Em Minas Gerais, houve uma queda significativa no número de nascimentos entre 2015 e 2016, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) junto a cartórios de registro civil. Foram 253.3891 nascimentos registrados, uma redução de 5,4%.

Nos últimos cinco anos, houve sempre crescimento no número de nascimentos no Estado – 2.747.373 em 2010 e 2.945.445 em 2015. Segundo a analista do IBGE em Minas Luciene Longo, há uma hipótese para a redução acentuada.

“A redução mais expressiva no número de nascimentos provavelmente está relacionada à epidemia de zika vírus. Percebemos que houve uma grande campanha entre os médicos, nesse período, pedindo para as mulheres adiarem a gravidez. Tanto que Pernambuco foi o Estado onde teve a maior redução no número de nascimentos. Lá a queda foi de 10%”, diz Luciene, lembrando que o os nascimentos caíram 5,1% em todo o país nesse período. A crise econômica, seria, segundo o IBGE, outro fator que teria contribuiído para adiar os planos de maternidade.

Nos anos de 2015 e 2016, houve uma epidemia de zika vírus em vários Estados brasileiros e a doença foi associada ao grande número de nascimentos de crianças com microcefalia. Pernambuco foi o Estado que registrou o maior número de casos.

A maior concentração dos nascimentos se dá no grupo etário de mulheres de 25 a 29 anos, evidenciando um perfil mais envelhecido da curva de distribuição dos nascimentos por idade da mãe (24,4%).

Fonte Hoje em Dia 

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Com a maior malha rodoviária do país, Minas Gerais é o Estado que mais precisa de investimento em suas rodovias, segundo a pesquisa de qualidade das rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT). São R$ 9,2 bilhões necessários para reconstruir, restaurar e fazer a manutenção de trechos com problemas. No Estado, apenas 11,7% do pavimento está em perfeitas condições, aponta o estudo divulgado nesta terça-feira (7). Em todo o Brasil, seriam necessários R$ 51,5 bilhões. Com isso, rodar em Minas fica 32,4% mais caro para motoristas e transportadoras em função de falta de segurança, mais manutenção dos veículos e maior consumo de combustível. Esses problemas encarecem o custo em 27% na média do país.

A avaliação das rodovias no Estado também foi pior que a média nacional na comparação com o ano passado. Foram avaliados 15.076 km em Minas. Desses, 10.526 km (69,8% das vias) estão em condições regulares, ruins ou péssimas, considerando pavimento, sinalização e geometria (se é pista simples ou duplicada). Em 2016, esse índice mineiro foi de 58,2%. No país, o aumento foi menor: passou de 58,2% em 2016 para 61,8% em 2017.

Segundo o diretor executivo da CNT Bruno Batista, a queda da qualidade das rodovias, tanto no Estado como no país, está ligada à falta de investimentos públicos. “Com a retomada do crescimento econômico, é inadiável retomar os investimentos em infraestrutura”, afirma Batista. Em 2011, os investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foram de R$ 11,21 bilhões; em 2016, caíram para R$ 8,61 bilhões, e neste ano, até o mês de junho, foram de R$ 3,01 bilhões.

“O modal rodoviário é o principal da logística no Brasil, isso significa que aumento de custo para rodar impacta o preço para todos os consumidores”, afirma o professor de economia do Ibmec Felipe Leroy.

Segundo Batista, 62% de toda a carga no país é transportada nas rodovias, mas, se o minério for retirado dessa conta, o percentual passa para 90%. “Todos os setores, portanto, são impactados pela falta de infraestrutura rodoviária, e quem paga a conta é o consumidor final”, avalia o dirigente.

“Sabemos da situação fiscal dos governos de Minas e do país, a falta de recurso é grande. Mas é preciso melhorar os níveis de investimento, priorizar o planejamento e aumentar a fiscalização das obras”, opina Batista.

Trechos privados também pioraram

As rodovias em concessão em Minas Gerais tiveram uma avaliação melhor do que as públicas. Segundo o estudo da CNT, 74,4% das vias concedidas foram avaliadas como boas ou ótimas. Já nas públicas, 79,7% da extensão é considerada regular, ruim ou péssima.

No país, os índices são melhores, mas as concedidas tiveram piora na avaliação. Em 2017, 74,4% atingiram a classificação ótimo ou bom. No ano passado, esses índices foram de 78,7%.

“As concessões são uma solução para um problema que precisa ser resolvido emergencialmente”, avalia o professor de economia do Ibmec Felipe Leroy. Para o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, as concessões “são um bom remédio, mas não resolvem o problema sozinhas”. “Investimento público é necessário”, diz.

Quase todos os pavimentos têm avarias

Minas Gerais tem 89,3% do pavimento de suas rodovias com alguma avaria. São 97 trechos de pavimento totalmente destruído identificados pela pesquisa da CNT. A extensão com pavimento desgastado é de 49,5%.

A pesquisa identificou ainda 23 pontos críticos. São 13 trechos com erosões na pista, sete com buracos grandes e três com quedas de barreira que colocam em risco o condutor ao trafegar pelas rodovias no Estado.


E mais...

Extensão. Pesquisa CNT de Rodovias avaliou 105.814 km de rodovias no país.

Sinalização. É o aspecto que mais se deteriorou em 2017. A maior parte da sinalização, 59,2%, foi considerada regular, ruim ou péssima.

Acidentes. Foram 96.362, com 6.398 óbitos, em 2016, nas rodovias federais policiadas e resultaram em um custo de R$ 10,88 bi.

Pior trecho do país. Natividade (TO) a Barreiras (BA): BA–460, BR–242, TO–040 e TO–280.

Melhor trecho do país. São Paulo (SP) – Limeira (SP): SP–310/BR–364, SP–348.

Fonte: O Tempo

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Os casos prováveis de chikungunya em Minas aumentaram 3.375,5% neste ano em relação a 2016. Enquanto os registros da dengue e do zika vírus tiveram queda em 2017 no Estado, os de chikungunya aumentaram de 503, de janeiro a dezembro de 2016, para 17.482, de janeiro a outubro deste ano.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Rodrigo Said, pode haver em breve uma explosão de chikungunya em Minas. A doença, que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, era mais comum nas regiões Nordeste e Leste do Estado e está avançando para a região Central, onde há uma grande densidade populacional. Os casos de chikungunya já aumentaram no Vale do Aço, e a doença avança para a região metropolitana de Belo Horizonte.

“A chikungunya foi identificada pela primeira vez em 2015, e, quando você tem a introdução de um vírus novo em qualquer comunidade, existe uma grande possibilidade de uma rápida explosão pelo fato de a população não ter uma proteção natural contra esse vírus”, disse Said.

Mobilização. De acordo com o subsecretário, até maio de 2018, todas as condições são favoráveis para a proliferação do Aedes. Por isso, o governo tem desenvolvido ações específicas de mobilização junto à população e está fazendo investimento para suporte nas ações técnicas.

Uma nova campanha do governo de Minas foi lançada nessa terça-feira (24) na Cidade Administrativa com o tema “Com o Aedes não se brinca”. O objetivo é chamar a atenção da população e das equipes para o real risco da transmissão da chikungunya em Minas. “Temos um plano de investimento, como aquisição de veículos e equipamentos motorizados para apoio nas ações de controle da transmissão. Estamos qualificando toda nossa parte de vigilância laboratorial, que é um grande problema de dengue, chikungunya e zika”, afirmou o subsecretário.

Além disso, o governo realizou um seminário para capacitar profissionais de saúde de todo o Estado. “Estamos desenvolvendo uma nova metodologia em Minas para monitoramento do vetor através da aquisição de armadilhas, conhecidas como ‘ovitrampas’, já utilizadas na capital desde 2001, para 135 municípios, monitoramento quinzenal da real situação do Aedes e propondo ações oportunas”, explicou Said.

SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA

Imunidade. Rodrigo Said explica que a imunidade para a dengue é adquirida a partir do vírus que a pessoa contrai – existem os tipos 1, 2, 3 e 4 – e que ela pode ter a doença quatro vezes. Já no caso da chikungunya, uma vez infectado, o indivíduo não contrai a doença novamente. As duas podem evoluir para a morte.

Dor. A dor é maior na chikungunya, e a recuperação, mais lenta. “Além de ser uma dor muito mais intensa que na dengue, ela ocorre nas mãos, nos punhos e nos joelhos. As dores duram mais de três meses”, afirmou. No caso da dengue, o período de dores não passa de dez dias.

Fonte: O Tempo

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Lobo Leite receberá a 10ª edição do Circuito Mineiro de Trekking nos dias 11 e 12 de novembro. As equipes de Congonhas interessadas em participar poderão se inscrever gratuitamente e deverão preencher o formulário abaixo e enviá-lo para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A inscrição também pode ser feita até o dia 9 de novembro, das 9h às 17h, na Diretoria de Turismo, localizada na Romaria. Os demais interessados deverão se inscrever pelo site www.minastrekking.com.br. O valor da taxa será de R$ 60 por integrante da equipe até o domingo que antecede a data de realização da prova. Quem tiver interesse no esporte poderá, ainda, fazer um curso gratuito. O evento é uma realização do Minas Trekking, com apoio da Prefeitura e da FUMCULT.

Provas

A prova noturna será realizada no sábado, 11. A partir das 18h, será feito o check-in para atendimento das equipes. Já às 20h, será dada a largada. Esta etapa soma ponto na classificação do 2º semestre e na classificação anual para as categorias Elite e Graduados.

No domingo, 12, acontecerá a 10º Etapa do Circuito Mineiro de Trekking. O check-in para atendimento das equipes será aberto a partir das 8h, sendo que a largada será às 9h.

O percurso será divulgado em breve.

Largada

O ponto de largada, chegada e concentração das equipes será na Praça da Igreja Nossa Senhora da Soledade, em Lobo Leite, à Rua dos Ferroviários, 310.

O horário de largada das equipes nos GRIDS será definido da seguinte maneira: na Etapa Noturna, os cinco primeiros melhores classificados no segundo semestre até o momento. O da 10º Etapa corresponde aos cinco melhores classificados da 9º etapa, sendo ambos seguidos pelas equipes conforme ordem cronológica das inscrições.

O Esporte – Enduro a pé ou Trekking de regularidade

A prova de enduro se resume em realizar um percurso pré-determinado pela organização através de uma planilha de orientação, superando obstáculos naturais e percorrendo estradas, trilhas, riachos, montanhas, etc.; com o tempo mais próximo do ideal estabelecido. Não é uma prova de velocidade e sim de orientação e regularidade, onde são fornecidas velocidades médias, e distâncias entre referências que constam na planilha de orientação, possibilitando a equipe calcular o tempo exato de passagem em cada ponto.

Curso gratuito

O Minas Trekking irá oferecer um curso teórico de navegação e técnicas do esporte Enduro a Pé. Os participantes aprendem como realizar os cálculos dos tempos ideais, as informações necessárias para começar a praticar o Enduro a Pé e como utilizar os equipamentos como a bússola.

Para moradores de Congonhas, o curso será realizado no dia 8 de novembro, em duas opções de horário: das 16h às 18h ou das 19h às 21h, na Romaria.

Para se inscrever nos curso e receber o material didático do esporte basta enviar um e-mail com o nome completo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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Minas tem nove acidentes com vítima por hora

Sábado, 23 Setembro 2017 02:36

Uma tragédia diária, com resultados diluídos na rotina do trânsito, se desenrola em ruas, avenidas e estradas que cortam o estado com maior malha viária do país. Na Semana Nacional de Trânsito, que busca a conscientização de motoristas para o risco de desastres e a importância da prevenção, a constatação é de que a cada hora quase 10 ocorrências com vítimas são registradas em Minas Gerais.

Os números, contabilizados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), apontam que de janeiro a julho deste ano foram 45.759 acidentes de trânsito com mortos ou feridos em áreas urbanas e rodovias sob jurisdição da Polícia Militar, nos quais 3,7 mil pessoas foram atropeladas. A situação é, na verdade, ainda mais grave, já que a estatística não considera dados de BRs sob fiscalização federal no estado, onde de janeiro a agosto ocorreram mais 8.766 acidentes com vítimas.

O levantamento da Segurança Pública estadual, porém, leva em conta rodovias violentas, como o Anel Rodoviário de Belo Horizonte, de responsabilidade da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), onde ontem mais um grave acidente colocou em risco motoristas, passageiros e pedestres. O desastre ocorreu mais uma vez na arriscada descida entre os bairros Buritis e Betânia, na Região Oeste de BH, onde o tombamento de uma carreta travou o trânsito em diversas áreas da capital mineira durante boa parte do dia. Desta vez, pelo menos, não houve vítimas no trecho, onde o último desastre grave com um caminhão matou na hora três pessoas – pai, mãe e filho – que estava em um carro que se incendiou após ser atingido, no dia 6 deste mês.

Para o doutor em engenharia de tráfego pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Frederico Rodrigues, há fatores que contribuem para desastres como esse, com mortes e pessoas gravemente feridas. “De modo geral, rodovias em áreas urbanas, como é o caso do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, causam acidentes com mortes e feridos. Também são fatores para ocorrências graves interseções das estradas com áreas urbanas e, nas vias de áreas rurais, pontos estreitos que não permitem ultrapassagens.”

Na avaliação do especialista, iniciativas como a Semana Nacional de Trânsito, que tem um conjunto de ações educativas, são importantes. “Mas, além da conscientização dos motoristas, são necessárias as intervenções que afastem as situações de risco nas vias”, pontuou. Novamente, o Anel Rodoviário é um exemplo clássico de rodovia que não evoluiu com o passar dos anos e cujos gargalos de tráfego fazem e continuarão fazendo vítimas.


MENOS TRÁFEGO

Segundo o levantamento sobre desastres com vítimas feito pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, os dados de janeiro a julho deste ano mostram uma leve retração quando comparados com igual período em 2016. No ano passado, foram 49.794 ocorrências com vítimas no estado, o que equivale a um recuo de 8% neste ano. Porem, para Frederico Rodrigues, essa queda não pode ser atribuída a iniciativas governamentais.

“Em análise do volume de tráfego no país entre 2014 e 2016, com base em dados públicos, percebe-se uma queda de 7% resultante da crise econômica. Com menor circulação de veículos transportando cargas nas rodovias, entre outros, ocorre redução de acidentes. As ações de segurança pública diante desse quadro não fizeram diferença”, analisa o doutor em engenharia de tráfego. Segundo ele, até o fim do ano a previsão é de 14% de veículos a menos trafegando pelas estradas brasileiras.

PREVENÇÃO Entre as variadas ações promovidas por órgãos governamentais na Semana Nacional de Trânsito, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) de Minas promoveu blitz educativa na BR-356, saída para o Rio de Janeiro, para chamar a atenção dos motoristas sobre os riscos de beber e dirigir, do excesso de velocidade e para a necessidade de uso correto do cinto de segurança. Cerca de 200 condutores de carros, caminhões e motos foram parados na operação, terça-feira, próximo ao BH Shopping, na pista de saída para o Rio de Janeiro. Todos receberam material educativo e informações detalhadas de procedimentos seguros na direção e erros mais comuns que levam a acidentes.

Para Leandro Almeida, coordenador estratégico da Integração da Sesp, a redução dos acidentes passa por dois eixos fundamentais: educação e capacitação. “É necessário, antes de tudo, ter ações intersetoriais voltadas para a educação, desde a formação, até passar por aspectos de cidadania. A Sesp investe muito nessa intersetorialidade entre educação e capacitação.”

Prevenir, diz a coordenadora das Ações de Trânsito da secretaria, Christiane Aguiar, é a melhor forma de atuar para reduzir os desastres. “Na maioria das vezes, acidentes de trânsito acontecem por imprudência ou imperícia dos motoristas. Então, tentamos fazer essa conscientização para prevenir e reduzir as estatísticas”, acrescenta.

A psicóloga especialista em transporte e trânsito Lourdes Maire Tavares Campos, gestora em Transporte e Obras do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DEER-MG), diz que pesquisas apontam que em até 90% dos acidentes as causas estão relacionadas a falhas humanas. Portanto, o trabalho preventivo é fundamental.

Já o tenente Fúlvio Estefane, da Polícia Militar Rodoviária Estadual, lembrou um novo desafio para a educação no trânsito: o uso disseminado de celular ao volante. “É preciso essa conscientização para que o fator humano, hoje o principal causador de acidentes de trânsito, seja diminuído.”

Fonte: Estado de Minas

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Cifras de milhões de reais a receber, paralelamente a déficits e dívidas na mesma proporção. O dinheiro esperado que ainda não apareceu nos cofres das universidades brasileiras ameaça levar instituições de ensino superior sediadas em Minas à bancarrota. O estado tem a maior concentração de escolas mantidas pela União: 11. Todas agonizam por causa de cortes sucessivos de verbas que culminam em atrasos, retenções e contingenciamentos (bloqueios) de recursos pelo quarto ano consecutivo. Muitas delas, sem uma solução imediata, temem que até o fim do ano parem de funcionar.

Segundo levantamento feito pelo Estado de Minas com sete das federais mineiras, são pelo menos R$ 754 milhões previstos na lei orçamentária deste ano e R$ 179 milhões (23,7%) ainda não liberados ou contingenciados. Em agosto do ano passado, foi anunciado o segundo corte orçamentário feito pela União no prazo de um ano e meio. A previsão do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação que trata do orçamento, era de redução média de 45% nas verbas de investimento (cerca de R$ 350 milhões) nas 63 universidades públicas do país para 2017. Nos recursos destinados ao custeio, a diminuição era de 18% na comparação com o que havia sido previsto para 2016.

Na maior das federais de Minas, a UFMG, o orçamento de 2017 é aproximadamente 10% menor do que foi em 2016. São 173,2 milhões, contra R$ 191,8 milhões, como mostrou em sua edição de ontem o EM. Segundo o reitor Jaime Arturo Ramírez, além da redução parte dos recursos previstos está bloqueada. “O governo liberou 85% e, se não autorizar os 15% restantes, não só a UFMG, mas todas as outras federais vão entrar em situação grave até o fim do ano”, avisou.

Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba, desde 2015 foi adotada uma série de medidas para tentar garantir a manutenção de ações fundamentais. Houve redução de 50% dos funcionários terceirizados, de passagens e diárias, economia de água e energia e uma rodada de negociação de alugueis, para fechar 2015 e 2016. Em 2017, com o bloqueio de 10% nas rubricas de custeio (relativo às despesas correntes, que vão do pagamento de contas de consumo ao gasto com pessoal terceirizado) e 50% no capital (obras, equipamentos e investimentos), os cofres estão a um passo do vermelho. “Teoricamente, os recursos disponibilizados são suficientes até outubro. Várias medidas foram tomadas e não temos mais onde cortar”, constata a reitora, Ana Lúcia de Assis Simões.

As pesquisas mantêm o padrão de desenvolvimento, mas se o cenário permanecer, a reitora prevê impactos negativos. “A expectativa é de que haja sensibilidade para o que tem ocorrido nas universidades, sobre o impacto a médio e longo prazo que cortes poderão trazer na formação, produção científica e inovação tecnológica. O país terá grande prejuízo em termos de formação de pessoas e geração de conhecimento”, ressalta Ana Lúcia.



Crescimento comprometido

Na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, criada estrategicamente para atender alunos da região mais carente de Minas, a situação é crítica. Em pleno processo de expansão, a instituição tem R$ 60 milhões em obras paralisadas. Se não houver mudanças no cenário, o reitor Gilciano Saraiva Nogueira avisa que até o fim do ano os câmpus param. “Teremos de parar por falta de recurso de custeio para pagar energia elétrica, água etc.. No caso de investimentos, pode-se parar obra, não comprar equipamento, mas para o custeio, se nada for feito, não temos alternativa. É questão de insolvência”, destaca.

De um total de R$ 34,7 milhões para manutenção, R$ 24,6 (70,8%) foram liberados para a UFVJM. Das verbas de investimento, apenas R$ 5,5 milhões (30%) foram liberados, de um total de R$ 18,4 milhões. À universidade, o Ministério da Educação afirmou que o quadro é um dos piores do país. “A situação é bastante desafiadora. Nossa universidade é uma das mais jovens de Minas e acabamos abraçando uma área muito grande. Aceitamos expansão para Unaí (Noroeste do estado) e Janaúba (Norte), sendo que já tínhamos câmpus em Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) e o de Diamantina. Os cortes vieram exatamente no início dessas expansões”, conta o reitor.

Com o arrocho, foram mantidas apenas as obras tidas como essenciais, como um prédio administrativo e salas de aula em Unaí e Janaúba. A situação se agrava já que, além da expansão territorial, a instituição passou por crescimento interno, com a criação de dois cursos de medicina em Teófilo Otoni e Diamantina, sendo abertas vagas para professores e alunos. Em plena crise, foi preciso improvisar sala de aula em bloco administrativo. Havia perspectiva de contratação de 120 professores em Janaúba e 120 em Unaí, tendo sido obtida liberação de pouco mais de 50 docentes em cursos de difícil implantação, como veterinária e agronomia. Em Unaí e Janaúba, escolas estaduais estão cedendo salas para os universitários.

“Não sabemos mais o que fazer. Acumulamos um déficit de quase R$ 9 milhões”, diz Gilciano Nogueira. Dívida que pode aumentar se não houver recursos suplementares e for mantido o contingenciamento (valor previsto em orçamento, mas bloqueado pelo governo). A UFVJM não tem biblioteca nem restaurante universitário. “A assistência estudantil permanente, de moradia e restaurante, é a que segura o aluno. Estamos perdendo estudantes por falta dessas condições”, relata o representante da federal. Com dívidas e investimentos parados, o reitor afirma que conseguiu R$ 300 mil de emenda parlamentar e cobra posição dos deputados federais mineiros. “Falta empenho e envolvimento dos políticos de Minas para resolver essa situação”, afirma. “O sentimento é de abandono em uma instituição que ainda está em processo de estruturação. Essa universidade hoje é o maior sonho da população.”



Cortes prejudicam avanço dos câmpus


Assim como na maior instituição de ensino superior do estado, a UFMG, que tem oito obras paradas de um total de 10, intervenções foram paralisadas também na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro. Os principais projetos foram interrompidos no início do mês passado. Em 2016, a UFU solicitou ao governo federal orçamento para investimentos este ano na casa de R$ 30 milhões. Porém, o valor aprovado na Lei Orçamentária Anual foi de R$ 15,23 milhões. Houve ainda contingenciamento de 37% desses recursos, o que significa que a instituição vem administrando R$ 9,58 milhões remanescentes – ou seja, menos de um terço do solicitado. Desse valor, 98,43% já estão comprometidos.

Oito obras estavam em andamento. De acordo com o pró-reitor de Planejamento e Administração, Darizon Andrade, a UFU precisaria de R$ 35 milhões para concluir três obras principais, todas em câmpus fora de sede: laboratórios, salas de aula e de professores no câmpus Pontal; o segundo bloco do câmpus Monte Carmelo; e o primeiro do câmpus Patos de Minas, que no momento está na primeira laje. “Os valores correspondem às necessidades para tocar obras de expansão que a universidade pactuou com o MEC em 2012 e 2013. Iniciamos os cursos, abrimos câmpus fora de sede e precisamos de suporte para isso”, diz.

O custeio, que também foi contingenciado, aumenta a quantidade de problemas. Estão bloqueados R$ 19 milhões dos R$ 115 milhões previstos em orçamento para manutenção. Pior, pois como resultado da expansão vem o aumento das despesas com assistência estudantil, pessoal, limpeza e segurança. “Quando o MEC acenou com a expansão, a UFU respondeu positivamente, promoveu as mudanças e, agora, estamos recebendo menos recursos do que em 2010. Temos contratos assinados com terceirizados, com prestadores de serviço, com alugueis, segurança e não tem de onde tirar. Estamos no assoalho. Já reduzimos pessoal, já fizemos de tudo”, desabafa o reitor.

“Algumas pessoas têm percebido a situação como um projeto político diferente, que causa esse estrangulamento. Preferimos entender que é uma dificuldade de caixa do governo”, afirma. Andrade explica que a universidade tenta equacionar 2017 para não parar. A expectativa é fechar o ano com dívida de 20% do valor do orçamento, o que significa entrar 2018 já com um quinto dos recursos comprometidos. “Não há norte nem para fechar o ano. Conseguimos trabalhar até dezembro. Temos algumas dívidas que dependerão da intensidade dos contingenciamentos. Se nada melhorar, em 2018 não suportamos”, avisa.

Com quase R$ 40 milhões retidos, o prognóstico é preocupante também na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata. São sete obras paralisadas no câmpus de Juiz de Fora e uma em Governador Valadares, todas consideradas essenciais. O valor definido para investimentos este ano é bem menor do que o de três anos atrás – R$ 37,04 milhões frente a R$ 57,83 milhões em 2014.

Por meio de nota, a Universidade Federal de Viçosa, também na Zona da Mata, informou que tem feito esforços para não interromper os serviços essenciais, priorizando graduação, assistência estudantil, pagamento de terceirizados e conclusão de obras já iniciadas. “A administração está buscando a manutenção dos serviços essenciais e a garantia do funcionamento do segundo semestre letivo de 2017”, diz o texto. O orçamento está contingenciado em 10% e 40%, respectivamente, para as rubricas de custeio e capital.

A Universidade Federal de Alfenas, no Sul de Minas, também está sendo afetada pelos atrasos, cortes e contingenciamentos. O orçamento aprovado para 2017 já contemplava uma redução de 13,30% (R$ 6,03 milhões) em custeio e 33,74% (R$ 3,1 milhões) em investimentos em relação ao ano de 2016. Para piorar, os recursos autorizados ainda não foram liberados na totalidade. Até o momento, chegaram 70% em custeio e 40% em investimentos, e a universidade aguarda um montante de R$ 15,46 milhões. Diante do quadro, foram reduzidos serviços de limpeza, vigilância, manutenção, número de bolsas e de alunos carentes assistidos pelo Programa de Assistência Estudantil.

Fonte: Estado de Minas

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O acidente entre dois carros que matou quatro pessoas de uma mesma família ontem, na BR-135, em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, acende o alerta para os riscos nas rodovias no fim das férias escolares. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que as colisões nas estradas sob jurisdição da corporação se agravaram de janeiro a 17 de julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da diminuição no número de acidentes, a quantidade de mortes aumentou 8,1%. Especialistas ressaltam que a irresponsabilidade dos motoristas, revelada em atitudes como transitar em alta velocidade, pode ser uma das explicações para a alta.

Os números da PRF mostram que do início do ano até o último dia 17 foram registrados 6.428 acidentes nas estradas federais mineiras, menos que as 7.120 ocorrências de igual período do ano passado. A quantidade de vítimas graves também caiu: foram 1.688 em 2016 e 1.343 neste ano. O número de feridos teve alta de 5.272 para 5.296 nos últimos sete meses. Já as mortes saltaram de 405 para 438.

O crescimento no número de óbitos indica que os acidentes vêm se tornando mais letais, e eleva a preocupação das autoridades diante do retorno das férias escolares, período de aumento do fluxo de veículos nas estradas. Levantamento do Estado de Minas mostra que o alerta tem justificativa. Somente neste mês, pelo menos 31 pessoas perderam a vida em BRs que cortam o estado (veja abaixo as ocorrências mais graves).

O professor de engenharia Márcio Aguiar, especialista em transporte e trânsito, diz que a maioria dos acidentes tem ligação com a imprudência. “Está relacionado ao aumento de velocidade. As concessionárias (das vias privatizadas) têm notado um número menor de veículos nas rodovias, devido à recessão no país. Com isso, a estrada fica mais vazia e a velocidade aumenta. Nas rodovias concessionadas há bom estado do asfalto, e isso também faz os condutores seguirem viagem com velocidade elevada”, completou.

O policial rodoviário federal Fábio Jardim, assessor de imprensa da PRF, afirma que as estatísticas mostram que os acidentes estão mais violentos. “Percebemos um aumento de ocorrências com múltiplas vítimas, envolvendo ônibus e vans, e também com colisões frontais. A grande maioria é causada pela conduta do motorista. Têm havido, pontualmente, ocorrências devido ao sono na direção dos veículos. Vêm acontecendo também acidentes em retas, com tempo bom e pista seca, sem chuva, onde veículos colidem frontalmente e, consequentemente, ocorrem as mortes”, afirma.

Essa é exatamente uma das possibilidades levantadas para o grave acidente na BR-135, em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, ontem, por volta das 6h40. Testemunhas contaram aos policiais que um carro invadiu a contramão e atingiu o outro, que seguia no sentido contrário. “Um Ford Fiesta seguia no sentido Curvelo/Belo Horizonte, quando a condutora, segundo informações de testemunhas, cochilou ao volante e invadiu a pista contrária. Em seguida, atingiu de frente um Up”, explicou o tenente César Brito, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Com o impacto, as quatro pessoas que estavam no Fiesta, com placa de Betim, morreram na hora. Segundo a PMRv, as vítimas eram da mesma família. No Up de Belo Horizonte, quatro pessoas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o Hospital Imaculada Conceição, em Curvelo. “O veículo tinha saído de Lagoa Santa e seguia em direção a Pirapora. Nele estavam um casal, a filha adolescente e uma amiga”, informou o militar.

Também ontem, o motorista de um Duster morreu no Km 151 da BR-459, na zona rural de Piranguinho, no Sul de Minas, ao perder o controle do carro na saída de uma curva. De acordo com os primeiros levantamentos, o condutor invadiu a contramão e bateu de frente com um caminhão. Três pessoas ficaram feridas. Em Caeté, na BR-381, a colisão entre duas carretas no início da noite de causou outra morte.

VOLTA DAS FÉRIAS Neste último fim de semana de julho, a previsão é de estradas cheias por causa do fim do recesso escolar. Por isso, a PRF alerta os motoristas para terem atenção nas rodovias. “Tenham paciência, atenção com os congestionamentos e outras interdições nas rodovias. Façam o planejamento com antecedência, para que durmam bem antes de viajar, verifiquem a parte mecânica do veículo e dirijam com responsabilidade. Além disso, prestem atenção à conduta dos outros”, sugeriu o agente Fábio Jardim.

O professor Márcio Aguiar acrescenta que os condutores devem evitar a ansiedade de tentar chegar rapidamente em casa. “A velha história de todo final de férias é que tem uma tendência de as pessoas quererem chegar rápido e, por isso, cometerem infrações. Mas é preciso atenção, pois as rodovias brasileiras, de forma geral, não têm um estado muito bom. O volume de veículos de carga é muito grande. Então, é importante avaliar o horário de saída. Evitar viajar à noite, que é mais perigoso, devido à sinalização precária, prestar atenção à chuva e à neblina. E, em viagens mais longas, procurar fazer paradas a cada duas horas para se alimentar e ingerir líquidos”, completou.


Cinco acidentes graves

2 de julho
Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, um i30 invadiu a contramão no km 769 e bateu de frente com um Celta. Com o impacto, o primeiro veículo caiu em uma ribanceira. Nele estavam quatro pessoas, sendo que três morreram. Somente o condutor sobreviveu. Já no Celta estavam cinco pessoas, sendo uma grávida. Três morreram, além do feto. A Polícia Civil apura se o condutor do i30 participava de um racha no momento da batida.

2 de julho
Acidente entre um carro e um caminhão matou duas pessoas no km 577 da BR-040, em Itabirito, na Região Central. Imagens das câmeras de segurança da praça de pedágio mostraram o momento em que um Ford Ka se aproximou. A porta traseira do lado do motorista se abriu e fechou rapidamente. O motorista, então, fez o retorno e, alguns metros à frente, bateu numa carreta. Os ocupantes do veículo de passeio morreram.

14 de julho
Um acidente entre uma carreta e uma moto na BR-381, na altura de Nova Era, matou duas pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram que o condutor da motocicleta perdeu o controle em uma curva e caiu na via com o garupa. Logo atrás do veículo vinha uma carreta de transporte do Sedex, que não conseguiu parar a tempo e atropelou as duas vítimas, que morreram.

16 de julho
Acidente que envolveu moto, carreta e carro matou sete pessoas. Segundo a versão do condutor da carreta à Polícia Rodoviária Federal, ele seguia em direção a Governador Valadares quando foi surpreendido pela moto desgovernada no sentido contrário da BR-116, na contramão de direção. Ele teria tentado evitar a batida, mas não conseguiu e acertou uma Parati que também estava no sentido contrário, em direção a Teófilo Otoni.

26 de julho
Dois carros bateram de frente próximo ao km 640 da BR-135, em Curvelo, por volta das 6h40, e quatro pessoas morreram. Testemunhas contaram à Polícia Militar Rodoviária (PMRv) que um Ford Fiesta que seguia no sentido Curvelo/Belo Horizonte invadiu a contramão e atingiu um Up, que seguia no sentido contrário. Testemunhas contaram que a motorista do Fiesta pode ter cochilado ao volante.

26 de julho
Três pessoas ficaram feridas e uma morreu na batida entre um carro e um caminhão no km 151 da BR-459, na zona rural de Piranguinho, no Sul de Minas. De acordo com os primeiros levantamentos, o motorista da Renault Duster perdeu o controle numa saída de curva, invadiu a contramão e bateu de frente com o veículo de carga. O condutor morreu. Também ontem, batida entre carretas na BR-381 deixou um morto.


Cargas são outro pesadelo

Além dos riscos de acidentes, os motoristas devem se preocupar com outra situação recorrentes nas estradas mineiras. Ontem, pela sexta vez neste ano, um acidente com veículo carregado com produtos perigosos provocou o fechamento de uma rodovia por horas, levando transtornos aos condutores. Uma carreta carregada com um tanque de oxigênio tombou ontem na BR-356, na Serra de Itabirito, na Região Central do estado. Por causa do risco de explosão, a rodovia foi totalmente interditada por aproximadamente cinco horas. O congestionamento chegou a cinco quilômetros em ambos os sentidos.

O acidente aconteceu por volta das 12h30. O caminhão seguia no sentido Itabirito/Belo Horizonte quando o motorista perdeu o controle da direção. “O motorista alegou problemas no sistema de frenagem. Ele sofreu ferimentos leves e foi levado a uma unidade de saúde de Itabirito pelo Corpo de Bombeiros. Já recebeu alta”, explicou o sargento Cristian Mendes, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

A carreta, a serviço da empresa White Martins, tombou fora da pista, em uma área de terra. Mas a interdição ocorreu por motivo de segurança. “O oxigênio, em contato com combustível, gasolina ou diesel, pode ocasionar explosões. Por isso, para efeito de segurança, fizemos o isolamento como determina a ficha técnica de emergência”, afirmou o militar. A área do tombamento foi isolada em 100 metros.

A empresa responsável pelo veículo, com auxílio do Corpo de Bombeiros, conseguiu fazer a retirada do material sem riscos. Segundo os militares, no acidente, foi feita a abertura repentina de uma válvula de alívio que vazou e, por pouco, não atingiu o óleo derramado, o que geraria uma reação explosiva. Depois das providências de segurança a pista foi liberada por volta das 17h.

Fonte: Estado de Minas

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Apenas 13 dias depois de a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmar a primeira morte da história por febre chikungunya em Minas Gerais, a pasta informou nesta segunda-feira (17), que mais quatro pessoas foram vítimas da doença.

Todos os cinco casos ocorreram no primeiro trimestre de 2017, mas só foram divulgados agora, pois ainda dependiam dos resultados dos exames laboratoriais que constataram as causas das mortes.

As vítimas da febre chikungunya no Estado – três mulheres e dois homens – eram idosas. Segundo a SES-MG, elas tinham entre 66 e 88 anos. Além disso, todas elas moravam em Governador Valadares, na região do Rio Doce.

A situação da doença em Minas pode ser ainda pior. Isso porque outros 15 óbitos, que podem ter relação com a febre chikungunya, são investigados pela secretaria: 11 em Governador Valadares; dois em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri; um em Cuparaque e um em Central de Minas, as duas cidades na região do Rio Doce.

Além das mortes confirmadas e óbitos investigados, em 2017, até o momento, foram notificados 17.510 casos prováveis de pessoas que tiveram a febre chikungunya no Estado. O mês com o maior número de ocorrências da doença registrado neste ano foi março, com 7.794 casos. Já o mês com o menor número foi junho, com 675.

A SES-MG também divulgou o balanço de casos de dengue e zika em Minas. A secretaria registrou até agora 25.607 casos prováveis de dengue. Desses, sete são referentes a pessoas que morreram por causa da doença e outros 17 seguem com o óbito sob investigação.

Já com relação à febre causada pelo zika vírus, são 873 casos prováveis no Estado em 2017.

Fonte: O Tempo

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Minas Gerais registrou a primeira morte por febre Chikungunya no Estado. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesta terça-feira (4). A morte ocorreu em Governador Valadares, no Rio Doce, no último dia 11 de março. De acordo com a secretaria, a vítima é um homem de 72 anos portador de diabetes e hipertensão.

“O paciente apresentou início dos sintomas para a doença em 02 de março e veio a óbito em 11 de março. O óbito foi notificado para a SES-MG em 28 de março de 2017. O mês de março deste ano foi o que registrou o maior número de casos prováveis de chikungunya, com 7.747 casos”, informou a secretaria.

Em 2017 foram registrados e ocorreram 22 óbitos com suspeita da doença em Minas Gerais: 19 óbitos ainda estão em investigação, dois foram descartados e um foi confirmado no município de Governador Valadares.

A secretaria explicou que o encerramento de um caso suspeito de chikungunya, com evolução para óbito, depende da investigação do caso seguindo roteiro do Protocolo de Investigação dos óbitos por Arboviroses do Ministério da Saúde. “A investigação é realizada pelo município de ocorrência do óbito, dependendo também da liberação de resultados laboratoriais e análise do caso pelo nível central da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Após recebimento da investigação, o nível central gasta em média 30 dias para conclusão do caso”, explicou por nota.

Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular, exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). No Brasil o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, são os vetores da doença.

Fonte: O Tempo

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta segunda-feira (19), o boletim epidemiológico dos casos de zika, chikungunya e dengue em Minas Gerais.

O alerta continua sendo com os casos da febre chikungunya que voltaram a crescer, principalmente nas cidades de Governador Valadares, Teófilo Otoni e Pedra Azul. Em 2017, até o momento, foram noticiados 16.489 casos prováveis e, deste total, 95 são gestantes.

Para se ter ideia, durante todo o mês de junho em 2016, Minas registrou apenas 22 casos. Em 2017, até a metade do mês, já são 119 confirmados. 21 pessoas já morreram no estado, vítimas da doença, neste ano.

Zika Vírus
Em 2017 já foram registrados 846 casos prováveis de Zika, sendo 129 em gestantes. O número de casos prováveis neste ano está muito inferior ao de casos prováveis notificados em 2016 - 13.962 até o mês de junho.

Dengue
26.107 casos prováveis de dengue já foram registrados até o momento.Em 2017 foram confirmados 05 mortes nas cidades de Ibirité, Uberlândia, Araguari, Ribeirão das Neves e Bocaiúva.

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