Moradores de comunidades ameaçadas pela Barragem Casa de Pedra – que somam cerca de 4.800 pessoas –, em Congonhas, e ativistas que denunciam o perigo de rompimento dessa estrutura têm feito campanha e marcaram para hoje, às 15h, uma manifestação pela permanência do capitão Ronaldo Rosa de Lima. O oficial do Corpo de Bombeiros tem ajudado a fazer a articulação entre os ameaçados, o estado e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e acabou sendo alvo de uma ordem de transferência do comado da corporação, um dia após ter declarado à reportagem do Estado de Minas que “não há risco iminente, mas essa (a Barragem Casa de Pedra) é uma barragem propensa ao rompimento. Sobretudo agora, com a chegada da estação de chuvas”.

Desde a última quinta-feira, a reportagem do EM mostra que a situação de estabilidade do barramento é delicada e envolve grupo de ações do governo do estado. E preocupa as comunidades do entorno da barragem.

A apreensão sobre esse barramento de rejeitos de minério de ferro começou depois que apareceram infiltrações no paredão de 80 metros do Dique de Sela, que é uma das estruturas da Barragem Casa de Pedra. Tal situação obrigou a CSN a providenciar reparos emergenciais que duram até hoje. As ombreiras dessa construção, que são o seu apoio sobre morros naturais, apresentaram, de acordo com parecer técnico da Central de Apoio Técnico (Ceat) do Ministério Público (MP), fator de estabilidade de 1,3, sendo que o mínimo exigido pela legislação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é 1,5. De acordo com a CSN, as obras executadas no dique conseguiram elevar esse fator de estabilidade para 1,6 e 1,7 nos dois lados do barramento, mas as obras continuam.

Desde o início dessas obras, o capitão tem sido insistente em exigir, em audiências públicas e entrevistas, a implantação de um plano emergencial de evacuação para os bairros Cristo Rei, Gran Park, Eldorado e Residencial, todos com residências que chegam a estar a 250 metros do dique que tem sido reparado. Na edição de sábado, o EM mostrou parte de um despacho interno assinado pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Cláudio Roberto de Souza, que determina a transferência do capitão Ronaldo Rosa de Lima de Conselheiro Lafaiete – unidade responsável por Congonhas – para Barbacena, com o envio do comandante de Barbacena, capitão Rodrigo Paiva de Castro, para Lafaiete. A data do documento é exatamente a mesma do dia em que a reportagem com a declaração do capitão foi veiculada, dia 10 deste mês, sexta-feira.


MOVIMENTO O chamado para a manifestação que tem circulado por redes sociais traz a hashtag #ficaronaldo e os dizeres: “Somos solidários com quem fala a verdade e trabalha em prol da população. Diga não à transferência do capitão Ronaldo”. A manifestação está marcada para ocorrer em frente à Prefeitura de Conselheiro Lafaiete. A reportagem apurou que, apesar de a postagem estar circulando entre as comunidades, não há, ainda, um movimento intenso de pessoas de Congonhas se preparando para ir a Lafaiete, até porque os bairros suscetíveis a um possível rompimento são humildes e não muito articulados.

Procurado, o capitão Ronaldo preferiu não comentar a sua transferência por se tratar de um assunto interno da corporação. “Ainda sou o comandante, até que haja a publicação da transferência, mas prefiro não comentar esse fato que foge à minha competência técnica”, disse. A reportagem entrou em contato com o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Cláudio Roberto de Souza, que não quis opinar sobre o fato. “Isso (a manifestação) não diz respeito aos Bombeiros e por isso não tenho nada a comentar sobre o assunto”, afirmou.

Um dos organizadores do movimento pela permanência do bombeiro é o engenheiro de segurança de Conselheiro Lafaiete, Fernando Cardoso, de 38 anos. “O capitão está sendo vítima de uma grande injustiça. Algo meramente político, contra um profissional que fez alertas e procurou a segurança da comunidade. Conversei com ele, e ele está receoso de falar, mas percebe-se que está muito chateado com tudo isso que está acontecendo”, disse. De acordo com o engenheiro, cerca de 36 mil pessoas já reagiram à hashtag #ficaronaldo e por isso ele espera que a pressão exercida sobre os Bombeiros mantenha o oficial em sua posição. “Aqui em Lafaiete ele é muito querido. Quando era tenente, trouxe a prevenção de incêndios para a região. Tinha 11 bombeiros no seu efetivo, em duas salas. Hoje, ele praticamente criou um batalhão com heliporto, piscina, torres para salvamento em altura, foi uma pessoa que transformou Conselheiro Lafaiete e por isso é querido e respeitado por todos”, afirmou Cardoso.


Plano de evacuação

A CSN informou que está agindo com a Prefeitura de Congonhas para implementar um plano de evacuação para a população que vive à beira da Barragem Casa de Pedra. Duas sirenes estão em instalação para emitir os alertas para a população e os trabalhadores da companhia, uma delas na barragem e outra no Bairro Lucas Monteiro. Outras três estão previstas e devem ser implantadas até 15 de dezembro, que é o prazo dado pelo Ministério Público para as adequações. Um cadastramento da população ameaçada foi feito para se saber quais são as pessoas com dificuldades de locomoção, crianças e idosos.

A empresa também informou que novos mapas de inundação, com resoluções melhores e que mostram como se comportaria a onda de rejeitos em caso de rompimento, foram entregues à Defesa Civil no dia 1º deste mês. Três espaços definidos como abrigos foram indicados para servir de refúgio: CET, Escola Judith e Lar dos Idosos. Foram levantados oito pontos de encontro, sendo um deles num lote vago do Bairro Residencial; na Praça do Bairro Dom Oscar; em frente à Escola Pingo de Gente; no campo de futebol Fonte dos Moinhos; na Romaria; em frente ao Clube Recanto da Serra; no lote vago no Bairro Eldorado; e em frente ao Clube Astra. Foram cadastradas 1.367 casas em áreas que sofreriam algum tipo de dano.


Ações preventivas

A Coordenadoria Estadual de Minas Gerais sustenta que o grupo do governo de Minas que atualmente desenvolve ações preventivas e emergenciais junto à comunidade vizinha à Barragem Casa de Pedra não é sigiloso. Segundo o major Rodrigo de Faria, coordenador-adjunto do órgão, a força-tarefa que integra diversas secretarias, Polícia Militar, Bombeiros, Defesa Civil, entre outros órgãos, foi criada em dezembro de 2016 para dar resposta a qualquer tipo de ocorrência relacionada às consequências das chuvas. Segundo o major, os membros se reúnem semanalmente e, diante das notícias veiculadas sobre uma situação de risco na barragem, o grupo colocou o assunto em pauta para avaliar os efeitos da temporada chuvosa na estrutura mantida pela CSN. O major também comenta a atual situação do barramento que, segundo ele, está estável. “Em vistoria feita na barragem pelo órgão federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) na última quarta-feira, não foram constatadas anomalias”, disse.

Fonte: Estado de Minas

Publicado em Ultimas de Congonhas

A 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete terá uma impactante mudança nos próximos dias. O capitão Ronaldo Rosa de Lima teve a sua remoção assinada pelo comando do Corpo de Bombeiros. A transferência do comandante da companhia foi assinada um dia depois de se pronunciar a respeito da barragem da CSN em Congonhas na qual ele confirma a preocupação com a estabilidade da estrutura, revelada pelo jornal Estado de Minas na edição de quinta-feira, 09/11.

Segundo o jornal, o documento anuncia a troca do comando do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete, unidade que responde pelo município de Congonhas. O oficio ainda não foi oficialmente publicado, mas nele consta o afastamento do capitão Ronaldo Rosa de Lima, designando-o para trocar de posto com o também capitão Rodrigo Paiva de Castro, que comanda a unidade do Corpo de Bombeiros em Barbacena.


Preocupação

Na matéria publicada pelo Estado de Minas, o capitão Ronaldo relatou a preocupação com a segurança de moradores que vivem abaixo da barragem de rejeitos da CSN, considerada “propensa a rompimento”. Segundo matéria do jornal, a estrutura se ergue em um maciço de 80 metros de altura com 9,2 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério, a apenas 250 metros das primeiras moradias vizinhas. Desde 2016, a mineradora luta para estabilizar, por meio de obras emergenciais, infiltrações na base do Dique de Sela.

Sobre a remoção do capitão, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros em Minas, coronel Cláudio Roberto de Souza, que assina o documento, disse por telefone ao Estado de Minas que a decisão é “assunto interno”. Segundo ele, as transferências na corporação são feitas semanalmente. “Esse rodízio é normal, natural e corriqueiro”, sustenta. O coronel completou: “No caso específico, não foi publicado nada ainda. O ato precisa de publicação”, afirmou. O oficial, porém, nega que a decisão tenha relação com comentários do capitão Ronaldo de Lima sobre a barragem Casa de Pedra. “Não tem nenhuma relação. E, inclusive, quem fala sobre esse assunto é o grupo especial formado dentro do governo para isso”, afirmou.

Desde a quinta-feira, reportagens do Estado de Minas mostram que a estabilidade da barragem preocupa tanto que o governo de Minas chegou a formar reservadamente um grupo de ação emergencial para elaborar saídas para o socorro das pessoas ameaçadas, independentemente de ações da empresa. Já a CSN afirma sempre ter seguido a legislação e admite que passou a tomar atitudes mais efetivas de garantia da segurança das populações suscetíveis após o endurecimento da legislação federal de segurança de barragens, em maio deste ano.

O capitão Ronaldo Rosa de Lima está a frente do Corpo de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete desde a instalação em 2009, e sempre prestou relevantes serviços a comunidade da região do Alto Paraopeba e Vale do Piranga.

Fonte: Lafaiete Agora

Publicado em Regional

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou, nesta segunda-feira, que não garantiu a estabilidade da Barragem Casa de Pedra (BCP),

Publicado em Ultimas de Congonhas

O Ministério do Trabalho determinou a interdição das atividades de operação da Barragem Casa de Pedra (BCP),

Publicado em Ultimas de Congonhas

Um parecer técnico do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apontou risco de rompimento na barragem Casa de Pedra, em Congonhas, Região Central de Minas Gerais.

Publicado em Ultimas de Congonhas

Um GM Agile vermelho, estava estacionado na rua Wilson Fernandes Matozinhos, no bairro Nova Cidade, enquanto seu dono participava de uma confraternização em uma casa logo em frente, no começo da noite deste domingo, 25.

Após o término do evento, ao retornar para seu veículo, o homem notou que havia um risco em toda a lateral direita do automóvel.

A vítima entrou em contato com o proprietário da casa ao lado para ver se o sistema de câmara existente na residência teria capturado o momento do dano e o autor do ato de vandalismo. O vizinha não apenas lhe mostrou as imagens como também identificou o meliante como sendo um rapaz morador de uma casa ali perto.

Neste momento o homem chamou a Polícia Militar que compareceu no local para registrar a ocorrência de dano. Os militares realizaram contato com a mãe do autor, que também teve acesso às imagens e identificou o filho como o responsável pelo risco no carro. Ela ficou responsável pala indenização do dano causado no veículo da vítima.

Publicado em Ultimas de Congonhas

Cinco barragens de rejeitos de minério estão interditadas em Minas por suas responsáveis não terem entregue o Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração (PAEBM) às prefeituras e Defesas Civis municipais e estaduais.

Em janeiro, o documento foi exigido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para todas as estruturas de médio e alto risco do país. A decisão foi tomada após o desabamento da barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015. O DNPM havia dado prazo de 15 dias, encerrado em fevereiro, para as mineradoras apresentarem o protocolo de entrega do plano. Minas Gerais possui 157 barragens com alto potencial de dano ambiental – 84% do total do país, 185.

As barragens só serão desinterditadas quando a pendência estiver sanada, conforme o DNPM informou ontem. O órgão, ligado ao governo federal, é responsável pela autorização de funcionamento das estruturas, e só mapeou agora as empresas que não cumpriram o prazo.

Os cinco barramentos interditados estão localizadas na região metropolitana de Belo Horizonte e possuem alto potencial de dano ambiental e social. Todas elas já se encontravam paralisadas antes mesmo de serem embargadas. Porém, se quiserem voltar a operar, só poderão se apresentarem o PAEBM. Enquanto isso, ficam, provisoriamente, vedadas as atividades de acumulação de água ou de disposição de rejeitos de mineração.

O plano estabelece medidas que devem ser executadas em situações de ruptura, identifica quais são os possíveis riscos e as ações preventivas a serem adotadas. No caso da barragem de Fundão, que se rompeu em Mariana, na região Central de Minas, e deixou 19 mortos, o documento não previa uma estratégia para alertar diretamente os moradores do subdistrito de Bento Rodrigues, o mais afetado.

A interdição das estruturas pode ser o primeiro passo para que as operações das minas de minério sejam interrompidas em caso de descumprimento. O DNPM contratou, em janeiro, uma empresa para fazer um “pente fino” em 220 barragens mineiras com potencial de dano ambiental. O trabalho será finalizado em junho.

Desinterditada. Além das cinco barragens citadas, a estrutura da Mina Oeste (Somisa), da Usiminas Mineração S/A, também chegou a ser interditada pelo DNPM, mas já apresentou o protocolo de entrega do PAEBM, e foi liberada em seguida. Esse era o único reservatório que não estava paralisado antes da interdição. As mineradoras autuadas ainda possuem um prazo de dez dias para apresentar recurso junto ao departamento nacional.

Sumida. A Mundo Mineração, responsável por duas barragens interditadas, da Mina Engenho, não foi encontrada. Mesmo desativada, oferece risco aos ribeirinhos que ocupam as margens do rio das Velhas e os
donos desapareceram e abandonaram as estruturas.

Recurso. A Vale esclareceu que a interdição do Dique Ipoema, ocorrida no último mês de março, está sob recurso junto ao DNPM, pois as características do dique não o enquadram nas condições mínimas para ser classificado nos termos da Política Nacional de Segurança de Barragens. “A estrutura não possui irregularidades ou risco que sustentem a interdição”.

Outro lado. A MMX Sudeste Mineração também entrou com recurso requerendo a desinterdição das barragens B1 e B2 Tico Tico porque a primeira estrutura é de menor porte (próxima de uma maior e com plano entregue) e a outra tem potencial de dano médio, ficando assim, legalmente desobrigadas a possuir o PAEBM.

Esclarecimentos da MMX:

1) A MMX entende que está desobrigada legalmente de possuir um PAE a Barragem B2, uma vez que a mesma se enquadra na Categoria D, de médio potencial associado;

2) A estrutura denominada Barragem B1 TicoTico situa-se logo aa jusante da Barragem B1 auxiliar, que é a maior estrutura de contenção da Mina Tico Tico. A Barragem B1é uma estrutura de porte bem menor, que atualmente possui a função de clarificar os efluentes liquidos das barragens de contenção de rejeitos B2 e B1 auxiliar, e armazenar água para reuso industrial. Sendo assim, o PAEBM da barragem B1 Auxiliar necessariamente abrange a área Barragem B1.

Posicionamento da Vale:

Em 16/3/2016, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) lavrou o Auto de Interdição determinando a suspensão das operações do Dique Ipoema, localizado no município de Itabira/MG. A Vale esclarece que a citada interdição está sob recurso administrativo junto ao DNPM com base nas informações que efetivamente correspondem à realidade das condições técnico-operacionais do dique, destacando que as características do dique não o enquadram nas condições mínimas para ser classificado nos termos da Política Nacional de Segurança de Barragens e em linha com as informações prestadas no Relatório Anual de Lavra ano-base 2015. Dessa forma, a estrutura não possui irregularidades ou risco que sustentem a interdição recorrida e a Vale confia na reversão dessa decisão pelo DNPM.

Fonte: O Tempo

Publicado em Regional

Após quase cinco meses do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas, e promessas de melhorias e fiscalizações severas nos demais reservatórios do Estado, a situação requer atenção em Minas Gerais. Dados do Inventário de Barragens de 2015, divulgado nesta terça pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), apontam que, das 710 estruturas avaliadas no ano passado, 19 apresentam riscos de rompimento e outras 16 têm avaliação inconclusiva por falta de dados repassados pelas empresas.

Ao todo, 675 barragens apresentam estabilidade garantida conforme o relatório. A afirmativa, porém, pode não significar muita coisa, uma vez que a própria barragem de Fundão, no inventário de 2014, era tida como segura. Atualmente, conforme o órgão estadual, para uma barragem receber a comprovação de segurança, ela deve passar por uma inspeção de um auditor especialista – que não deve ser funcionário da empresa em questão analisada. A situação é criticada por especialistas.

“Não desmerecendo o trabalho dos auditores, mas o Estado é quem deveria ter todo o controle dessa avaliação. Só que, infelizmente, falta gente para isso. E outra: todo esse processo feito pelo Estado é burocrático, quando, na verdade, ele deveria ser técnico e científico”, afirmou o professor Carlos Barreira Martinez, coordenador do Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Minas Gerais.

Segundo a Feam, as estruturas analisadas foram classificadas de três formas: classe I, de baixo potencial de dano ambiental; classe II, de médio potencial de dano ambiental; e classe III: de alto potencial de dano ambiental. Das 35 barragens que não foram classificadas como seguras, oito delas são da classe III, oito de classe II, e 19 da classe I.

“Não quer dizer que elas (as barragens) estão em iminente risco, mas que merecem atenção. Estamos acompanhando de perto e cobrando as medidas necessárias das empresas”, afirmou Renato Teixeira Brandão, diretor de gestão de resíduos da Feam. Ele ressaltou que o trabalho de análises dos documentos das empresas também é importante.

Ainda segundo o órgão, ao todo, foram realizadas 281 fiscalizações em diferentes estruturas em 2015, com a aplicação de 87 autos de infração. Em 2014, foram 258. Esse trabalho é feito após denúncia e em reservatórios que não apresentaram a documentação correta ou que não têm “estabilidade garantida”.

Cidades. O inventário mostra que a cidade que possui o maior número de estruturas com riscos ambientais é Congonhas, na região Central de Minas. São cinco barragens sem estabilidade garantida. “Desde Mariana, o assunto causa preocupação. A cidade é tomada por mineradoras, e a gente fica com medo”, disse o contador Augusto Sales, 46, morador do município.


Outro lado

A reportagem procurou as três empresas que mais aparecem com estruturas tidas como não estáveis pela Feam. Veja as respostas:

Vale. “As barragens citadas estão em processo de obtenção de declaração de garantia de estabilidade e são inspecionadas e monitoradas por geotécnicos qualificados, obedecendo a um plano de adequação que se encontra protocolado junto ao órgão ambiental estadual”.

Samarco. “A Samarco reitera que suas estruturas de barragem e de diques encontram-se estáveis. Tais estruturas estão sendo monitoradas em tempo real por meio de radares, câmeras e inspeções diárias, realizadas pela equipe técnica da empresa. Além disso, foram feitas obras para normalizá-las”.

Usiminas. “A Mineração Usiminas esclarece que todas as suas barragens têm estabilidade garantida pelos auditores. Já os diques, que não contêm rejeitos e são estruturas significativamente menores, são classificados pela Feam como classe I, sendo monitorados e inspecionados permanentemente. A empresa já está finalizando estudos para adequação dos documentos ao padrão exigido pela auditoria”.

Fonte: O Tempo

Publicado em Ultimas de Congonhas

O Lar de Maria inaugurou, na quinta-feira dia 1º, sua nova sede. O local marca uma outra etapa para a entidade que terá estrutura semelhante a de uma residência como forma de facilitar a adaptação das crianças que passam pela instituição.  

De acordo com a presidente da entidade, Maria Gorete Lobo, que está há dois anos à frente da instituição, o Lar de Maria precisou se adequar às novas diretrizes para realizar o acolhimento de menores. Ela informou que o Con­selho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) mostrou que ali não era um local próprio para acolhimento, que deveria ser nos moldes de uma residência. “Na nova casa vão ficar as crianças, as cuidadosas, funcionárias (serviços gerais e cozinheira) e a equipe técnica. Lá no antigo prédio vai continuar o administrativo”, informou, destacando que desde que chegou à entidade buscava concluir esse objetivo. Segundo ela, para isso foi necessário recuperar toda a documentação, além de buscar verbas.

Maria Gorete revelou que a situação do Lar era bastante complicada, há dois anos, e estava prestes a fechar as portas. “Havia problemas internos e externos. Nós recebemos de presente da Gerdau uma consultoria que nos mostrou os problemas e nos ajudou na busca por soluções”, contou. A presidente ressaltou que tudo que foi feito no Lar de Maria teve o apoio da Pro­motoria e do Juizado da Vara da Infância. “A nossa equipe fez um trabalho de conscientização, porque todos questionavam o porquê de estarmos mudando de local”, esclareceu.

As crianças que chegam ao Lar de Maria são por determinação judicial. De acordo com Maria Gorete, quando o menor chega, a equipe técnica faz um trabalho com a família e quando estão prontas, as crianças retornam para suas casas. “Depois disso, há um acompanhamento por seis meses. A adoção é último caso, a gente procura a família, se ninguém tiver condições de cuidar, então as crianças vão para a fila da adoção”, ponderou.

O Lar de Maria pode acolher até 20 crianças. “Estamos, atualmente com 14, várias já no processo de voltar para a família. Já fizemos o ‘desacolhimento’ de 22 menores. Estou cercada de uma equipe verdadeira e nada disso teria acontecido se não fosse o trabalho de cada um”, destacou a presidente.

O mobiliário foi adquirido por verba conveniada do Fundo para a Infância e Adolescência (Fia). “Nós só conseguimos isso tudo, porque recuperamos a documentação. A partir desse momento, conseguimos caminhar e contamos também com parceiros que fazem doações”, disse, afirmando que a entidade ainda depende do apoio de seus doadores para manutenção dos serviços prestados na instituição.

A assistente social Heloísa Resende Miranda detalhou como é feito o acolhimento no lar: “Quando há algum problema na família, a Justiça determina que a criança seja retirada e vá para a entidade de acolhimento. Quando ela chega lá, começa o nosso trabalho. A gente tenta reestruturar essa família para a criança voltar para a casa. Tentemos restabelecer o vínculo que foi quebrado dentro de casa”, diz.

Zilda Helena dos Santos Vieira, secretaria de Desenvolvimento Social, afirmou que havia recursos disponíveis desde governos passados. “Fomos a Brasília para resolver a situação e os representantes do Lar de Maria também usaram valores doados pela comunidade e conseguiram fazer esse trabalho”, destacou.

É fácil ajudar

O coordenador do acolhimento, Giovani Antunes Campos, informou que o Lar de Maria está inovando e ampliando os canais de doação para facilitar não só para o doador, mas para diminuir os custos. “Estamos oferecendo a possibilidade das pessoas doarem pela conta da Copasa. O valor é a partir de R$ 5 e a empresa repassa, integralmente, para a instituição. Os doadores podem entrar em contato pelo telefone 3762-1243. Esse é primeiro contato. A pessoa também pode conhecer a instituição e acompanhar as ações pelo nosso blog e site”, afirma.

Jornal Correio da Cidade

Publicado em Regional

Direita 1
Direita 2
Direita 3
Banner Direita Interna 11
Banner Direita Interna 12
Banner Direita Interna 13
Banner Direita Interna 21
Banner Direita Interna 22
Banner Direita Interna 23

Indicador Congonhas

O Indicador Congonhas é um portal criado pela jornalista Maria Clara Evangelista com o intuito de informar os internautas, principalmente os que moram em Congonhas e nas cidades vizinhas. Aqui você encontra notícias, atualizações sobre o trânsito e a BR 040, colunas, agenda de eventos, catálogo online, fotos e muitos mais. Faça um tour pelo nosso site e conheça o mais completo portal de informações de Congonhas!

Newsletter Indicador

Assinando o serviço de newsletter você não perderá as principais notícias do Indicador Congonhas, elas serão enviadas diretamente para seu e-mail! Para isso basta cadastrar seu e-mail no campo abaixo. O serviço é grátis!

Indicador Congonhas Instagram