O número de mortes por febre amarela continua a subir. Dados divulgados na tarde desta terça-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram um salto de 76 para 86 mortes confirmadas pela doença. Além disso, outros 31 óbitos estão sendo investigados.

A SES informa que 74 municípios foram notificados com casos suspeitos, sendo 222 pessoas doentes confirmadas. Entre as cidades mais afetadas estão Mariana (22), Nova Lima (20), Juiz de Fora (15), Barão de Cocais (9), Caeté (9), que lideram o número de casos. A capital mineira segue com 7.

Desde o início do ano, as infecções por febre amarela vêm subindo rapidamente. No primeiro boletim sobre a doença divulgado em 2018, Minas apresentava duas mortes causadas pela doença. Cinco dias depois, já tinha 13 casos confirmados, sendo seis óbitos, e 10 casos investigados. Em 11 de janeiro, eram 11 confirmações, nove mortes e 10 notificações em apuração.
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Em 15 de janeiro, o número de casos subiu para 12, com 11 óbitos, e 34 registros em investigação. O boletim seguinte foi divulgado em 17 de janeiro, com 22 casos, 15 mortes e 46 notificações em apuração. Janeiro terminou com 81 casos confirmados, 36 mortes e 208 casos ainda sendo investigados.

Em fevereiro, a escalada prossegue. O primeiro balanço no mês foi liberado no dia 6, quando 164 casos tinham sido confirmados, com 61 óbitos, e 301 exames ainda estavam pendentes. No boletim de semana passada, dia 13, foram incluídos 19 casos e 15 mortes. Agora, Minas segue com 39 casos confirmados e 10 mortes a mais em relação ao último balanço.

Do total de casos confirmados de febre amarela silvestre, 199 (89,6%) são do sexo masculino e 23 (10,4%) do sexo feminino. Todos os casos foram confirmados laboratorialmente. Até o momento, não há relato de vacinação para a febre amarela entre os casos confirmados.

Fonte: Estado de Minas

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou, nesta terça-feira (6), que 61 pessoas já morreram vítima da febre amarela no Estado. Entre a semana passada e esta foram confirmados 25 novos óbitos, já que na semana passada o registro era de 36 mortes. As cidades de Mariana, na região Central e Nova Lima, na região metropolitana da capital foram as que registraram mais mortes, seis cada uma. Belo Horizonte teve três mortes, mesmo número de Brumadinho, na região metropolitana.

Além disso, são 164 casos em investigação no Estado, sendo 151 pacientes do sexo masculino e 13 feminino. Dentre os casos confirmados nenhuma das pessoas tinham sido vacinadas. A média de idade dos pacientes com a doença é de 47 anos. O caso mais novo tem 3 anos e o mais velho 88. A letalidade da doença atualmente é de aproximadamente 37,2%.

"Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas Gerais está em torno de 83,38%. Ainda há uma estimativa de 3.299.174 pessoas não vacinadas contra a febre amarela, especialmente na faixa-etária de 15 a 59 anos de idade, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017. Entre os 853 municípios do Estado, 37,63% (321) delas não alcançaram 80% de cobertura vacinal; outros 33,65% (287) dos municípios tem entre 80% e 94,9% de seus moradores vacinados; com mais de 95%, estão 28,72% (245) das cidades mineiras com recomendação de vacina", informou a secretaria.

Outro período

No período de monitoramento 2016/2017 (julho/2016 a junho/2017) foram registrados 475 casos confirmados de febre Amarela em Minas Gerais, sendo que destes, 162 evoluíram para óbito.O último caso confirmado teve início dos sintomas no dia 09 de junho de 2017.

Fonte: O Tempo

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Minas já tem 1.204 casos de dengue em 2018

Segunda, 22 Janeiro 2018 21:06

Minas Gerais registrou, nestes primeiros 22 dias de janeiro, 1.204 casos prováveis de dengue, que são aqueles confirmados mais os suspeitos. Em todo ano de 2017, foram 28.431 contra os 520.985 casos de 2016. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, nesta segunda-feira (22).

Até o momento, há o registro de um óbito por dengue em investigação. Já em 2017, foram confirmados 15, além dos 13 em análise.

Chikungunya e Zika

Em relação à Febre Chikungunya, o Estado contabiliza 219 casos prováveis da doença neste mês contra 677 em janeiro de 2017, ano em que o número de casos deu um salto. Foram 16.728 ao todo. Em 2016, foram 462.

Ainda conforme o balanço da SES-MG, este ano não foi registrada nenhuma morte. Já em 2017, foram confirmados 13 óbitos por chikungunya, sendo maioria registrada no primeiro trimestre do ano, coincidindo com o período de maior incidência da doença.

Já em relação ao Zika Vírus, foram registrado seis casos prováveis este ano contra 755 casos em 2017.

Fonte: Hoje Em Dia

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Em decorrência do aumento dos casos de febre amarela em humanos na região metropolitana de Belo Horizonte e somente em macacos na região das Vertentes, a Prefeitura de Congonhas, por intermédio da Secretaria de Saúde, reforça junto a população a necessidade de vacinação de todos os moradores das áreas urbana e rural. Em dezembro, foi confirmada a circulação do vírus da febre amarela na cidade. Por isso, as equipes de Saúde da Família estão realizando a vacinação casa a casa nas áreas rurais de pessoas sem comprovação te já ter recebido a dose da febre amarela. No meio urbano, está sendo feito o levantamento nominal das pessoas com pendência de vacinação e o trabalho de convencimento destes usuários para que se imunizem.

As pessoas devem se imunizar na unidade de saúde mais próxima de sua residência, de segunda a sexta-feira, de 7h às 16h, e no horário do trabalhador, que se estende até às 19h um dia por semana em cada uma delas. Idosos, gestantes e mulheres amamentando, que anteriormente não eram vacinados, estão sendo avaliados criteriosamente e recebendo a vacina, caso não apresentem contraindicações.

Para se vacinar, basta levar o cartão de vacina e um documento de identificação. Quem ainda não o possui ou o perdeu deve procurar uma UBS para regularizar a situação. A única forma de impedir a contaminação pelo vírus é a vacina.

Por ser área endêmica (que é o local de circulação permanente do vírus) da febre amarela, Congonhas e todo o estado de Minas Gerais utiliza a dose integral da vacina, que tem validade para toda a vida, enquanto a fracionada vale somente por 8 anos.


Carnaval

A recomendação para quem vai viajar no Carnaval e ainda não está imunizado é receber a vacina até 10 dias antes, para estar devidamente protegido.

A Secretaria Municipal de Saúde se empenha, desde o surto do início de 2017, tem antecipado as atividades necessárias para evitar o surgimento de casos em humanos e proteger a população de Congonhas.

Publicado em Ultimas de Congonhas

A febre chikungunya continua a ser o principal motivo de preocupação para agentes de saúde do Estado entre as doenças urbanas transmitidas pelo Aedes aegypti. Foram registrados 67 casos prováveis dessa doença nos primeiros 15 dias de 2018, uma média de 4,4 registros por dia. As informações são do primeiro boletim epidemiológico de dengue, zika e chikungunya a ser divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) este ano.

Em 2017, registrou-se em Minas um grande número de casos prováveis de chikungunya: 16.776. Deste total de casos prováveis, 114 são gestantes e 58 foram confirmadas para chikungunya pelo critério laboratorial. Treze óbitos pela doença foram confirmados no ano passado, sendo dez de moradores de Governador Valadares.

Em 2016, foram confirmados os primeiros casos autóctones da doença (ou seja, relacionados a moradores do Estado): 462 notificações. Até 2015, todos os casos notificados eram casos importados de outros estados ou de outro país.

De acordo com a SES, os casos prováveis de chikungunya, em 2017, estavam concentrados nas Unidades Regionais de Saúde (URS’s) de Governador Valadares, Teófilo Otoni, Pedra Azul e Coronel Fabriciano.


Dengue

Foram registrados 476 casos prováveis de dengue em Minas Gerais e uma morte pela doença está sendo investigada, de acordo com o primeiro boletim epidemiológico de 2018 a ser divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

O dado não é alarmante quando comparado a números de anos anteriores. Foram notificados 4.850 casos da doença em janeiro de 2017 e 57.752 no mesmo período em 2016 – momento em que o Estado enfrentava um surto da doença.

Em 2017 foram confirmados 15 óbitos por dengue. As vítimas eram residentes nos municípios: Araguari, Arinos, Bocaiúva, Campim Branco, Curvelo, Ibirité, Leopoldina, Medina, Monsenhor Paulo, Patos de Minas, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São José do Divino, Uberaba e Uberlândia. Além desses, o Estado possui outros 13 óbitos que estão em investigação.

Ainda de acordo com o boletim, foram registrados três casos prováveis de zika em 2018, até o momento. Em 2017 foram registrados 754 casos prováveis de zika, sendo 135 em gestantes, desse total 71 gestantes foram confirmadas para zika pelo critério laboratorial.

Perigo de epidemia

A SES revela ainda que o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e o Levantamento de Índice Amostral (LIA) apontaram os municípios com maior probabilidade de vivenciar uma ocorrência de surto de doenças transmitidas pelo Aedes: Conceição da Aparecida, Mesquita, Bom Despacho, Governador Valadares e Central de Minas.

Os números de LIRAa e LIA de todo Estado apontaram que 16 municípios apresentaram índices de infestação predial (IIP) superiores a 3,9% – ou seja, situação de risco para ocorrência de surto –, 185 em situação de alerta e 641 em situação satisfatória.

Fonte: Hoje Em Dia

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Minas Gerais confirmou na terça-feira (9) mais duas mortes por febre amarela em 2018, totalizando três no ano. Os óbitos aconteceram em Carmo da Mata, na região Centro-Oeste, e em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em Carmo da Mata, a vítima foi Fabiano Corrêa, 38, que morava na área urbana do município. Em Nova Lima, a vítima foi um pintor de 46 anos, residente em São Paulo, que estava na cidade mineira para passar as festas de fim de ano com a família. O secretário de Saúde de Nova Lima, José Roberto Lintz Machado, afirmou que o município investiga outra morte que pode ter sido causada pela doença.

O pintor morreu na última sexta-feira e ainda não se sabe em qual Estado ele contraiu a doença. Em Carmo da Mata, a secretária de Saúde Nathalia Resende, disse a vítima possuía um sítio na comunidade da Forquilha de Baixo, zona rural do município, onde suspeita-se que a doença tenha sido contraída. Na manhã de terça-feira, funcionários da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Divinópolis foram para Carmo da Mata fazer um levantamento na região.

O primeiro óbito provocado pela doença neste ano no Estado foi confirmado na última sexta-feira em Brumadinho, na região metropolitana. A cidade tem também outra pessoa internada com sintomas da doença.

As estatísticas oficiais do Estado, no entanto, têm apenas um caso confirmado. Os outros devem entrar no boletim epidemiológico que será divulgado até sexta-feira.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divide o monitoramento da febre amarela em dois ciclos, sendo o primeiro entre dezembro de 2016, quando o surto começou, e junho de 2017. Nesse período, o Estado confirmou 435 casos da doença. No chamado segundo ciclo, foram confirmados oficialmente 11 casos no país, sendo um em Minas, de acordo com o Ministério da Saúde. Os outros também devem passar a integrar a lista federal até a semana que vem.

Para evitar a proliferação da doença, os parques das Mangabeiras e da Serra do Curral, e Mirante da Serra do Curral, todos na região Centro-Sul de Belo Horizonte, estão fechados. No parque estadual da Serra do Rola-Moça, a visitação está suspensa.

Vacinação. Na terça-feira, Carmo da Mata e Nova Lima reforçaram a vacinação. A cidade da região metropolitana informou que já tem 96% da população imunizada, mas pretende chegar a 100%.

Em Brumadinho, a imunização foi intensificada desde o fim da semana passada. (com Ailton do Vale)

Doses extras

Reforço. O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira o envio de 33,6 milhões de doses extras de vacina para os Estados do Sudeste e para a Bahia. Minas Gerais recebeu 8,5 milhões dessas doses.


SP, RJ e BA terão vacina fracionada

SÃO PAULO. Cerca de 19,7 milhões de pessoas deverão ser vacinadas contra febre amarela a partir de fevereiro em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Para conseguir uma imunização em massa nessas regiões, onde o vírus não circulava até então e, por isso, não havia recomendação para a vacinação, o governo vai fracionar as doses, aplicando 0,1 ml em cada pessoa, o equivalente a 20% da dose padrão.

“É uma medida emergencial”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Nosso objetivo é poupar vidas. Para isso, a ideia é utilizar doses fracionadas da vacina, feitas com 1/5 da dose padrão”, completou. Segundo ele, estudos mostram que a dose fracionada tem eficácia semelhante à da dose integral por um período de oito anos – a dose integral protege por toda a vida. Crianças menores de 2 anos receberão a dose integral.

O fracionamento é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de casos em animais e de casos de forma intensa e é necessário conter a transmissão rapidamente.

Fonte: O Tempo

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O medo de ser varrido sem qualquer chance de escapatória por uma onda de rejeitos de minério ficou mais evidente em Minas após o emblemático rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015. E voltou a se tornar pesadelo de gente que vive aos pés desses grandes maciços destinados a represas de resíduos depois que a Barragem de Casa de Pedra, em Congonhas, apresentou infiltrações graves. A estrutura precisou passar por intervenções urgentes e implantar um sistema de evacuação de emergência para que as cerca de 4.800 pessoas que residem a apenas 250 metros do complexo treinassem procedimentos de salvamento.

A exemplo dessas comunidades, muitas convivem com o medo de ser dizimadas como em Mariana, onde houve 19 mortes – uma das vítimas nem sequer teve o corpo localizado. Esse tipo de receio persegue diariamente quem mora, por exemplo, abaixo da Barragem de Capão da Serra, em Nova Lima, e vê obras sendo feitas no alto do represamento sem saber a que se destinam. Da mesma forma, habitantes de alguns bairros de Rio Acima, na Grande BH, ameaçados pelos rejeitos tóxicos da barragem abandonada da Mundo Mineração, um perigo que pode contaminar até mesmo o Rio das Velhas e comprometer o abastecimento da Grande BH.

De acordo com a procuradora de Justiça e membro da força-tarefa Rio Doce – que acompanha e cobra pelo Ministério Público de Minas Gerais ações após a tragédia do rompimento da Barragem do Fundão –, Andressa Lanchotti, há pelo menos 400 barragens de rejeitos no estado, sendo que quase 10% precisam ser monitoradas de perto devido aos perigos de ruptura, com efeitos graves para o meio ambiente e núcleos humanos. “Usamos o inventário da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), estudos técnicos do MP com indicadores de quais estruturas estão em risco, dados estatísticos de processos, inquéritos civis e chegamos ao número de 37 barragens. Mas não dá para falar com segurança que além dessas não tenhamos outras em situação de risco”, afirma a procuradora, que destacou a necessidade de ampliar a fiscalização e de aprovar as leis que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) há dois anos para que haja um fortalecimento desse controle de implantação e garantias dos empreendimentos. A Feam aponta a existência de 50 barragens sem garantia de estabilidade, nem todas de rejeitos.

A falta de informações tem assustado pessoas de comunidades que ficam abaixo da área do represamento de 47 metros de altura da Barragem de Capão da Serra, também conhecida como Barragem de Pasárgada, em Nova Lima, na Grande BH. Há pelo menos 50 residências no traçado considerado de risco. O temor aumentou principalmente quando os operários que faziam as intervenções pintaram grandes seções com tinta branca, marcando locais bem no meio da estrutura de alvenaria que segura 2,23 milhões de metros cúbicos de rejeitos e água sobre suas casas. “O pior é não saber. Não avisaram nada para ninguém. Aí, quando vi que estavam pintando os locais de intervenção bem no meio da represa, o medo de a casa onde vivo com minha família ser atingida cresceu demais. Fui até lá com um GPS e depois medi o nível da minha casa. Está perto, mas espero que não me atinja”, disse um morador do condomínio Pasárgada, que alega razões particulares para não ter o nome revelado.


MEDIDA PREVENTIVA Abandonadas desde 2012, as duas barragens da Mundo Mineração, em Rio Acima, foram assumidas pelo governo de Minas Gerais neste ano, justamente para garantir que os minerais tóxicos acumulados não atinjam moradias e acabem ingressando em corpos hídricos da região. O pior dos cenários seria a poluição desastrosa do Rio das Velhas, justamente antes da captação realizada pela Copasa em Nova Lima, responsável por abastecer cerca de 3 milhões de pessoas da Grande BH. Ainda que sob essa ameaça, poucas pessoas do entorno sabem do potencial de gravidade. “Não tenho conhecimento sobre a barragem, só sei que existe. Muita gente fala sobre ela. Já ouvi falar que ela pode uma hora romper. Acho que a tendência é que pegue (a onda de rejeitos) umas fazendas e chegue até o Rio das Velhas. O pessoal depois do reservatório (captação da Copasa) depende dessa água, e a mineração de ouro é contaminada, pode acabar com tudo”, observa o aposentado Antônio Bosco Ribeiro, de 64 anos, morador de um dos bairros com risco de ser atingido em caso de rompimento, o Vila Nossa Senhora do Carmo.

A reportagem encontrou no local uma equipe de pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que faz levantamentos sobre as condições das estruturas e possíveis contaminações de lençóis freáticos e de corpos hídricos superficiais. De acordo com esses pesquisadores, não foram identificados riscos imediatos, apesar de as instalações estarem abandonadas e não terem passado pelo procedimento de segurança que envolveria o encerramento das atividades num empreendimento daquele porte. Os representantes do centro confirmaram que vários tipos de tóxico de uso tradicional no processo de produção de ouro se encontram dispostos nas barragens de rejeitos revestidas por membranas. Um desses tóxicos é o cianeto, que, quando em contato com o homem ou os animais em quantidade elevada, pode levar à morte em pouco tempo por parada cardiorrespiratória.


Comunidade impede implantação de barragem que teria três vezes o volume da de Fundão

Se a luta das comunidades de áreas ameaçadas em caso de rompimento das barragens de rejeitos é para que as estruturas sejam monitoradas e apresentem garantias de estabilidade, há mineiros que travam outra batalha: a resistência à instalação de empreendimentos que venham a tirar a sua paz. Uma dessas estruturas é a Barragem Maravilhas 3, que a mineradora Vale deseja construir em Itabirito, próximo ao limite com Nova Lima, na Grande BH. Depois de conseguir a Licença de Implantação em setembro, sendo confirmada em novembro pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), o início das obras está ainda suspenso por força de liminar na Justiça concedida em favor do Ministério Público (MP). O barramento tem alto potencial poluidor por ter dentro de sua área de alagamento condomínios de Nova Lima como o Estância Alpina e o Vale dos Pinhais, além de ameaçar diversos corpos hídricos e a própria captação de água da Copasa no Rio das Velhas, responsável pelo abastecimento de 3 milhões de habitantes da Grande BH.

A Vale afirma que a construção segue todos os trâmites e exigências legais. O barramento está projetado para alcançar uma altura máxima de 86 metros, com capacidade para conter 108 milhões de metros cúbicos (quase três vezes o volume da Barragem do Fundão, em Mariana, que rompeu em 2015, matando 19 pessoas e desalojando milhares).

A mineradora admite que a construção ainda não tem data definida, mas que será feita pelo método de alteamento para jusante (na direção de onde a água deixa a estrutura), com um alteamento com aterro compactado e fundação sobre terreno natural previsto em projeto. “Esta metodologia permite compactação de todo o corpo da barragem, melhor controle da drenagem interna e maior resistência a sismos, além de não apresentar risco de liquefação do maciço”, indica a empresa, numa referência à técnica construtiva mais tradicional e atualmente malvista, de alteamento a montante (na direção de onde a água vem), que é sujeita a vários problemas. A técnica a montante era a utilizada na Barragem do Fundão, em Mariana, e tem sido alvo de endurecimento de exigências pelas propostas de legislação que tramitam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais há dois anos, desde a época da maior tragédia socioambiental do Brasil.

A Vale sustenta que a construção da represa é necessária para dispor os rejeitos provenientes das Instalações de Tratamento de Minério (ITM) das Minas do Pico e Vargem Grande, que atualmente correspondem à produção de cinco unidades industriais. Informou, também, que foi desenvolvido o estudo de ruptura hipotética (uma simulação da extensão de estragos em caso de a barragem se romper) com a elaboração de mapa de inundação, que consta no Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM). “Para a barragem de Maravilhas 3, os estudos foram desenvolvidos em cumprimento ao processo de licenciamento ambiental e o documento PAEBM será protocolado na Defesa Civil municipal e estadual quando da entrada de operação desta estrutura”, acrescentou a empresa por meio de nota.

REUNIÕES Uma alegação adicional da Vale é que, durante o processo de licenciamento, foram realizadas reuniões com as comunidades próximas ao empreendimento, bem como com a Defesa Civil municipal de Itabirito para a “apresentação das ações associadas à gestão de segurança e às atividades em desenvolvimento de prontidão para gestão de emergências de barragens, como por exemplo o cadastro das pessoas dentro da zona de autossalvamento, a implantação de sistema de sirenes e a proposta de rotas de fuga e de pontos de encontro”.


Empresa liga obras a manutenção preventiva

Responsável pela Barragem de Capão da Serra (Pasárgada), a Vale informou, por meio de nota, que as obras fazem parte do processo de manutenção preventiva e não estão relacionadas a reforço estrutural. “Ressalta-se que a barragem tem laudos e declaração que garantem estabilidade geotécnica e hidráulica, atestada por auditor externo independente, conforme legislação estadual e federal”. A mineradora afirma ter entrado em contato com as populações em possível área de alagamento, ao contrário do que essas pessoas têm assegurado. “Em reuniões anteriores, realizadas com o condomínio durante o desenvolvimento dos projetos, foi repassada a informação de previsão de execução da obra em questão, assim como o início da obra”. Capão da Serra é uma barragem de contenção de sedimentos “para controle ambiental da operação da pilha de estéril e acessos da mina de Tamanduá”.

Segundo a empresa, foi desenvolvido um estudo de ruptura hipotética, com a elaboração de mapa de inundação, que consta no Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM) protocolado na Defesa Civil municipal e estadual desde junho de 2015, com revisão e novo protocolo realizado em junho de 2016. “Já foi feito o cadastramento das pessoas dentro das zonas de autossalvamento (ZAS) e a devolutiva para a comunidade já está agendada”, informou a nota. A reportagem não conseguiu contato com representantes da extinta Mundo Mineração, de Rio Acima.

barragens listas

Fonte: Estado de Minas

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As comemorações de fim de ano e de vitórias dos times de futebol podem passar a ser realizadas sem os típicos estouros de fogos de artifícios e foguetes. O deputado estadual Fred Costa (PEN) protocolou nessa quarta-feira (3) um projeto de lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que emitam qualquer tipo de som em Minas Gerais. A motivação, segundo o parlamentar, foi o sofrimento que o barulho deste tipo de artefato causa nos animais, que têm a audição mais sensível do que a humana. No entanto, Costa lembra que o barulho afeta também enfermos, crianças, autistas, entre outros.

“É uma questão de saúde pública e bem estar. O barulho dos fogos de artifício é extremamente invasivo”, disse. A multa para a empresa que vender o produto será de cerca de R$ 32,5 mil e para quem comprar, de R$ 16 mil.

Se o projeto virar lei, as festas de fim de ano da família da confeiteira Érika Monduzzi, 38, serão diferentes. Há três anos ela e o marido deixaram de passar o réveillon na orla da lagoa da Pampulha porque a filha, hoje com 3 anos e 7 meses, começou a se desesperar com o barulho. Neste ano, a família passou a virada em casa, mas não escapou do barulho, que deixou a pequena muito assustada. “Ela sentou no sofá e chorou, aquele choro de pavor mesmo, me pedindo para parar”, contou Érika. O pânico durou de meia-noite até 1h.

A comerciante Márcia Cândida Ferreira Silva, 34, também tem problemas com o barulho. O filho dela é autista e tem 9 anos. Por anos, ele ficava bastante irritado. “Fui orientando que ele tampasse os ouvidos, e ele foi superando. Mas, quando soltam aqueles foguetes, tipo bombas, ele fica agitado”, diz. A comerciante também tem duas cadelas “que ficam bastante agitadas com os barulhos e se escondem como podem”.

“Impossível”. Apesar de já existirem no mercado fogos silenciosos, o coordenador do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais, Américo Libério da Silva, diz que “é quase impossível” produzí-los, sem dar muitos detalhes.

Santo Antônio do Monte, junto com outras seis cidades do Centro-Oeste de Minas, é o maior polo produtor dos explosivos no país. Ele teme que haja desemprego se o projeto for aprovado.

Senado faz consulta sobre o tema

O site do Senado Federal iniciou uma consulta com relação à proibição da venda de fogos de artifício e rojões que produzem ruídos em todo o território nacional. A iniciativa precisa alcançar 20 mil apoiadores para virar uma sugestão legislativa e ser debatida com os senadores. Os interessados têm até o dia 17 de abril para expressar sua opinião no site da Casa. Até as 19h dessa quinta-feira (4), já eram mais de 4.200 apoios.

Neste ano, o tema ganhou força com iniciativas como a do cartunista Mauricio de Sousa, que cancelou o show pirotécnico em seu sítio para evitar o barulho, e com relatos como o de uma moradora de Cotia (SP), que contou que sua cadela morreu em decorrência de um foguete que caiu em sua casa.


SAIBA MAIS
Precursora. Na cidade italiana de Collecchio, são usados apenas fogos que emitem luz, sem explosões, há dois anos. Este ano, Poços de Caldas, no Sul de Minas, aderiu ao show de fogos silencioso.

Lei do Silêncio. A reportagem questionou a Prefeitura de Belo Horizonte se a o barulho causado pela explosão dos fogos de artifício fere a Lei do Silêncio – que é municipal. Em nota, a PBH respondeu que “a emissão de som ou ruído pode gerar perturbação do sossego. Contudo, o trabalho da fiscalização obedece aos padrões e critérios definidos pela legislação municipal 9.505/2008, sendo direcionado para os ruídos provenientes da realização de atividades econômicas”.

Fonte: O Tempo

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Em Minas Gerais, houve uma queda significativa no número de nascimentos entre 2015 e 2016, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) junto a cartórios de registro civil. Foram 253.3891 nascimentos registrados, uma redução de 5,4%.

Nos últimos cinco anos, houve sempre crescimento no número de nascimentos no Estado – 2.747.373 em 2010 e 2.945.445 em 2015. Segundo a analista do IBGE em Minas Luciene Longo, há uma hipótese para a redução acentuada.

“A redução mais expressiva no número de nascimentos provavelmente está relacionada à epidemia de zika vírus. Percebemos que houve uma grande campanha entre os médicos, nesse período, pedindo para as mulheres adiarem a gravidez. Tanto que Pernambuco foi o Estado onde teve a maior redução no número de nascimentos. Lá a queda foi de 10%”, diz Luciene, lembrando que o os nascimentos caíram 5,1% em todo o país nesse período. A crise econômica, seria, segundo o IBGE, outro fator que teria contribuiído para adiar os planos de maternidade.

Nos anos de 2015 e 2016, houve uma epidemia de zika vírus em vários Estados brasileiros e a doença foi associada ao grande número de nascimentos de crianças com microcefalia. Pernambuco foi o Estado que registrou o maior número de casos.

A maior concentração dos nascimentos se dá no grupo etário de mulheres de 25 a 29 anos, evidenciando um perfil mais envelhecido da curva de distribuição dos nascimentos por idade da mãe (24,4%).

Fonte Hoje em Dia 

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Com a maior malha rodoviária do país, Minas Gerais é o Estado que mais precisa de investimento em suas rodovias, segundo a pesquisa de qualidade das rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT). São R$ 9,2 bilhões necessários para reconstruir, restaurar e fazer a manutenção de trechos com problemas. No Estado, apenas 11,7% do pavimento está em perfeitas condições, aponta o estudo divulgado nesta terça-feira (7). Em todo o Brasil, seriam necessários R$ 51,5 bilhões. Com isso, rodar em Minas fica 32,4% mais caro para motoristas e transportadoras em função de falta de segurança, mais manutenção dos veículos e maior consumo de combustível. Esses problemas encarecem o custo em 27% na média do país.

A avaliação das rodovias no Estado também foi pior que a média nacional na comparação com o ano passado. Foram avaliados 15.076 km em Minas. Desses, 10.526 km (69,8% das vias) estão em condições regulares, ruins ou péssimas, considerando pavimento, sinalização e geometria (se é pista simples ou duplicada). Em 2016, esse índice mineiro foi de 58,2%. No país, o aumento foi menor: passou de 58,2% em 2016 para 61,8% em 2017.

Segundo o diretor executivo da CNT Bruno Batista, a queda da qualidade das rodovias, tanto no Estado como no país, está ligada à falta de investimentos públicos. “Com a retomada do crescimento econômico, é inadiável retomar os investimentos em infraestrutura”, afirma Batista. Em 2011, os investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foram de R$ 11,21 bilhões; em 2016, caíram para R$ 8,61 bilhões, e neste ano, até o mês de junho, foram de R$ 3,01 bilhões.

“O modal rodoviário é o principal da logística no Brasil, isso significa que aumento de custo para rodar impacta o preço para todos os consumidores”, afirma o professor de economia do Ibmec Felipe Leroy.

Segundo Batista, 62% de toda a carga no país é transportada nas rodovias, mas, se o minério for retirado dessa conta, o percentual passa para 90%. “Todos os setores, portanto, são impactados pela falta de infraestrutura rodoviária, e quem paga a conta é o consumidor final”, avalia o dirigente.

“Sabemos da situação fiscal dos governos de Minas e do país, a falta de recurso é grande. Mas é preciso melhorar os níveis de investimento, priorizar o planejamento e aumentar a fiscalização das obras”, opina Batista.

Trechos privados também pioraram

As rodovias em concessão em Minas Gerais tiveram uma avaliação melhor do que as públicas. Segundo o estudo da CNT, 74,4% das vias concedidas foram avaliadas como boas ou ótimas. Já nas públicas, 79,7% da extensão é considerada regular, ruim ou péssima.

No país, os índices são melhores, mas as concedidas tiveram piora na avaliação. Em 2017, 74,4% atingiram a classificação ótimo ou bom. No ano passado, esses índices foram de 78,7%.

“As concessões são uma solução para um problema que precisa ser resolvido emergencialmente”, avalia o professor de economia do Ibmec Felipe Leroy. Para o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, as concessões “são um bom remédio, mas não resolvem o problema sozinhas”. “Investimento público é necessário”, diz.

Quase todos os pavimentos têm avarias

Minas Gerais tem 89,3% do pavimento de suas rodovias com alguma avaria. São 97 trechos de pavimento totalmente destruído identificados pela pesquisa da CNT. A extensão com pavimento desgastado é de 49,5%.

A pesquisa identificou ainda 23 pontos críticos. São 13 trechos com erosões na pista, sete com buracos grandes e três com quedas de barreira que colocam em risco o condutor ao trafegar pelas rodovias no Estado.


E mais...

Extensão. Pesquisa CNT de Rodovias avaliou 105.814 km de rodovias no país.

Sinalização. É o aspecto que mais se deteriorou em 2017. A maior parte da sinalização, 59,2%, foi considerada regular, ruim ou péssima.

Acidentes. Foram 96.362, com 6.398 óbitos, em 2016, nas rodovias federais policiadas e resultaram em um custo de R$ 10,88 bi.

Pior trecho do país. Natividade (TO) a Barreiras (BA): BA–460, BR–242, TO–040 e TO–280.

Melhor trecho do país. São Paulo (SP) – Limeira (SP): SP–310/BR–364, SP–348.

Fonte: O Tempo

Publicado em Regional

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