O medo de ser varrido sem qualquer chance de escapatória por uma onda de rejeitos de minério ficou mais evidente em Minas após o emblemático rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015. E voltou a se tornar pesadelo de gente que vive aos pés desses grandes maciços destinados a represas de resíduos depois que a Barragem de Casa de Pedra, em Congonhas, apresentou infiltrações graves. A estrutura precisou passar por intervenções urgentes e implantar um sistema de evacuação de emergência para que as cerca de 4.800 pessoas que residem a apenas 250 metros do complexo treinassem procedimentos de salvamento.

A exemplo dessas comunidades, muitas convivem com o medo de ser dizimadas como em Mariana, onde houve 19 mortes – uma das vítimas nem sequer teve o corpo localizado. Esse tipo de receio persegue diariamente quem mora, por exemplo, abaixo da Barragem de Capão da Serra, em Nova Lima, e vê obras sendo feitas no alto do represamento sem saber a que se destinam. Da mesma forma, habitantes de alguns bairros de Rio Acima, na Grande BH, ameaçados pelos rejeitos tóxicos da barragem abandonada da Mundo Mineração, um perigo que pode contaminar até mesmo o Rio das Velhas e comprometer o abastecimento da Grande BH.

De acordo com a procuradora de Justiça e membro da força-tarefa Rio Doce – que acompanha e cobra pelo Ministério Público de Minas Gerais ações após a tragédia do rompimento da Barragem do Fundão –, Andressa Lanchotti, há pelo menos 400 barragens de rejeitos no estado, sendo que quase 10% precisam ser monitoradas de perto devido aos perigos de ruptura, com efeitos graves para o meio ambiente e núcleos humanos. “Usamos o inventário da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), estudos técnicos do MP com indicadores de quais estruturas estão em risco, dados estatísticos de processos, inquéritos civis e chegamos ao número de 37 barragens. Mas não dá para falar com segurança que além dessas não tenhamos outras em situação de risco”, afirma a procuradora, que destacou a necessidade de ampliar a fiscalização e de aprovar as leis que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) há dois anos para que haja um fortalecimento desse controle de implantação e garantias dos empreendimentos. A Feam aponta a existência de 50 barragens sem garantia de estabilidade, nem todas de rejeitos.

A falta de informações tem assustado pessoas de comunidades que ficam abaixo da área do represamento de 47 metros de altura da Barragem de Capão da Serra, também conhecida como Barragem de Pasárgada, em Nova Lima, na Grande BH. Há pelo menos 50 residências no traçado considerado de risco. O temor aumentou principalmente quando os operários que faziam as intervenções pintaram grandes seções com tinta branca, marcando locais bem no meio da estrutura de alvenaria que segura 2,23 milhões de metros cúbicos de rejeitos e água sobre suas casas. “O pior é não saber. Não avisaram nada para ninguém. Aí, quando vi que estavam pintando os locais de intervenção bem no meio da represa, o medo de a casa onde vivo com minha família ser atingida cresceu demais. Fui até lá com um GPS e depois medi o nível da minha casa. Está perto, mas espero que não me atinja”, disse um morador do condomínio Pasárgada, que alega razões particulares para não ter o nome revelado.


MEDIDA PREVENTIVA Abandonadas desde 2012, as duas barragens da Mundo Mineração, em Rio Acima, foram assumidas pelo governo de Minas Gerais neste ano, justamente para garantir que os minerais tóxicos acumulados não atinjam moradias e acabem ingressando em corpos hídricos da região. O pior dos cenários seria a poluição desastrosa do Rio das Velhas, justamente antes da captação realizada pela Copasa em Nova Lima, responsável por abastecer cerca de 3 milhões de pessoas da Grande BH. Ainda que sob essa ameaça, poucas pessoas do entorno sabem do potencial de gravidade. “Não tenho conhecimento sobre a barragem, só sei que existe. Muita gente fala sobre ela. Já ouvi falar que ela pode uma hora romper. Acho que a tendência é que pegue (a onda de rejeitos) umas fazendas e chegue até o Rio das Velhas. O pessoal depois do reservatório (captação da Copasa) depende dessa água, e a mineração de ouro é contaminada, pode acabar com tudo”, observa o aposentado Antônio Bosco Ribeiro, de 64 anos, morador de um dos bairros com risco de ser atingido em caso de rompimento, o Vila Nossa Senhora do Carmo.

A reportagem encontrou no local uma equipe de pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que faz levantamentos sobre as condições das estruturas e possíveis contaminações de lençóis freáticos e de corpos hídricos superficiais. De acordo com esses pesquisadores, não foram identificados riscos imediatos, apesar de as instalações estarem abandonadas e não terem passado pelo procedimento de segurança que envolveria o encerramento das atividades num empreendimento daquele porte. Os representantes do centro confirmaram que vários tipos de tóxico de uso tradicional no processo de produção de ouro se encontram dispostos nas barragens de rejeitos revestidas por membranas. Um desses tóxicos é o cianeto, que, quando em contato com o homem ou os animais em quantidade elevada, pode levar à morte em pouco tempo por parada cardiorrespiratória.


Comunidade impede implantação de barragem que teria três vezes o volume da de Fundão

Se a luta das comunidades de áreas ameaçadas em caso de rompimento das barragens de rejeitos é para que as estruturas sejam monitoradas e apresentem garantias de estabilidade, há mineiros que travam outra batalha: a resistência à instalação de empreendimentos que venham a tirar a sua paz. Uma dessas estruturas é a Barragem Maravilhas 3, que a mineradora Vale deseja construir em Itabirito, próximo ao limite com Nova Lima, na Grande BH. Depois de conseguir a Licença de Implantação em setembro, sendo confirmada em novembro pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), o início das obras está ainda suspenso por força de liminar na Justiça concedida em favor do Ministério Público (MP). O barramento tem alto potencial poluidor por ter dentro de sua área de alagamento condomínios de Nova Lima como o Estância Alpina e o Vale dos Pinhais, além de ameaçar diversos corpos hídricos e a própria captação de água da Copasa no Rio das Velhas, responsável pelo abastecimento de 3 milhões de habitantes da Grande BH.

A Vale afirma que a construção segue todos os trâmites e exigências legais. O barramento está projetado para alcançar uma altura máxima de 86 metros, com capacidade para conter 108 milhões de metros cúbicos (quase três vezes o volume da Barragem do Fundão, em Mariana, que rompeu em 2015, matando 19 pessoas e desalojando milhares).

A mineradora admite que a construção ainda não tem data definida, mas que será feita pelo método de alteamento para jusante (na direção de onde a água deixa a estrutura), com um alteamento com aterro compactado e fundação sobre terreno natural previsto em projeto. “Esta metodologia permite compactação de todo o corpo da barragem, melhor controle da drenagem interna e maior resistência a sismos, além de não apresentar risco de liquefação do maciço”, indica a empresa, numa referência à técnica construtiva mais tradicional e atualmente malvista, de alteamento a montante (na direção de onde a água vem), que é sujeita a vários problemas. A técnica a montante era a utilizada na Barragem do Fundão, em Mariana, e tem sido alvo de endurecimento de exigências pelas propostas de legislação que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais há dois anos, desde a época da maior tragédia socioambiental do Brasil.

A Vale sustenta que a construção da represa é necessária para dispor os rejeitos provenientes das Instalações de Tratamento de Minério (ITM) das Minas do Pico e Vargem Grande, que atualmente correspondem à produção de cinco unidades industriais. Informou, também, que foi desenvolvido o estudo de ruptura hipotética (uma simulação da extensão de estragos em caso de a barragem se romper) com a elaboração de mapa de inundação, que consta no Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM). “Para a barragem de Maravilhas 3, os estudos foram desenvolvidos em cumprimento ao processo de licenciamento ambiental e o documento PAEBM será protocolado na Defesa Civil municipal e estadual quando da entrada de operação desta estrutura”, acrescentou a empresa por meio de nota.

REUNIÕES Uma alegação adicional da Vale é que, durante o processo de licenciamento, foram realizadas reuniões com as comunidades próximas ao empreendimento, bem como com a Defesa Civil municipal de Itabirito para a “apresentação das ações associadas à gestão de segurança e às atividades em desenvolvimento de prontidão para gestão de emergências de barragens, como por exemplo o cadastro das pessoas dentro da zona de autossalvamento, a implantação de sistema de sirenes e a proposta de rotas de fuga e de pontos de encontro”.


Empresa liga obras a manutenção preventiva

Responsável pela Barragem de Capão da Serra (Pasárgada), a Vale informou, por meio de nota, que as obras fazem parte do processo de manutenção preventiva e não estão relacionadas a reforço estrutural. “Ressalta-se que a barragem tem laudos e declaração que garantem estabilidade geotécnica e hidráulica, atestada por auditor externo independente, conforme legislação estadual e federal”. A mineradora afirma ter entrado em contato com as populações em possível área de alagamento, ao contrário do que essas pessoas têm assegurado. “Em reuniões anteriores, realizadas com o condomínio durante o desenvolvimento dos projetos, foi repassada a informação de previsão de execução da obra em questão, assim como o início da obra”. Capão da Serra é uma barragem de contenção de sedimentos “para controle ambiental da operação da pilha de estéril e acessos da mina de Tamanduá”.

Segundo a empresa, foi desenvolvido um estudo de ruptura hipotética, com a elaboração de mapa de inundação, que consta no Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM) protocolado na Defesa Civil municipal e estadual desde junho de 2015, com revisão e novo protocolo realizado em junho de 2016. “Já foi feito o cadastramento das pessoas dentro das zonas de autossalvamento (ZAS) e a devolutiva para a comunidade já está agendada”, informou a nota. A reportagem não conseguiu contato com representantes da extinta Mundo Mineração, de Rio Acima.

barragens listas

Fonte: Estado de Minas

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A primeira prova de fogo do plano de emergência criado para a Barragem Casa de Pedra, em Congonhas, na Região Central de Minas, tropeçou em fatores técnicos. Ontem, quando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fez o primeiro simulado para possíveis situações de rompimento da estrutura, que funciona como reservatório de lama de mineração, foram identificadas falhas nos sistemas de alerta em relação à mobilidade das pessoas e ao uso de meios de comunicação e de rádio.

O treinamento foi feito em áreas dos bairros Residencial e Cristo Rei, onde estão cerca de 1,5 mil residências que ficam a cerca de 250 metros da barragem e seriam imediatamente atingidas em caso de acidentes. A preocupação com a estabilidade da Barragem Casa de Pedra, que passa por obras preventivas, afeta a comunidade e se tornou alvo de estudo de grupo já existente no governo de Minas para tratar de assuntos relacionados às consequências da chuva. O Ministério Público de Minas Gerais e o Ministério do Trabalho cobram explicações e ações da mineradora, que chegou a ter as atividades no barramento interditadas, em 11 de outubro.

O treinamento de ontem foi o primeiro de uma série de outros simulados previstos para o ano que vem e que devem ser contínuos. No simulado foi feito teste com duas sirenes, que emitiram som de alerta e mensagem de evacuação de residências para moradores; deslocamento de funcionários da empresa de áreas nos dois bairros para pontos de encontro identificados como locais seguros, além de avaliação da sinalização instalada pela empresa nessas rotas de fuga. No total, são oito pontos de encontro (veja quadro).

Participaram da ação o Departamento Nacional de Produção Mineral, Defesa Civil Estadual, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Ministério do Trabalho, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria de Trânsito, líder comunitário do Bairro Residencial, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e o Núcleo de Emergência Ambiental (NEA).


BAIXO VOLUME As falhas que ocorreram durante o teste ontem foram alvo de queixa da população e também reconhecidas pela empresa e pelo grupo de Defesa Civil montado pela prefeitura. Para quem estavam em casa no momento dos testes, o principal apontamento foi o volume da sirene. “O toque foi muito baixo e a mensagem de esvaziamento sai de forma distorcida. Não é clara”, queixou-se a funcionária pública P.A.V.C, de 27 anos, moradora de uma casa localizada a cerca de 250 metros da barragem, no Bairro Cristo Rei. A funcionária pública, que reprovou o simulado, ainda critica a efetividade do plano. “Estamos quase dentro da barragem. Se ela se romper, não temos como nos salvar”, disse a mulher, cuja família pensa em se mudar para outro ponto da cidade diante do medo de um acidente. “Vivemos com uma sensação horrível. Qualquer barulho à noite, já achamos que é um problema na barragem”.

Assim como ela, o aposentado Agostinho Gonçalves, de 74, morador da Rua Delfina Santos Correia, de 74, teve a mesma impressão sobre o volume da sirene. “Se a pessoa estiver dentro de casa ou dormindo, ou se o trem ou mesmo um ônibus passarem na hora, não vai dar para escutar, porque é muito baixo”, disse o morador, que reside há 20 anos no local. Já o vizinho Hélio Simões Souza, também aposentado, lembrou um aspecto importante. “Essa sinalização não considera as cheias do rio, que em períodos chuvosos chega a formar um lago na rua, com a água na altura de um metro. Como as pessoas vão correr então nessa direção se pode haver enchentes?”, questionou.

infográfico barragem


DESLOCAMENTO O momento em que a sirene vai tocar também é uma dúvida entre os moradores. “Se tocar na hora que se romper, nem adianta, porque estamos imediatamente à frente da barragem. A situação aqui é diferente de Bento Rodrigues (Mariana), que ficava a alguns quilômetros e as pessoas tiveram cerca de 20 minutos para deixarem o povoado. Aqui não daria tempo de sair vivo”, disse a engenheira civil Pâmela Miranda, de 23. No teste de ontem, o tempo médio de deslocamento foi em torno de 6 a 7 minutos, segundo a CSN. O irmão de Pâmela, Luciano de Paula, de 30, que é engenheiro de controle e automação, critica o modo de tratamento dos resíduos, baseado em barragens. “Já existem empresas, inclusive aqui no município, que tratam sem a necessidade de criar uma barragem de rejeitos”, afirmou

Uma das estruturas da Barragem Casa de Pedra, o Dique de Sela, onde as obras estão sendo feitas, contém 9,2 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro e se eleva a cerca de 80 metros sobre o município de Congonhas. Na cidade, o Bairro Dom Oscar é outro que ainda seria imediatamente atingido em caso de rompimento. “É importante destacar que barragem está em Congonhas há mais de 20 anos e é uma estrutura muito próxima da área urbana. Então é um problema que temos que enfrentar. Hoje foi o primeiro passo para garantir segurança das pessoas. Estamos procurando mudar para uma cultura de prevenção, que não existe em nosso país, e todas a mineradoras que têm barragem vão passar a ver isso de maneira diferente”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente, Neylor Aarão, também membro do grupo de Defesa Civil que ajudou na construção do plano.

O secretário confirmou a necessidade de ajustes técnico após o simulado. Ainda segundo o secretário, o grupo envolvido com o simulado vai avaliar se será feito um novo teste nos equipamentos ou se serão feitos simulados por setores. “Estamos pretendendo criar setores dentro dos bairros para que a gente faça pequenos ensaios até o dia do grande simulado, que deve ser depois do carnaval”, disse Neylor.


Reavaliação e segurança

Uma reunião está marcada para amanhã, entre representantes da CSN e de todos os órgãos envolvidos no simulado em Congonhas, onde serão avaliadas as situações percebidas durante o teste de ontem, para aprimoramento do plano emergencial. De acordo com o coordenador do plano e gerente-geral de Sustentabilidade da CSN Mineração, Eduardo Sanches, serão feitas adequações do volume das sirenes em algumas regiões. Outros fatores não consideradas no teste de ontem – como trânsito em dias úteis e passagem do trem –serão observadas posteriormente. Ele avaliou o tempo de deslocamento – entre 6 e 7 minutos – como “dentro do planejado”, mas ressaltou que será preciso fazer o treinamento com comunidade dentro de suas casas. Reafirmou que Barragem Casa de Pedra é segura, sem rachaduras e sem risco de rompimento. Segundo ele, a obra no Dique de Sela é um reforço, que foi realizado preventivamente.

Fonte: Estado de Minas

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O simulado realizado pelo grupo de trabalho que integra o Plano de Ação Emergencial de Barragens de Rejeito de Minério nos bairros Cristo Rei e Residencial,

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A população de Congonhas vem recebendo uma série de informações sobre a questão da segurança da Barragem Casa de Pedra, da empresa CSN, gerando insegurança e incertezas. Diante deste cenário a empresa tem buscado manter a proximidade e um diálogo com a comunidade, seja por meio de audiências públicas e reuniões comunitárias, e visitas à sua área, inclusive à “barragem de rejeitos”.

Em outra frente, a CSN vem adequando ao Termo de Compromisso assumido perante o Ministério Público de Minas Gerais para garantir as boas condições da barragem Casa de Pedra.

A empresa também adequa-se às determinações da Portaria do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM nº 70.389/2017, de 17.05.2017, que inclui, entre outros, instalar em comunidades inseridas em Zonas de Autossalvamento (ZAS), sistema de alarme, contemplando sirenes e outros mecanismos de alerta adequados ao eficiente alerta e simulados de situação de emergência .


Teste de sirene

No próximo domingo, 26/11 a CSN vai realizar o primeiro teste de sirene. Marcelo Matos, relações institucionais da empresa, tranquiliza a população. “Será apenas um teste. Ao ouvir o sono da sirene os moradores deverão continuar com suas atividades corriqueiras. Não precisa haver nenhuma alteração da rotina, correria nem sair de casa ou buscar abrigo em algum lugar. Queremos neste primeiro momento avaliar até onde chega este som com os alertas e com que qualidade”.

A população será informada nos próximos dias sobre o horário do teste, que deverá ocorrer pela manhã do domingo. E é necessária a colaboração dos moradores. No dia, o som da sirene será acompanhado de uma mensagem informado que trata-se de um teste. O som deverá ser ouvido em toda área da Zona de Autossalvamento, com foco direcional neste domingo nos bairros Residencial e Cristo Rei.

Marcelo Matos reafirma que esta ação faz parte da adaptação da empresa à portaria do DNPM. E que anteriormente a empresa tinha outros métodos de informação necessária à população, já que não eram exigidos a instalação de sirenes e o simulado, como agora.

Em dezembro deverá ocorrer o simulado de situação de emergência.

Fonte: Fato Real

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A Prefeitura de Congonhas e a CSN estão implantando o Plano de Ação Emergencial de Barragens de Rejeito de Mineração,


O Sindicado Metabase Inconfidentes convida todos a participarem da Plenária popular pela vida de Congonhas, que acontecerá no próximo dia 28/11, às 18h, no Salão Paroquial Nossa Senhora da Conceição (em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição).

A plenária é chamada para discutir o tema da Barragem da CSN e está sendo organizada pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição, pelo Sindicato Metabase Inconfidentes, pelo NASCON (Núcleo de Assistentes Sociais de Congonhas e região), pelo SINDICON, pelo SINASEFE IFMG e por Partidos Políticos comprometidos com a causa.


O prefeito de Congonhas, Zelinho (PSDB) prestou solidariedade e apoio a permanência do Capitão Ronaldo Rosa de Lima a frente do Comando da 2ª Cia de Bombeiros de Lafaiete. “Eu liguei ao Ronaldo e fui procurado pelo presidente da Câmara de Lafaiete, o Sandro, que me pediu apoio. Quero deixar meu testemunho de sua atuação, sempre solícito e dedicado. Espero que esta situação se reverta, pois é um funcionário exemplar inclusive dentro da corporação”, disse.

Zelinho criticou a linha e o teor da matéria veiculada no Jornal Estado de Minas, na semana passada que acendeu a polêmica em torno de uma declaração do Capitão sobre a barragem. “O Capitão me disse que foi uma conversa com o jornalista e ele pensou o que interessava ao jornal, dando uma repercussão nacional”, assinalou. “Esta conversa de barragem dá IBOPE no Brasil. Vamos continuar ouvindo isso por mais tempo e esta notícia vende jornal. È um assunto nacional”, salientou.

Zelinho afirmou que os técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) garantiram a estabilidade da barragem. “Eles afirmam que a barragem é mais segura que eles têm conhecimento”, disse.

Por outro lado ele criticou os órgãos ambientais que liberaram a construção da barragem Casa de Pedra. “Foi um grande erro à época, há mais de 20 anos, quando os órgãos ambientais permitiram a construção desta barragem perto da zona urbana. Hoje temos que resolver o problema. Em nenhum lugar do mundo deixariam construir uma barragem desta perto de uma área residencial”, refletiu. “Não fui eu que autorizei a construção desta barragem. A empresa não tem como mudar agora a barragem ou vamos parar a mineradora e perder 7 mil empregos?”, questionou Zelinho.

Ele disse que está em constante contato com CSN para que ao longo dos anos desative a barragem e faça contenção de rejeitos a seco, revegetando o local. “Esta conversa está bem adiantada de construir uma outra barragem a seco e desativar esta perto da zona urbana. Mas isso vai levar anos. Este é o nosso entendimento com a CSN e de cobrar mais segurança aos moradores”, frisou

Ele também pediu a mineradora a implantação do Plano de Contingência. “A empresa já deveria ter implantado o Plano de Contingência para levar mais segurança e treinamento aos moradores em caso de algum perigo. Ela deveria ter feito este programa e é uma obrigação dela dentro da legislação ambiental”, comentou. “O nosso papel é levar tranquilidade a população e monitorar a situação. É o que estamos fazendo através da secretaria de meio ambiente”, finalizou.

Fonte: Correio de Minas

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A lembrança dos vizinhos que se foram deixa o pequeno povoado do Mota, em Ouro Preto, um pouco mais solitário para seus cerca de 500 moradores e os vizinhos do Bairro Pires, em Congonhas.

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Moradores de comunidades ameaçadas pela Barragem Casa de Pedra – que somam cerca de 4.800 pessoas –, em Congonhas, e ativistas que denunciam o perigo de rompimento dessa estrutura têm feito campanha e marcaram para hoje, às 15h, uma manifestação pela permanência do capitão Ronaldo Rosa de Lima. O oficial do Corpo de Bombeiros tem ajudado a fazer a articulação entre os ameaçados, o estado e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e acabou sendo alvo de uma ordem de transferência do comado da corporação, um dia após ter declarado à reportagem do Estado de Minas que “não há risco iminente, mas essa (a Barragem Casa de Pedra) é uma barragem propensa ao rompimento. Sobretudo agora, com a chegada da estação de chuvas”.

Desde a última quinta-feira, a reportagem do EM mostra que a situação de estabilidade do barramento é delicada e envolve grupo de ações do governo do estado. E preocupa as comunidades do entorno da barragem.

A apreensão sobre esse barramento de rejeitos de minério de ferro começou depois que apareceram infiltrações no paredão de 80 metros do Dique de Sela, que é uma das estruturas da Barragem Casa de Pedra. Tal situação obrigou a CSN a providenciar reparos emergenciais que duram até hoje. As ombreiras dessa construção, que são o seu apoio sobre morros naturais, apresentaram, de acordo com parecer técnico da Central de Apoio Técnico (Ceat) do Ministério Público (MP), fator de estabilidade de 1,3, sendo que o mínimo exigido pela legislação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é 1,5. De acordo com a CSN, as obras executadas no dique conseguiram elevar esse fator de estabilidade para 1,6 e 1,7 nos dois lados do barramento, mas as obras continuam.

Desde o início dessas obras, o capitão tem sido insistente em exigir, em audiências públicas e entrevistas, a implantação de um plano emergencial de evacuação para os bairros Cristo Rei, Gran Park, Eldorado e Residencial, todos com residências que chegam a estar a 250 metros do dique que tem sido reparado. Na edição de sábado, o EM mostrou parte de um despacho interno assinado pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Cláudio Roberto de Souza, que determina a transferência do capitão Ronaldo Rosa de Lima de Conselheiro Lafaiete – unidade responsável por Congonhas – para Barbacena, com o envio do comandante de Barbacena, capitão Rodrigo Paiva de Castro, para Lafaiete. A data do documento é exatamente a mesma do dia em que a reportagem com a declaração do capitão foi veiculada, dia 10 deste mês, sexta-feira.


MOVIMENTO O chamado para a manifestação que tem circulado por redes sociais traz a hashtag #ficaronaldo e os dizeres: “Somos solidários com quem fala a verdade e trabalha em prol da população. Diga não à transferência do capitão Ronaldo”. A manifestação está marcada para ocorrer em frente à Prefeitura de Conselheiro Lafaiete. A reportagem apurou que, apesar de a postagem estar circulando entre as comunidades, não há, ainda, um movimento intenso de pessoas de Congonhas se preparando para ir a Lafaiete, até porque os bairros suscetíveis a um possível rompimento são humildes e não muito articulados.

Procurado, o capitão Ronaldo preferiu não comentar a sua transferência por se tratar de um assunto interno da corporação. “Ainda sou o comandante, até que haja a publicação da transferência, mas prefiro não comentar esse fato que foge à minha competência técnica”, disse. A reportagem entrou em contato com o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Cláudio Roberto de Souza, que não quis opinar sobre o fato. “Isso (a manifestação) não diz respeito aos Bombeiros e por isso não tenho nada a comentar sobre o assunto”, afirmou.

Um dos organizadores do movimento pela permanência do bombeiro é o engenheiro de segurança de Conselheiro Lafaiete, Fernando Cardoso, de 38 anos. “O capitão está sendo vítima de uma grande injustiça. Algo meramente político, contra um profissional que fez alertas e procurou a segurança da comunidade. Conversei com ele, e ele está receoso de falar, mas percebe-se que está muito chateado com tudo isso que está acontecendo”, disse. De acordo com o engenheiro, cerca de 36 mil pessoas já reagiram à hashtag #ficaronaldo e por isso ele espera que a pressão exercida sobre os Bombeiros mantenha o oficial em sua posição. “Aqui em Lafaiete ele é muito querido. Quando era tenente, trouxe a prevenção de incêndios para a região. Tinha 11 bombeiros no seu efetivo, em duas salas. Hoje, ele praticamente criou um batalhão com heliporto, piscina, torres para salvamento em altura, foi uma pessoa que transformou Conselheiro Lafaiete e por isso é querido e respeitado por todos”, afirmou Cardoso.


Plano de evacuação

A CSN informou que está agindo com a Prefeitura de Congonhas para implementar um plano de evacuação para a população que vive à beira da Barragem Casa de Pedra. Duas sirenes estão em instalação para emitir os alertas para a população e os trabalhadores da companhia, uma delas na barragem e outra no Bairro Lucas Monteiro. Outras três estão previstas e devem ser implantadas até 15 de dezembro, que é o prazo dado pelo Ministério Público para as adequações. Um cadastramento da população ameaçada foi feito para se saber quais são as pessoas com dificuldades de locomoção, crianças e idosos.

A empresa também informou que novos mapas de inundação, com resoluções melhores e que mostram como se comportaria a onda de rejeitos em caso de rompimento, foram entregues à Defesa Civil no dia 1º deste mês. Três espaços definidos como abrigos foram indicados para servir de refúgio: CET, Escola Judith e Lar dos Idosos. Foram levantados oito pontos de encontro, sendo um deles num lote vago do Bairro Residencial; na Praça do Bairro Dom Oscar; em frente à Escola Pingo de Gente; no campo de futebol Fonte dos Moinhos; na Romaria; em frente ao Clube Recanto da Serra; no lote vago no Bairro Eldorado; e em frente ao Clube Astra. Foram cadastradas 1.367 casas em áreas que sofreriam algum tipo de dano.


Ações preventivas

A Coordenadoria Estadual de Minas Gerais sustenta que o grupo do governo de Minas que atualmente desenvolve ações preventivas e emergenciais junto à comunidade vizinha à Barragem Casa de Pedra não é sigiloso. Segundo o major Rodrigo de Faria, coordenador-adjunto do órgão, a força-tarefa que integra diversas secretarias, Polícia Militar, Bombeiros, Defesa Civil, entre outros órgãos, foi criada em dezembro de 2016 para dar resposta a qualquer tipo de ocorrência relacionada às consequências das chuvas. Segundo o major, os membros se reúnem semanalmente e, diante das notícias veiculadas sobre uma situação de risco na barragem, o grupo colocou o assunto em pauta para avaliar os efeitos da temporada chuvosa na estrutura mantida pela CSN. O major também comenta a atual situação do barramento que, segundo ele, está estável. “Em vistoria feita na barragem pelo órgão federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) na última quarta-feira, não foram constatadas anomalias”, disse.

Fonte: Estado de Minas

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A 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete terá uma impactante mudança nos próximos dias. O capitão Ronaldo Rosa de Lima teve a sua remoção assinada pelo comando do Corpo de Bombeiros. A transferência do comandante da companhia foi assinada um dia depois de se pronunciar a respeito da barragem da CSN em Congonhas na qual ele confirma a preocupação com a estabilidade da estrutura, revelada pelo jornal Estado de Minas na edição de quinta-feira, 09/11.

Segundo o jornal, o documento anuncia a troca do comando do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete, unidade que responde pelo município de Congonhas. O oficio ainda não foi oficialmente publicado, mas nele consta o afastamento do capitão Ronaldo Rosa de Lima, designando-o para trocar de posto com o também capitão Rodrigo Paiva de Castro, que comanda a unidade do Corpo de Bombeiros em Barbacena.


Preocupação

Na matéria publicada pelo Estado de Minas, o capitão Ronaldo relatou a preocupação com a segurança de moradores que vivem abaixo da barragem de rejeitos da CSN, considerada “propensa a rompimento”. Segundo matéria do jornal, a estrutura se ergue em um maciço de 80 metros de altura com 9,2 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério, a apenas 250 metros das primeiras moradias vizinhas. Desde 2016, a mineradora luta para estabilizar, por meio de obras emergenciais, infiltrações na base do Dique de Sela.

Sobre a remoção do capitão, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros em Minas, coronel Cláudio Roberto de Souza, que assina o documento, disse por telefone ao Estado de Minas que a decisão é “assunto interno”. Segundo ele, as transferências na corporação são feitas semanalmente. “Esse rodízio é normal, natural e corriqueiro”, sustenta. O coronel completou: “No caso específico, não foi publicado nada ainda. O ato precisa de publicação”, afirmou. O oficial, porém, nega que a decisão tenha relação com comentários do capitão Ronaldo de Lima sobre a barragem Casa de Pedra. “Não tem nenhuma relação. E, inclusive, quem fala sobre esse assunto é o grupo especial formado dentro do governo para isso”, afirmou.

Desde a quinta-feira, reportagens do Estado de Minas mostram que a estabilidade da barragem preocupa tanto que o governo de Minas chegou a formar reservadamente um grupo de ação emergencial para elaborar saídas para o socorro das pessoas ameaçadas, independentemente de ações da empresa. Já a CSN afirma sempre ter seguido a legislação e admite que passou a tomar atitudes mais efetivas de garantia da segurança das populações suscetíveis após o endurecimento da legislação federal de segurança de barragens, em maio deste ano.

O capitão Ronaldo Rosa de Lima está a frente do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete desde a instalação em 2009, e sempre prestou relevantes serviços a comunidade da região do Alto Paraopeba e Vale do Piranga.

Fonte: Lafaiete Agora

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