ao último balanço é devido aos esforços da pasta na consolidação dos dados. “Os casos se concentram-se principalmente no mês de janeiro, sendo que esse aumento não representa transmissão ou aumento de notificação no momento atual. Também cabe reforçar que em situações de surto, há um aumento na sensibilidade da vigilância o que pode acarretar em aumento das notificações, sendo que após a investigação os casos são descartados”, afirmou.

Os dados mostram que Ladainha, na Região do Vale do Mucuri, foi a cidade que mais sofreu com a doença. Foram confirmados 57 casos de febre amarela e 21 mortes. Novo Cruzeiro, na mesma região, tem 39 casos e 13 mortes. Itambacuri, são 21 pessoas infectadas e outros 14 mortes em decorrência da enfermidade. E Teófilo Otoni, foram 18 casos e outras 13 mortes.

A doença se espalhou por Minas Gerais. De acordo com a SES, dos 853 municípios mineiros, há a suspeita de casos em 214, o que corresponde a 25% do estado. Já em 72 cidades foram confirmados casos da doença, o que corresponde a 8,4% do território mineiro.

Mortes de macacos

Na última semana, moradores de Além Paraíba voltaram a ligar o alerta contra a doença. Seis macacos foram encontrados mortos no município, sendo que em dois exames realizados na Fundação Ezequiel Dias (Funed) confirmaram a febre amarela. Por causa disso, a vacinação foi intensificada no município e realizado mutirão em alguns bairros. No último sábado, um posto foi aberto no Centro da cidade para receber a população que ainda não tinha se imunizado.

As mortes de macacos, que mostram a circulação do vírus, foram confirmadas em 142 municípios. Em outros 165, primatas mortos foram recolhidos para passar por exames. Esses casos continuam sendo investigados. Também há rumores em outras 182 cidades.

Fonte: Estado de Minas

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Em sua última atualização do quadro sobre a Febre Amarela no Estado de Minas Gerais,

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Um mês depois do anúncio do surto de febre amarela pelas autoridades de saúde do estado, a doença traça em Minas uma geografia que exige atenção, na avaliação de infectologistas. Além de haver casos humanos espalhados por praticamente todos os quadrantes do estado, o mapa que mostra o registro de morte de macacos – fenômeno que indica possível circulação do vírus – gera alerta em todas as regiões de Minas.

Já são 144 municípios com algum tipo de notificação de morte de primatas. Em 70 deles há suspeita; em 22 há investigação em curso, e em 52 dessas cidades a mortandade foi confirmada por febre amarela (veja mapa). Ao avaliar os últimos 30 dias, especialistas afirmam que as medidas de controle mostraram eficiência, mas alertam que o momento não é de baixar a guarda. Até porque, o número de mortes e casos confirmados voltou a subir e a proximidade do período de carnaval – com intenso trânsito de turistas por todo o país –, pode favorecer a disseminação da doença.

Balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado ontem mostra que já são 908 casos suspeitos de febre amarela no estado, 39 a mais que o dado do dia anterior. Os diagnósticos confirmados subiram de 184 para 190, enquanto as mortes sob investigação saltaram de 141 para 146. Do total de óbitos, 66 já tiveram a confirmação para a virose.

Ao traçar um balanço dos 30 dias de surto, o infectologista Carlos Starling, diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, chama a atenção para a necessidade de se manter o bloqueio vacinal contra a disseminação da doença, com prioridade para as áreas atingidas, até que se alcance em torno de 80% da população mineira vacinada. Na década anterior ao atual surto (2006/2016), esse índice era de 49% no estado. “Com cerca de 80% da população imunizada é possível evitar que o surto progrida, porque se consegue ter uma proteção por arraste, ou seja, um grupo de pessoas vacinadas consegue proteger uma outra não vacinada”, afirma. Saiba mais: Minas bate, novamente, recorde nacional de mortes pela febre amarela

O especialista afirma que, além das áreas com registro de casos humanos, os locais onde foram identificadas mortes de macacos devem ter reforço vacinal em um raio de até 50 quilômetros. “Essa distância é determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e é importante ser levada em consideração para se alcançar o fim do surto e evitar o surgimento de novos casos, não só em Minas, mas em outras partes do país”, explica. Ele destaca que é “fundamental seguir à risca o programa de vacinação nacional, do Ministério da Saúde, para que se possa manter a resistência ao avanço da doença”.

O especialista pondera que não há motivo de pânico que exija vacinação em massa e em tempo recorde em todo o estado, a não ser nas áreas prioritárias. Mas diz que, com planejamento e com informação clara, os órgãos de saúde devem buscar a atualização do cartão de vacina das pessoas que continuam desprotegidas. “Esse foi um surto de grandes proporções. O maior dos últimos tempos. Ainda no olho do furacão não é possível definir todas as causas, mas muito provavelmente a cobertura deficiente da vacina em áreas de risco foi determinante para que ele ocorresse”, afirma, destacando que não é possível deixar que a situação se repita.

Presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, o médico Estevão Urbano também diz que o momento é de olhar para o sofrimento gerado pela febre amarela, para evitar que a enfermidade continue sendo uma ameaça. “É preciso aprender com a história e seguir a vacinação pelo país, como prevê o calendário nacional do Ministério da Saúde. Desta vez, o surto foi principalmente em Minas. Não é possível prever quando e qual será a próxima região. É preciso prevenir”, disse, lembrando que o carnaval pode facilitar a transmissão da doença, diante da maior circulação de pessoas em todo o país.


CRISE DO SISTEMA De olho no impacto que o surto trouxe para os serviços de saúde das regiões afetadas, infectologistas reforçam ainda mais a necessidade de se manter o bloqueio vacinal ativo. “Foi um período muito complicado. As redes que já trabalham sobrecarregadas foram ainda mais exigidas. Outro agravante foi a transição de governo em muitos municípios, com descontinuidade da política pública em alguns casos”, ressalta Carlos Starling. Ele lembrou ainda que o já crescente registro de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya) e outros problemas de saúde típicos da época, como leptospirose e diarreia, geram ainda mais sobrecarga no atendimento, com impacto importante para gestores, trabalhadores e, sobretudo, para a população.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, assim como é do entendimento dos especialistas, vem mantendo o trabalho de prevenção e bloqueio vacinal, bem como de vigilância e investigação, tanto de novos casos humanos quanto das mortes de macacos. A pasta informou que mantém estratégias de vacinação definidas por critérios, divididos em três categorias.

Nas cidades com casos e mortes por febre amarela ou morte de macacos confirmadas pela doença, a imunização, classificada como em situação de emergência epidemiológica, é feita de forma intensificada. Há vacinação nos postos fixos, volantes e de casa a casa. Nos municípios com rumores ou investigação de morte dos animais e em cidades limites a regiões com doentes humanos e mortes de primatas confirmadas, a aplicação é intensificada na rotina e, na zona rural, feita de casa em casa. Já nas regiões sem suspeita de casos humanos ou morte de macacos, os serviços de saúde devem permanecer vacinando conforme demanda espontânea e a rotina do calendário nacional.

Ainda de acordo com a secretaria, a distribuição das vacinas se mantém constante, dentro da capacidade de entrega pelo ministério e de armazenamento e administração das doses pelas equipes de saúde dos municípios. Até ontem, a pasta havia distribuído 4,48 milhões de doses para atender às áreas de intensificação e rotina de imunização. Dados fornecidos pelas unidades regionais de saúde mostram que já foram aplicadas 2,4 milhões de vacinas, sendo 1,4 milhão nos municípios com surto de febre amarela.

Fonte: Estado de Minas

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