A febre amarela avança em Minas Gerais, com crescimento no número de cidades atingidas, de mortes suspeitas e confirmadas e também de casos sob investigação. A cidade com o maior registro de óbitos é Nova Lima, na região metropolitana, que teve ontem o quarto caso constatado. Goianá, na Zona da Mata, também confirmou um óbito nesta segunda-feira (15), totalizando 12 no Estado – 11 confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e mais um informado pela Prefeitura de Barra Longa, também na Zona da Mata, mas ainda fora das estatísticas oficiais do Estado.

Belo Horizonte, que até então não aparecia na lista da SES, entrou no balanço com três ocorrências de internação e cura sob averiguação. Outras quatro pessoas teriam morrido no Hospital Eduardo de Menezes, na capital, com indícios da doença, sendo duas oriundas de Caeté, na região metropolitana, e duas de Mariana, na região Central. No total, o Estado tem 34 casos em investigação, sendo oito óbitos e 26 internados ou curados.

A morte registrada em Goianá segue o padrão dos outros casos do Estado: era um homem de 40 anos que não tinha tomado a vacina, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade.

“Ele tinha certa resistência em cuidar da saúde, morava no centro de Goianá, e toda a família tinha se imunizado”, relatou o secretário Municipal de Saúde, Lúcio Alvim.

Segundo ele, o paciente trabalhava com motosserra e fez serviços no fim do ano passado em uma área de mata, na zona rural de Goianá, na divisa com as cidades de São João Nepomuceno e Rio Novo, na Zona da Mata.

“Todos os trabalhadores do local tinham tomado vacina desde a campanha que fizemos no ano passado. Não tinha macaco morto lá nem caso suspeito”, completou Alvim.

A cobertura vacinal em Goianá é de mais de 80%, sendo que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é acima de 95%. O secretário acredita que o índice seja melhor considerando as pessoas que trabalham em Juiz de Fora e se vacinaram lá, mas ainda assim faz o alerta. “Infelizmente a população ainda não acordou. Estamos intensificando a vacinação, indo de casa em casa, mas tem muita gente que não aceita se imunizar”, afirmou.

Em Nova Lima, a morte foi de um homem de 47 anos, morador do bairro Santa Rita, que teria ido a São Paulo cerca de 15 dias antes de os primeiros sintomas da doença se manifestarem.

Mutirão

Em virtude dos novos casos da doença na região metropolitana, a Prefeitura de Belo Horizonte vai abrir os centros de saúde no próximo sábado, dia 20, para vacinação.

Caeté

A Prefeitura de Caeté informou que tem três casos em investigação, sendo um óbito – outra óbito teria ocorrido neste fim de semana no Hospital Eduardo de Menezes, ainda não confirmada. Três macacos mortos foram encontrados na semana passada e estão em análise.

Mariana

A cidade, que já tem dois óbitos confirmados, tem mais dois pacientes sob investigação. Um macaco encontrado tinha a doença.

Fonte: O Tempo

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Quatro mortes foram confirmadas por febre amarela nesta quinta-feira (11), em Minas Gerais. No total, são 11 casos confirmados da doença no Estado, sendo dez óbitos no período 2017/2018, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

As mortes aconteceram em Nova Lima (3), Brumadinho (1), ambas na região metropolitana, Mariana (2) e Barra Longa (2), as duas cidades na região Central, Carmo da Mata (1), no Centro-Oeste e Mar de Espanha (1), na Zona da Mata.

Em Barra Longa, a SES confirmou apenas um óbito pela doença. Porém, a prefeitura da cidade na Zona da Mata confirmou o outro óbito.

Todos os óbitos foram confirmados a partir de resultados laboratoriais liberados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Os pacientes, de acordo com a SES, apresentaram da doença sintomas no período entre 29 de dezembro de 2017 e 05 de janeiro de 2018.

Nova Lima registra terceira morte por febre amarela.

Fonte: O Tempo

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Alerta vermelho em 21 municípios mineiros onde foram registradas mortes de macacos infectados pelo vírus da febre amarela. O estado de atenção recai ainda sobre 26 cidades onde os óbitos de primatas estão em investigação e outras 50 em que as causas não foram determinadas por não ter havido coleta de amostras. Intensificação da vacinação e fechamento de parques estão entre as medidas adotadas para conter o avanço da doença. Cobertura vacinal ainda é desafio em parte de Minas Gerais.

febre amarela alerta

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu alerta também para 14 regionais de saúde quanto à necessidade de investigação de rumores de morte de macacos e da intensificação da vacinação nos municípios com coberturas abaixo de 95%. São elas: Belo Horizonte, Barbacena (Região Central), São João Del-Rei (Campo das Vertentes), Alfenas, Varginha, Pouso Alegre, Passos (Sul de Minas), Divinópolis (Centro-Oeste), Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina (Zona da Mata), Uberaba, Uberlândia e Ituiutaba (Triângulo Mineiro).

Em BH, estão fechados o Parque das Mangabeiras, Mirante e Parque da Serra do Curral, na Região Centro-Sul da cidade. A recomendação ocorreu devido ao resultado positivo para febre amarela em um macaco morto encontrado no Parque das Mangabeiras no fim do ano passado. Embora outros centros de turismo e lazer ou áreas usadas para trilhas estejam abertos à visitação, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que somente devem entrar nas áreas de mata da capital pessoas que estejam vacinadas contra febre amarela.

Por meio de nota, a secretaria ressaltou que até o momento não foi registrado caso de febre amarela com transmissão no município e que dois moradores contraíram a doença, mas fora da capital. Em 2017, foram vacinadas mais de 716 mil pessoas, alcançando uma cobertura vacinal de 83% – ainda abaixo da meta estadual, de 95%. Em Minas, a cobertura saiu de 47% no ano passado para 81%. Apenas cinco das 28 regionais de saúde bateram a meta, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela SES – ou seja, 82% têm o desafio da imunização pela frente. A menor cobertura está na regional de Pouso Alegre (66,4%).

O fechamento de área de visitação foi medida adotada também em São João Del-Rei, no Campo das Vertentes. Em julho do ano passado, foram encontrados dois macacos mortos, confirmados em novembro com o vírus da febre amarela na região da Gruta Casa de Pedra. Localizado entre São João e Tiradentes, o complexo recebe turistas de todo o país. Foram achados primatas mortos também em duas comunidades rurais, de Goiabeiras (caso em investigação) e Valo Novo, onde não foi possível recolher material para análise. “Ter um caso confirmado já é o suficiente para que sejam adotadas medidas de controle de vacinação”, afirma a enfermeira do Setor de Vigilância Epidemiológica da prefeitura da cidade, Eliene Jaqueline de Andrade Freitas.

No entorno da gruta e nas duas comunidades está sendo feita vacinação de casa em casa, mas há recomendação de imunização para todo o município. A enfermeira conta que as atividades da Casa de Pedra foram reduzidas já em setembro. Além de medidas individuais, como fornecer repelentes e estimular o uso de blusas com manga comprida, no local passou-se a exigir o cartão de vacina para comprovação de imunização e assinatura de termo de responsabilidade para entrar na área. Em dezembro, por orientação da prefeitura e da SES, o local fechou as portas por tempo indeterminado. “Em Madre de Deus de Minas, no limite com São João, também foi confirmada a morte de macaco por febre amarela. São medidas que esperamos sejam temporárias, mas extremamente importantes na proteção da população”, afirma Eliene.


MOBILIZAÇÃO O medo da doença tem mobilizado as cidades. Mesmo aquelas onde não houve registro nem da doença nem de óbito de primatas, o alerta é grande. Em Ubá, a Secretaria Municipal de Saúde começou a varredura na zona rural, percorrendo todas as residências e intensificando a vacinação nessas regiões. A cidade é polo de uma regional com 31 municípios e está na zona de atenção decretada pela SES.

Em Uberaba, animais estão sendo monitorados nas áreas urbana e rural, depois de um caso de primata morto pela febre amarela. Também foram ampliados dias e horários para aplicação da vacina e intensificadas as mobilizações junto à população. Das 24 mortes de macacos registradas de janeiro a julho do ano passado, em 13 foram recolhidas amostras. Dessas, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) liberou oito resultados, sendo que um deles deu positivo para a doença.

Em Alfenas, houve apenas rumores de morte de macacos, segundo a prefeitura, mas foi o suficiente para desencadear uma série de ações e aguardar orientações da SES que serão dadas a partir de amanhã. O Setor de Vigilância Ambiental informou que, entre as medidas, estão o mapeamento das localidades com presença de primatas, prioridade e acompanhamento de vacinação em áreas com presença de macacos. O monitoramento de mortes dos animais está sendo feito por meio de parcerias firmadas com universidades, órgãos governamentais e da sociedade civil. A prefeitura também intensificou a rotina de vacina e distribuição de repelentes para os profissionais que trabalharam nas ações e áreas de risco. A cidade é a principal de um cordão de 26 municípios. A regional tem cobertura vacinal de 75,3%.

Fonte: Estado de Minas

Publicado em Ultimas de Congonhas

O medo de ser varrido sem qualquer chance de escapatória por uma onda de rejeitos de minério ficou mais evidente em Minas após o emblemático rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015. E voltou a se tornar pesadelo de gente que vive aos pés desses grandes maciços destinados a represas de resíduos depois que a Barragem de Casa de Pedra, em Congonhas, apresentou infiltrações graves. A estrutura precisou passar por intervenções urgentes e implantar um sistema de evacuação de emergência para que as cerca de 4.800 pessoas que residem a apenas 250 metros do complexo treinassem procedimentos de salvamento.

A exemplo dessas comunidades, muitas convivem com o medo de ser dizimadas como em Mariana, onde houve 19 mortes – uma das vítimas nem sequer teve o corpo localizado. Esse tipo de receio persegue diariamente quem mora, por exemplo, abaixo da Barragem de Capão da Serra, em Nova Lima, e vê obras sendo feitas no alto do represamento sem saber a que se destinam. Da mesma forma, habitantes de alguns bairros de Rio Acima, na Grande BH, ameaçados pelos rejeitos tóxicos da barragem abandonada da Mundo Mineração, um perigo que pode contaminar até mesmo o Rio das Velhas e comprometer o abastecimento da Grande BH.

De acordo com a procuradora de Justiça e membro da força-tarefa Rio Doce – que acompanha e cobra pelo Ministério Público de Minas Gerais ações após a tragédia do rompimento da Barragem do Fundão –, Andressa Lanchotti, há pelo menos 400 barragens de rejeitos no estado, sendo que quase 10% precisam ser monitoradas de perto devido aos perigos de ruptura, com efeitos graves para o meio ambiente e núcleos humanos. “Usamos o inventário da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), estudos técnicos do MP com indicadores de quais estruturas estão em risco, dados estatísticos de processos, inquéritos civis e chegamos ao número de 37 barragens. Mas não dá para falar com segurança que além dessas não tenhamos outras em situação de risco”, afirma a procuradora, que destacou a necessidade de ampliar a fiscalização e de aprovar as leis que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) há dois anos para que haja um fortalecimento desse controle de implantação e garantias dos empreendimentos. A Feam aponta a existência de 50 barragens sem garantia de estabilidade, nem todas de rejeitos.

A falta de informações tem assustado pessoas de comunidades que ficam abaixo da área do represamento de 47 metros de altura da Barragem de Capão da Serra, também conhecida como Barragem de Pasárgada, em Nova Lima, na Grande BH. Há pelo menos 50 residências no traçado considerado de risco. O temor aumentou principalmente quando os operários que faziam as intervenções pintaram grandes seções com tinta branca, marcando locais bem no meio da estrutura de alvenaria que segura 2,23 milhões de metros cúbicos de rejeitos e água sobre suas casas. “O pior é não saber. Não avisaram nada para ninguém. Aí, quando vi que estavam pintando os locais de intervenção bem no meio da represa, o medo de a casa onde vivo com minha família ser atingida cresceu demais. Fui até lá com um GPS e depois medi o nível da minha casa. Está perto, mas espero que não me atinja”, disse um morador do condomínio Pasárgada, que alega razões particulares para não ter o nome revelado.


MEDIDA PREVENTIVA Abandonadas desde 2012, as duas barragens da Mundo Mineração, em Rio Acima, foram assumidas pelo governo de Minas Gerais neste ano, justamente para garantir que os minerais tóxicos acumulados não atinjam moradias e acabem ingressando em corpos hídricos da região. O pior dos cenários seria a poluição desastrosa do Rio das Velhas, justamente antes da captação realizada pela Copasa em Nova Lima, responsável por abastecer cerca de 3 milhões de pessoas da Grande BH. Ainda que sob essa ameaça, poucas pessoas do entorno sabem do potencial de gravidade. “Não tenho conhecimento sobre a barragem, só sei que existe. Muita gente fala sobre ela. Já ouvi falar que ela pode uma hora romper. Acho que a tendência é que pegue (a onda de rejeitos) umas fazendas e chegue até o Rio das Velhas. O pessoal depois do reservatório (captação da Copasa) depende dessa água, e a mineração de ouro é contaminada, pode acabar com tudo”, observa o aposentado Antônio Bosco Ribeiro, de 64 anos, morador de um dos bairros com risco de ser atingido em caso de rompimento, o Vila Nossa Senhora do Carmo.

A reportagem encontrou no local uma equipe de pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que faz levantamentos sobre as condições das estruturas e possíveis contaminações de lençóis freáticos e de corpos hídricos superficiais. De acordo com esses pesquisadores, não foram identificados riscos imediatos, apesar de as instalações estarem abandonadas e não terem passado pelo procedimento de segurança que envolveria o encerramento das atividades num empreendimento daquele porte. Os representantes do centro confirmaram que vários tipos de tóxico de uso tradicional no processo de produção de ouro se encontram dispostos nas barragens de rejeitos revestidas por membranas. Um desses tóxicos é o cianeto, que, quando em contato com o homem ou os animais em quantidade elevada, pode levar à morte em pouco tempo por parada cardiorrespiratória.


Comunidade impede implantação de barragem que teria três vezes o volume da de Fundão

Se a luta das comunidades de áreas ameaçadas em caso de rompimento das barragens de rejeitos é para que as estruturas sejam monitoradas e apresentem garantias de estabilidade, há mineiros que travam outra batalha: a resistência à instalação de empreendimentos que venham a tirar a sua paz. Uma dessas estruturas é a Barragem Maravilhas 3, que a mineradora Vale deseja construir em Itabirito, próximo ao limite com Nova Lima, na Grande BH. Depois de conseguir a Licença de Implantação em setembro, sendo confirmada em novembro pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), o início das obras está ainda suspenso por força de liminar na Justiça concedida em favor do Ministério Público (MP). O barramento tem alto potencial poluidor por ter dentro de sua área de alagamento condomínios de Nova Lima como o Estância Alpina e o Vale dos Pinhais, além de ameaçar diversos corpos hídricos e a própria captação de água da Copasa no Rio das Velhas, responsável pelo abastecimento de 3 milhões de habitantes da Grande BH.

A Vale afirma que a construção segue todos os trâmites e exigências legais. O barramento está projetado para alcançar uma altura máxima de 86 metros, com capacidade para conter 108 milhões de metros cúbicos (quase três vezes o volume da Barragem do Fundão, em Mariana, que rompeu em 2015, matando 19 pessoas e desalojando milhares).

A mineradora admite que a construção ainda não tem data definida, mas que será feita pelo método de alteamento para jusante (na direção de onde a água deixa a estrutura), com um alteamento com aterro compactado e fundação sobre terreno natural previsto em projeto. “Esta metodologia permite compactação de todo o corpo da barragem, melhor controle da drenagem interna e maior resistência a sismos, além de não apresentar risco de liquefação do maciço”, indica a empresa, numa referência à técnica construtiva mais tradicional e atualmente malvista, de alteamento a montante (na direção de onde a água vem), que é sujeita a vários problemas. A técnica a montante era a utilizada na Barragem do Fundão, em Mariana, e tem sido alvo de endurecimento de exigências pelas propostas de legislação que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais há dois anos, desde a época da maior tragédia socioambiental do Brasil.

A Vale sustenta que a construção da represa é necessária para dispor os rejeitos provenientes das Instalações de Tratamento de Minério (ITM) das Minas do Pico e Vargem Grande, que atualmente correspondem à produção de cinco unidades industriais. Informou, também, que foi desenvolvido o estudo de ruptura hipotética (uma simulação da extensão de estragos em caso de a barragem se romper) com a elaboração de mapa de inundação, que consta no Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM). “Para a barragem de Maravilhas 3, os estudos foram desenvolvidos em cumprimento ao processo de licenciamento ambiental e o documento PAEBM será protocolado na Defesa Civil municipal e estadual quando da entrada de operação desta estrutura”, acrescentou a empresa por meio de nota.

REUNIÕES Uma alegação adicional da Vale é que, durante o processo de licenciamento, foram realizadas reuniões com as comunidades próximas ao empreendimento, bem como com a Defesa Civil municipal de Itabirito para a “apresentação das ações associadas à gestão de segurança e às atividades em desenvolvimento de prontidão para gestão de emergências de barragens, como por exemplo o cadastro das pessoas dentro da zona de autossalvamento, a implantação de sistema de sirenes e a proposta de rotas de fuga e de pontos de encontro”.


Empresa liga obras a manutenção preventiva

Responsável pela Barragem de Capão da Serra (Pasárgada), a Vale informou, por meio de nota, que as obras fazem parte do processo de manutenção preventiva e não estão relacionadas a reforço estrutural. “Ressalta-se que a barragem tem laudos e declaração que garantem estabilidade geotécnica e hidráulica, atestada por auditor externo independente, conforme legislação estadual e federal”. A mineradora afirma ter entrado em contato com as populações em possível área de alagamento, ao contrário do que essas pessoas têm assegurado. “Em reuniões anteriores, realizadas com o condomínio durante o desenvolvimento dos projetos, foi repassada a informação de previsão de execução da obra em questão, assim como o início da obra”. Capão da Serra é uma barragem de contenção de sedimentos “para controle ambiental da operação da pilha de estéril e acessos da mina de Tamanduá”.

Segundo a empresa, foi desenvolvido um estudo de ruptura hipotética, com a elaboração de mapa de inundação, que consta no Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM) protocolado na Defesa Civil municipal e estadual desde junho de 2015, com revisão e novo protocolo realizado em junho de 2016. “Já foi feito o cadastramento das pessoas dentro das zonas de autossalvamento (ZAS) e a devolutiva para a comunidade já está agendada”, informou a nota. A reportagem não conseguiu contato com representantes da extinta Mundo Mineração, de Rio Acima.

barragens listas

Fonte: Estado de Minas

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Uma reunião foi marcada pelo governo de Minas Gerais com a chefia da Polícia Civil para discutir hoje a situação e o destino do diretor do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), César Augusto Monteiro Alves Junior, que tem 120 pontos de infrações de trânsito em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A existência de tantos pontos, caso confirmados como tendo sido recebidos por culpa do delegado, inviabilizaria sua permanência no Detran-MG, principalmente porque qualquer pessoa que chega a 20 pontos na carteira perde imediatamente o direito legal de conduzir veículos automotores, o que só volta a ser possível após processos burocráticos e reciclagem.

O delegado foi empossado no cargo máximo do Detran-MG há menos de 20 dias e nega ser o infrator que recebeu os pontos, mas, mesmo em sua posição, não explicou como tendo seis vezes mais pontos do que o necessário para perder a CNH, nenhuma medida chegou a ser tomada contra ele. César Augusto se recusou a conversar com a reportagem e a Polícia Civil se limitou a emitir uma nota, no sábado.Continua depois da publicidade

Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, no sábado, o delegado disse ter determinado “imediatamente que instaurassem procedimento administrativo contra mim para que apurassem as responsabilidades e que fosse punido conforme qualquer cidadão”. Disse, ainda, que vai “parar de dirigir neste momento. Vou aguardar o processo legal, o meu amplo direito de defesa, dentro do princípio do contraditório”.

NEGATIVA Por meio de uma nota divulgada posteriormente, o delegado negou ter sido o motorista que cometeu as infrações. De acordo com o diretor do Detran-MG, em nenhum dos casos ele foi identificado como o condutor e nem sequer notificado sobre as infrações. Ele afirma ser dono de três veículos, mas que, além dele, há familiares e funcionários que também conduzem os automóveis. “Esclareço que não recebi nenhuma das notificações de autuação das infrações a mim atribuídas, o que inviabilizou, além do meu constitucional direito de defesa, que eu pudesse exercer meu direito-dever de identificar quem conduzia os veículos no momento das infrações e possibilitar a correta responsabilização pelas infrações”, disse na nota.

O delegado afirmou que, por lei, os órgãos de trânsito devem expedir a notificação da autuação para que o real condutor seja identificado. “Desse modo, é necessário compreender que a ausência da notificação de autuação, que ocorreu nesse caso, impede que o proprietário possa identificar quem de fato estava conduzindo o veículo, imputando a mim, nesta condição, as responsabilidades pelas infrações de forma indevida. Após notificação de eventual processo administrativo, terei ainda direito a defender-me e produzir as provas que julgar pertinentes antes que me seja aplicada uma penalidade de suspensão do direito de dirigir.”

O chefe do Detran-MG alega que, “como qualquer outro cidadão”, tem o direito à ampla defesa e ao devido processo legal. “Exercerei assim o direito de defesa que me compete para comprovar que a pontuação foi incluída em meu prontuário sem observância dos preceitos normativos aplicáveis.”

Fonte: Estado de Minas

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, na tarde desta terça-feira (2), o balanço final sobre a operação de virada de ano feita entre os dias 29 e 1º nas estradas que cortam Minas Gerais. De acordo com a corporação, foram registrados 207 acidentes nestas rodovias, somando 209 feridos e cinco mortes confirmadas.

Os óbitos registrados tiveram pico no primeiro dia da operação, na sexta-feira (29), com três mortes confirmadas. A primeira, se deu pelo atropelamento de um ciclista na BR-040, em Barbacena. Outra morte, também na 040, aconteceu por conta de um atropelamento de pedestre por uma moto, em Ribeirão das Neves. No mesmo dia, uma colisão frontal entre um carro e um caminhão, na BR-262, em Luz, vitimou outra pessoa.

Já no sábado (30), um atropelamento na BR-381, em São Gonçalo do Sapucaí, também teve vítima fatal. O motorista fugiu do local. No domingo (31), um capotamento de carro na BR-365, em Monte Carmelo, também causou morte.

Em comparação com a operação de natal, entre os dias 22 e 25, o número de acidentes aumentou, mas as mortes ficaram em menor número. No natal, foram registrados 190 acidentes, sendo 201 feridos e 14 vítimas fatais.


Autuações

Durante a operação de virada de ano, foram registradas 24 autuações da Lei Seca no Estado - contando com três prisões por conta da irregularidade. Outros 6.226 motoristas foram multados por excesso de velocidade, e 313 por ultrapassagem irregular.

Fonte: O Tempo

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Minas Gerais teve mais um feriado sangrento nas rodovias. Balanço divulgado pelas polícias Rodoviária Federal e Militar Rodoviária mostram que 38 pessoas perderam a vida de sexta-feira até o fim de segunda-feira no recesso de Natal. A violência foi maior nas ocorrências nas estradas estaduais, onde 24 mortes foram registradas. Foram computados 399 acidentes que resultaram em 495 pessoas feridas.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), de 0h de sexta-feira até 23h59 de segunda-feira, foram registrados 209 ocorrências de acidentes, sendo 125 com pessoas feridas e outras 14 que resultaram em morte. Foram 294 feridos e 24 mortes. Foram 30.160 veículos fiscalizados e 1.946 testes do bafômetro realizados. A ação resultou na prisão de 29 motoristas por embriaguez ao volante. Também foram recolhidas 130 Carteiras Nacional de Habilitação (CNH), 325 motoristas inabilitados autuados e a prisão de 72 pessoas por outros crimes. O excesso de velocidade também foi combatido com uso de radares. Eles registraram 1.689 imagens.

A ocorrência mais grave registrada no estado durante o recesso de Natal foi em uma estrada estadual. Na tarde de sábado, a batida entre um ônibus, uma cegonheira e uma caminhonete deixou oito pessoas mortas na MGC-122, em Mato Verde, na Região Norte de Minas Gerais. Os veículos se incendiaram no acidente. Sete vítimas morreram carbonizadas e outra no hospital da cidade.

O acidente aconteceu por volta das 13h no trecho entre as cidades de Porteirinha e Mato Verde. Segundo testemunhas, o veículo modelo da Ford F250 fazia uma ultrapassagem em faixa continua e acertou a lateral da carreta (cegonheira) cheia de veículos. A cegonheira saiu na lateral da pista e quando voltou, acertou o ônibus de passageiros, momento que pegou fogo. Continua depois da publicidade

O ônibus saiu de São Paulo com destino a Matina, cidade de 11,1 mil habitantes perto de Guanambi, no interior da Bahia. Grande parte dos passageiros era de sacoleiros. As mercadorias inflamáveis no bagageiro contribuíram para o avanco rápido das chamas. O coletivo era de uma uma empresa chamada Alicinha Turismo, de Guanambi, e, segundo testemunhas, estaria fazendo transporte clandestino de passageiros, o que ainda será investigado. O motorista do ônibus morava em Guanambi. O condutor da cegonheira seria morador de São Bernardo do Campo (SP).


Rodovias federais

Nas rodovias federais, a PRF registrou 14 mortes em acidentes. Balanço divulgado pela corporação nessa segunda-feira mostra que a imprudência tomou conta das rodovias. Metade do número de mortes no Natal teve origem em ultrapassagens irregulares. De sexta-feira a segunda, foram registrados 190 acidentes, que deixaram 201 feridos. A Operação Natal 2017 terminou com 2.047 autuações, sendo 457 por ultrapassagem, e 20 pessoas presas. Os radares aplicaram 3.384 multas por excesso de velocidade. Dos 10 acidentes que terminaram com mortes, três foram colisão frontal, com sete das 14 mortes. A imprudência pode ser vista nas condições da pista: em apenas um dos acidentes chovia, o restante estava com tempo bom.


O mais grave deles foi justamente no dia 25, quando três pessoas morreram e duas ficaram feridas num acidente entre uma carreta e um carro, que fechou por horas os dois sentidos da BR-381 em Antônio Dias, no Vale do Rio Doce. O motorista do carro saiu de Ipatinga quando, na altura do km 292, perdeu o controle da direção e bateu na carreta. Em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, Erivelton Soares Antônio, de 39 anos, morreu depois que seu Fiat Siena com placa de Belo Horizonte saiu da pista logo depois de uma curva e bateu em uma árvore no Km 177 da BR-116.

Fonte: Estado de Minas

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Um crime na maioria das vezes silencioso, mas com poder de destruir vidas, famílias e até comunidades, o estupro, principalmente de vulneráveis, tem desafiado a segurança pública de Minas Gerais, com números crescentes. Entre a noite da terça-feira e madrugada de ontem, duas crianças, uma de 4 anos e outra de 11, no interior mineiro, e uma idosa de 69, na capital, foram alvos desses ataques cruéis. Os autores são homens com idades entre 39 e 40 anos.

As estatísticas sugerem um pedido de socorro para crianças, pessoas com necessidades especiais e idosos, que se tornam alvos fáceis dos agressores. De janeiro a outubro, foram 2.374 estupros de vulneráveis consumados e 170 tentados no estado. Em 2016, em igual período, foram 2.107 casos do tipo, o que aponta crescimento de 12,6%. As tentativas no ano passado foram 144, aumento de 18%. Já os estupros consumado de não vulneráveis somam 1.186 vítimas no período este ano, e 1.170 em 2016.

O grito de socorro daqueles que não conseguem se defender fica ainda destacado nas estatísticas. A proporcionalidade dos casos tentados em relação aos consumados é maior quando se fala em vulneráveis. Do total de 2.544 ataques sexuais aos indefesos, entre janeiro e outubro deste ano, 170 não se consumaram, ou seja, apenas 6%. Quando se compara o total de crimes sexuais contra não vulneráveis, dos 1.515 registros no período, 329 ficaram na tentativa, ou seja 21%. Além dos órgãos de segurança pública, o combate a essa modalidade criminosa depende do olhar atento da sociedade e o alerta por meio do disque denúncia 181 e do telefone 190 da Polícia Militar.

IDOSA ATACADA Na madrugada de ontem, uma mulher de 69 anos foi estuprada por um homem que invadiu a casa em que ela mora com o marido na Avenida Pedro I, no Planalto, Região da Pampulha. O agressor, de 40, simulou estar armado. Aos policiais militares, o marido da vítima contou que por volta das 4h o criminoso, depois de mandá-lo ir para outro cômodo do imóvel, foi ao quarto da idosa e consumou o ato.

Mesmo ameaçado pelo bandido, o marido da vítima conseguiu sair da casa e acionou a Polícia Militar. Quando as viaturas chegaram, os militares encontraram o agressor e a idosa sem roupas. A mulher, que foi imobilizada pelo estuprador foi encontrada aos prantos. Os PMs ordenaram que o homem soltasse a mulher, mas ele resistiu e foi dominado com uso de força e algemado. A vítima foi levada para o Hospital Odilon Behrens e o criminoso para uma delegacia de plantão.

Em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, a vítima foi uma menina de 4 anos. O autor, um homem de 41, casado com a avó da criança, foi denunciado na noite da terça-feira pela mãe da vítima e preso. De acordo com informações da PM, a garotinha contou à sua mãe que o seu “avô” passou a mão em suas partes íntimas e lhe mostrou vídeos pornográficos.

A criança mora com a avó. Em depoimento, a mãe dela disse que tomou conhecimento do crime sexual quando foi buscar a filha para passar as férias com ela. De imediato, acionou a polícia e foi orientada a levar a menina ao hospital. Foram realizados exames e constatadas lesões na região anal. A vítima foi internada. O suspeito foi levado à delegacia da Polícia Civil de Ipatinga, onde o caso será investigado. De acordo com a polícia, ele negou o abuso e disse que nunca ficou sozinho com a criança.

ZONA DA MATA Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, uma menina de 11 foi atacada por um homem de 39 em plena rua, no Bairro Milho Branco, no fim da tarde da terça-feira. De acordo com a Polícia Militar, a criança seguia com sua mãe pela Rua Ivan Batista de Oliveira, quando a mulher parou para atender uma ligação. A garota seguiu andando sem perceber que a mãe tinha parado e foi abordada pelo bandido.

Em depoimento, ela disse que o tarado ameaçou matá-la e a sua mãe. E ainda ofereceu um pacote de biscoitos para que a vítima tirasse sua calcinha. Um motociclista que passava próximo estranhou o comportamento nervoso da menina e parou para perguntar o que estava acontecendo. O criminoso tentou fugir correndo, mas foi alcançado pelo motoqueiro e moradores do bairro.

Depois de ouvirem o relato da criança, revoltadas, as pessoas passaram agredir com socos e chutes o homem, que conseguiu fugir, porém foi contido novamente até a chegada da PM. Antes de ser levado para uma delegacia de polícia, teve que passar por uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região.

Fonte: Estado de Minas

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Tráfego intenso de veículos e rodovias com problemas causados pelas chuvas. Uma combinação perigosa para quem pretende pegar estrada para celebrar o Natal e o fim de ano ou curtir as férias. Em Minas Gerais, dona da mais extensa malha rodoviária do país, pelo menos 25 trechos estão interditados, com trânsito em meia pista, ou que passam por obras e outras intervenções por conta de ocorrências relacionadas ao período chuvoso.

O levantamento é do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG). Já os números do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mostram ao menos quatro trechos total ou parcialmente interditados devido ao mesmo tipo de emergência.

Um dos pontos mais atingidos pelas chuvas desde outubro em Minas, a Zona da Mata é a campeã em problemas. Das 25 interdições apontadas pelo DEER/MG, 16 estão localizadas na região, que é passagem quase certa para os mineiros que têm como destino o Rio de Janeiro.

Na BR-116, na altura de Muriaé, deslizamentos de taludes fizeram com que o trânsito no local fosse totalmente impedido. Equipes do Dnit atuam no local, mas não há previsão para liberar a pista.

Em Ponte Nova, também na Zona da Mata, a MG-329, entre a cidade e Rio Casca, há vários trechos com tráfego interrompido, resultado dos enormes estragos causados pelas chuvas.

Nesta semana, obras foram iniciadas no local pelo DEER/MG, com previsão de entrega para este sábado. Na altura do município, ainda, outras rodovias têm pontos interditados.

E quem for em direção a um dos destinos preferidos dos mineiros, as praias do litoral capixaba, também deve estar alerta. A BR-381 tem asfalto desgastado, sinalização deficiente e obras de duplicação em curso.

Verificação

Quase 70% das estradas de Minas são classificadas como regulares, ruins ou péssimas, revelou recente pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Por isso, verificar as condições do veículo antes de cair na estrada é essencial.

O estado dos pneus, freios e limpadores de para-brisa, as luzes, o nível de óleo e a documentação do carro precisam estar em dia. Quem for dirigir deve estar descansado e se programar para fazer paradas a cada duas horas de direção.

Outra dica importante é escolher bem o horário para viajar. O ideal é fazê-lo durante o dia, evitando horários de pico. A bagagem precisa ser distribuída no veículo da maneira correta, evitando excesso de peso, e as crianças devem estar acomodadas na cadeirinha, de acordo com a idade.

Pedágios

Para quem for passar pelo Sul de Minas, é bom lembrar que o pedágio da Fernão Dias, no trecho entre BH e São Paulo, teve reajuste recentemente.

A tarifa básica para veículos de passeio foi de R$ 2,10 para R$ 2,30 nas praças de Santo Antônio do Amparo, Cambuí, Careaçu, Carmo da Cachoeira, Carmópolis de Minas e Itatiaiuçu, em Minas, e de Mairiporã e Vargem, em São Paulo.

Atenção

Vale ainda atentar para os roteiros e condições climáticas de forma antecipada. Informações sobre trechos com problemas podem ser obtidas pelo LIG Minas, no telefone 155, opção 6, todos os dias da semana, de 7h às 23h59. Para pessoas de fora de Minas Gerais, pelo (31) 3303-7995.

Previsão do Tempo

Hoje, com a chegada do verão, estação que vai até março, as chances de chuva se intensificam em toda Minas Gerais. Os dias devem ser de calor intenso e pancadas volumosas, acompanhadas de raios e rajadas de ventos, podendo ocorrer nas regiões Central, Oeste, Sul, Triângulo Mineiro e Zona da Mata.

De acordo com o serviço de meteorologia da Cemig, nesta temporada, a influência do fenômeno La Niña indica que as temperaturas ficarão abaixo da média para o período. Ainda conforme a previsão, em janeiro, as precipitações devem ficar abaixo da média na maioria das regiões, enquanto fevereiro deve ser bastante chuvoso.

Nos litorais

Destino certo de muitos mineiros, Cabo Frio, no Rio de Janeiro, apesar da previsão de bastante sol e temperaturas de até 36°C, pode ter chuva e períodos de céu nublado pelo menos até o fim da primeira semana de janeiro, conforme o Climatempo.

Já para o litoral capixaba, especialmente em Guarapari, a possibilidade de chuva é grande, principalmente na virada do ano.

Fonte: Hoje Em Dia

Publicado em Regional

Minas Gerais tem pelo menos 25 trechos de rodovias totalmente interditados ou com restrições de tráfego, que exigem atenção redobrada de quem vai pegar a estrada para as festas de Natal e Ano-Novo. Na BR–381, rota de alguns dos principais destinos preferidos dos mineiros, como o Espírito Santo e a Bahia, há obras que complicam o trânsito. As intervenções, somadas ao formato sinuoso da via e às más condições do asfalto, intensificadas principalmente pelas chuvas dos últimos dias, tornam a estrada, já conhecida como “Rodovia da Morte”, ainda mais perigosa.

O trânsito já estava lento na BR–381 nesta quarta-feira (20), na saída para Vitória. A rodovia tem dois trechos em obras – entre Governador Valadares, no Rio Doce, e Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, e também na altura de João Monlevade, na região Central.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), embora os trechos demandem atenção, o tráfego está “seguindo normalmente”. A previsão é que a circulação nas estradas aumente, principalmente a partir desta sexta-feira (22) à tarde.

O engenheiro de trânsito Silvestre de Andrade Puty Filho alerta também para a geografia da BR–381, que tem muitas curvas. “Tem que ter um cuidado redobrado para evitar as ultrapassagens em locais proibidos e manter uma distância de segurança em relação ao veículo da frente. A pressa é inimiga da perfeição e do motorista”, afirmou. Segundo ele, as estradas que não estão sob concessão não recebem a manutenção necessária durante o ano e, com as chuvas, ficam ainda mais prejudicadas. “Não há drenagem e bom pavimento. A chuva não é surpresa, mas acaba piorando a situação, que já não é boa”, disse o especialista.

Problemas. Entre as rodovias federais, a BR–116 está parcialmente interditada em Muriaé, na Zona da Mata, para o reparo de um problema causado pelas chuvas nos terrenos inclinados.

Já entre as estradas estaduais, o tráfego está interrompido em seis trechos, dois deles na MG–329, e está parcialmente interditado ou precário em outros 19. As interdições foram provocadas, principalmente, por erosões e queda de barreiras.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) ainda não anunciaram os esquemas das operações de fim de ano, mas deve haver reforço de policiamento nas rodovias estaduais e federais devido ao aumento do fluxo.

De acordo com o especialista Puty Filho, é melhor viajar durante o dia e evitar transitar sob chuvas fortes. Se estiver chovendo, o conselho é parar o carro e esperar. “A aquaplanagem acontece quando o pneu descola da pista. O motorista precisa tentar controlar no volante: se ele frear, há risco de o carro rodar”, explicou.


Manutenção

Contratos. De acordo com o Dnit, mais de 90% da malha rodoviária federal sob sua responsabilidade em Minas Gerais está coberta atualmente por contratos de manutenção.


Pista terá que ser liberada rapidamente

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou na quarta-feira, com emendas e em segundo turno, o projeto de lei que prevê a liberação mais rápida das rodovias em caso de acidentes. O texto estabelece o prazo de quatro horas para início de ações de transbordo e de neutralização em acidentes nas regiões metropolitanas. Nas demais regiões, o prazo mínimo será de oito horas.

O projeto, do governador Fernando Pimentel (PT), prevê também que o Estado ou as concessionárias devem isolar isolamento do local, acionar imediatamente os órgãos competentes e informar os usuários sobre os acidentes.

O texto determina que, em caso de acidentes, transportadores de produtos perigosos tenham um plano emergencial de ação na estrada e um plantão de atendimento 24 horas. A lei vai entrar em vigor assim que for sancionada pelo governo.


Mortos e feridos

Operações. As polícias Rodoviária Federal e Militar Rodoviária ainda não anunciaram as operações de fim de ano nas estradas. Devido ao aumento do fluxo, deve haver reforço de policiamento.

Acidentes. Nos feriados de Natal e Ano-Novo de 2016, houve 86 mortes nas rodovias federais e estaduais que cortam Minas.


Via 040 espera 544 mil veículos

Na BR–040, que liga BH ao Rio de Janeiro, são esperados cerca de 544 mil veículos durante os dez dias de operação da concessionária Via 040, que começa nesta sexta-feira – o fluxo é 30% maior do que o de dias normais. Nas datas de maior movimento não haverá interdições para obras.

No caso das estradas concessionadas, o especialista Silvestre de Andrade Puty Filho aconselha que os viajantes anotem o telefone de emergência e consultem, pela internet, a situação da rodovia antes de sair de casa.

Fonte: O Tempo

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